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Lição 9

22 de fevereiro a 1º de março


O sinal da aliança

 


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Núm. 31 e 32

VERSO PARA MEMORIZAR: "Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações" Êxodo 31:16.

O SÁBADO é um lembrete que com regularidade imutável nos faz voltar cada semana ao fundamento de tudo o que somos ou podemos ser. Passamos o tempo correndo atrás de nossos afazeres, ganhando e gastando dinheiro, correndo para cá e para lá, indo a todos os lugares. Mas chega o sábado, que nos conduz novamente ao nosso fundamento, o ponto de partida de tudo, porque aquilo que tem significado para nós, para começar, existe unicamente porque Deus o criou e a nós também. O sábado nos traz ao nível mais fundamental e elementar da existência humana, o ponto de partida de tudo.

Com regularidade incessante e sem exceções, o sábado surge silenciosamente no horizonte e em cada fresta de nossa vida, nos lembrando que pertencemos ao Criador, Aquele que nos pôs aqui, Aquele que "no princípio" criou os Céus e a Terra, um ato que ainda é o fundamento de toda crença cristã e do qual o sábado é o sinal irrefutável e insubstituível.

Nesta semana vamos estudar este sinal no contexto da aliança do Sinai.


Domingo

Ano Bíblico: Núm. 33 e 34

Origens

1. Examine estes textos a respeito do sábado. Onde eles, de forma clara e sem ambigüidades, colocam a origem do sábado?

Gên. 2:2 e 3

Êxo. 20:11

Embora Gênesis 2:2 e 3 não identifique o "sétimo dia" como o sábado (esta identificação ocorre pela primeira vez em Êxo. 16:26 e 29), esta identificação fica sugerida claramente na expressão "E... no dia sétimo... descansou" (Gên. 2:2). A palavra ‘descansou’ (do hebraico shabat) está relacionada ao substantivo ‘sábado’ (do hebraico shabbat). "A palavra ‘sábado’ não é empregada [em Gên. 2:2 e 3], mas é certo que o autor queria afirmar que Deus abençoou e santificou o sétimo dia como sábado." – G.S. Waterman, Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible, vol. 5, pág. 182. Evidentemente, Gênesis 2:2 e 3 ensina a origem e a instituição divina do sábado como dia de bênção para toda a humanidade.

2. Por que o próprio Deus descansou no sétimo dia? Ele precisava descansar? Que outro propósito Ele poderia ter ao descansar? 

Embora alguns comentaristas sugiram que Deus precisava de descanso físico depois da criação, o verdadeiro propósito de Deus ao descansar foi dar um exemplo divino à humanidade. A humanidade também precisa trabalhar seis dias e então descansar no sábado. O teólogo Karl Barth sugeriu que Deus descansou no fim da Criação como parte da "aliança da graça", no sentido de que a humanidade foi convidada a "descansar com Ele... participar do descanso de Deus". – Karl Barth, Church Dogmatics, vol. 3, parte 1, pág. 98.

Em Seu amor, Deus chamou o homem e a mulher no dia seguinte à criação para manter companheirismo no descanso, estabelecer comunhão íntima com Ele, a cuja imagem eles tinham sido criados. Aquele companheirismo e comunhão deveria durar para sempre. Desde a queda da humanidade, o sábado oferece um ponto alto semanal da vida com o Salvador.


Segunda

Ano Bíblico: Núm. 35 e 36

O sábado antes do Sinai

"Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte" (Êxo. 16:23).

Dê uma rápida lida em Êxodo 16, a história do maná oferecido a Israel no deserto, antes do Sinai. Note o que esta história revela: 1. Só uma porção regular do maná podia ser usada cada dia, mas no sexto dia uma porção dobrada deveria ser colhida.

2. O maná não era dado no sábado.

3. A porção extra necessária para o sábado era guardada sem se estragar no sexto dia, enquanto o maná não se conservava nos outros dias.

3. O que esta história revela sobre a santidade do sábado antes de ser dada a lei no Sinai? Veja Êxodo 19:1.

"Na verdade, o fato de que o sábado era considerado o sétimo dia, a declaração que Deus dera aos israelitas sobre o sábado, e o registro de que o povo, sob a ordem de Deus, descansou no sétimo dia, tudo aponta sem margem de dúvidas para a instituição original do sábado [na criação]." – G.F. Waterman, Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible, vol. 5, pág. 184.

Existe muito mais sobre o sábado em Êxodo 16 do que se vê à primeira vista. Veja o que este trecho ensina:

1. Qual dia é o dia de preparação para o sábado?

2. Que dia da semana é o sábado?

3. De onde veio o sábado?

4. Que tipo de dia deveria ser o sábado?

5. O sábado é um dia de jejum? O sábado é uma prova de lealdade a Deus?

Como sua compreensão de hoje sobre o sábado se compara com o que é ensinado sobre o sábado em Êxodo 16?


Terça

Ano Bíblico: Deut. 1–3

Sinal da aliança

"Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre Mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a Terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento" (Êxo. 31:16 e 17).

Em quatro pontos diferentes da Bíblia o sábado é declarado ser um "sinal" (Êxo. 31:13 e 17; Ezeq. 20:12 e 20). Um "sinal" não é um "símbolo", no sentido de algo que simboliza, representa ou lembra naturalmente outra coisa qualquer, porque as duas têm qualidades semelhantes (por exemplo, o símbolo de um punho fechado freqüentemente denota "poderio" ou "poder"). Na Bíblia, o sábado como "sinal" funcionou como uma marca, objeto ou condição exterior, com a intenção de transmitir uma mensagem especial. Nada no próprio sinal o ligava particularmente à aliança. O sábado era um sinal de aliança "entre Mim e vós nas vossas gerações" (Êxo. 31:13) só porque Deus disse que era.

4. Lembrando que um aspecto importante da aliança é que somos salvos pela graça, que as obras não podem nos salvar, o que existe no sábado que o torna um símbolo tão bom dessa relação? (Veja Gên. 2:3; Heb. 4:1-4.)

O que fascina no conceito do sábado como um sinal da aliança de graça é que por séculos os judeus entenderam que esse dia era o sinal da redenção messiânica. Eles viam no sábado uma prévia da salvação no Messias. Hoje, entendemos que a redenção vem apenas pela graça, e porque entendemos a aliança como uma aliança da graça, o vínculo entre o sábado, a redenção e a aliança parece claro (veja Deut. 5:12-15). Assim, ao contrário da opinião comum, o sábado é um sinal da graça salvadora de Deus; não é um sinal de salvação pelas obras.

O que significa "descansar" no sábado? Como você descansa no sábado? O que faz de maneira diferente nesse dia para o tornar um "sinal"? Os seus amigos e conhecidos podem dizer que sua vida mostra que o sábado é realmente um dia especial?


Quarta

Ano Bíblico: Deut. 4–7

Sinal de santificação

"Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica" (Êxo. 31:13).

Uma passagem excepcionalmente rica sobre o sábado é Êxodo 31:12-17, logo após as orientações do Senhor para a construção do santuário e o estabelecimento de seus rituais (Êxo. 25:1 a 31:11).

O conceito do sábado como "sinal" – um sinal visível, externo e eterno entre Deus e Seu povo – aqui é expresso desta maneira pela primeira vez. O texto contém alguns conceitos fascinantes que merecem nosso estudo. Duas novas idéias são reunidas neste texto:

1. O sábado como sinal de conhecimento;

2. O sábado como sinal de santificação.

Pense no aspecto de sinal relacionado com o conhecimento. A compreensão hebraica do conhecimento inclui aspectos intelectuais, relacionais e sentimentais. "Conhecer" não significava simplesmente um fato, especialmente quando estava envolvida uma pessoa. Também significava uma relação significativa com o conhecido. Assim, conhecer a Deus significava estar na relação certa com Ele – servi-Lo (I Crôn. 28:9), "temê-Lo" (Isa. 11:2), "acreditar nEle" (Isa. 43:10), "confiar nEle" (Sal. 9:10), "buscá-Lo" (Sal. 9:10), e "invocá-Lo" (Jer. 10:25).

5. Leia os textos do parágrafo acima. Como estes textos nos ajudam a entender o que significa "conhecer" o Senhor?

Além disso, o sábado tem significado como sinal de santificação. Significa que Deus "santifica"o Seu povo (compare Lev. 20:8) tornando-os "santos"(Deut. 7:6).

O processo de santificação é tanto produto como resultado do amor salvador e redentor de Deus. Tanto a justiça (justificação) como a santificação são obra de Deus: "Eu sou o Senhor, que vos santifico" (Lev. 20:8). Assim, o sábado é sinal que dá conhecimento de Deus como Santificador. "O sábado, dado ao mundo como sinal de Deus como Criador, também é sinal de que Ele é o Santificador." – Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 6, pág. 350.


Quinta

Ano Bíblico: Deut. 8–10

Lembrando-nos do sábado

"Lembra-te do dia de sábado, para o santificar" (Êxo. 20:8).

O sábado era e é um sinal para a humanidade se "lembrar". O uso da palavra ‘lembrar’ pode servir para várias funções. Primeiro, lembrar-se de algo inclui olhar para trás, pensar no passado. Neste caso, o sábado nos aponta a criação feita por Deus, que culminou com a instituição do sábado como dia semanal de descanso e comunhão especial com Deus.

A ordem para nos lembrar tem implicações também sobre o tempo. Não somos orientados só a nos "lembrar" do sábado (Êxo. 20:8), mas somos aconselhados a "observá-lo" e o "guardar" (veja Deut. 5:12). Assim, o sábado tem importantes implicações para nós agora, no presente.

Finalmente, a lembrança do sábado também nos aponta o futuro. A pessoa que lembra de guardar o sábado tem um futuro promissor, rico e significativo com o Senhor do sábado. Ele permanece na relação de aliança, porque permanece no Senhor. Novamente, quando entendemos que a aliança é uma relação entre Deus e a humanidade, o sábado, que pode ajudar muito a fortalecer essa relação, obtém grande destaque.

Realmente, ao lembrar-se da criação e seu Criador, o povo de Deus também se lembra dos atos bondosos do Deus da salvação (veja Deut. 5:14, onde o sábado é visto, neste contexto, como sinal da libertação do Egito, símbolo da salvação encontrada em Deus). A criação e a recriação se pertencem. A primeira torna possível a última. O sábado é um sinal que comunica que Deus é o Criador do mundo e o Criador de nossa salvação.


Sexta

Ano Bíblico: Deut. 11–13

Estudo Adicional

Leia, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, págs. 295-297. Os Dez Mandamentos definem de maneira compreensível em sua essência as relações entre Deus e os homens, e os homens entre si. O mandamento no centro do Decálogo é o mandamento do sábado. Ele identifica de modo especial o Senhor do sábado e indica Sua esfera de autoridade e propriedade. Note estes dois aspectos: (1) Quem é o Deus a quem servimos: Yahweh (Senhor), que é o Criador (Êxo. 20:11; 31:17), e que assim está em posição sem igual; (2) a esfera de Sua propriedade e autoridade – "os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há" (Êxo. 20:11, compare com 31:17). Nestes dois aspectos, o mandamento do sábado tem as características típicas dos selos dos documentos de tratados internacionais do antigo Oriente Médio. Estes selos costumam ser encontrados em documentos de tratados e também contêm (1) a identidade da deidade (normalmente um deus pagão) e (2) a esfera de propriedade e autoridade (normalmente uma área geográfica limitada).

"A santificação do Espírito sinaliza a diferença entre os que têm o selo de Deus e os que guardam um dia de descanso espúrio.

"Quando vier a prova, ficará evidente o que é a marca da besta. É a guarda do domingo. ...

"Deus designou o sétimo dia como o Seu sábado [Êxo. 31:13, 17 e 16 citados].

"Assim, é traçada a distinção entre os leais e os desleais. Os que desejam ter o selo de Deus em sua fronte devem guardar o sábado do quarto mandamento." – Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 7, págs. 980 e 981.

PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO:

1. Leia Levítico 19:30. Note como este verso liga o santuário e o sábado. Considerando o que aprendemos até agora do sábado como um sinal, por que esse encadeamento faz tanto sentido?

2. Faça esta pergunta a si mesmo: A guarda do sábado me ajudou a fortalecer minha experiência com Deus? Se não, que mudanças posso fazer?

RESUMO: O sábado é um sinal de aliança que se estende até o tempo em que o plano da salvação estará consumado. Ele aponta para o passado, a Criação, e, como sinal da aliança da graça, nos aponta a restauração final, quando Deus renovará todas as coisas.


Auxiliar e Comentários Adicionais


Esboço

Texto-chave: Êxodo 31:16

Objetivos:

1. Entender as origens do sábado.

2. Provar que o sábado já existia antes do Sinai.

3. Ilustrar o sábado como sinal apropriado da aliança.

Esboço:

I. A criação do sábado

A. O primeiro "sétimo" dia.

B. Dia de descanso.

C. Dado pelo exemplo divino.

II. A importância do sábado

A. Preparação para o "dia".

B. O propósito do sábado.

C. Observância do sábado.

III. A aliança do sábado

A. Sinal da graça salvadora de Deus.

B. Sinal de nosso relacionamento com Deus.

C. A renovação de nosso compromisso.

Resumo: O sábado é muito mais do que um dia físico; é a promessa de um relacionamento rico e significativo com Deus. É um dia no qual deixamos de parte tudo em nossa vida a não ser Deus e tomamos tempo para fortalecer o relacionamento com Ele.

Comentário

O sábado só pode ser entendido se considerarmos sua origem. A palavra ‘descanso’ em Gênesis 2:3 deriva da forma verbal hebraica shabath (repousar, celebrar, cessar, deixar de trabalhar, pôr um fim, descansar, ser completado, guardar o sábado, observar). De maneira interessante, este verbo está ligado à observância do shab-bahth semanal (sábado, observância sabática). Leia Levítico 25:2.

I. Origens

No início, os mandamentos relacionados com o pecado não eram necessários para Adão e Eva em Gênesis 2, porque não havia pecado. Por outro lado, "a lei de Deus existia antes da criação do homem ou, de outra forma, Adão não poderia ter pecado". – Ellen G. White, Signs of the Times, 14 de março de 1878. Este fato ficou evidente na advertência divina dada a Adão e Eva com respeito à árvore proibida (Gên. 2:16 e 17). O exemplo do Pai de Adão guardando o sábado era mais do que um mandamento. Da perspectiva do Éden, um filho e criatura normalmente segue o exemplo do Criador e Pai.

Portanto, séculos antes de os judeus passarem a existir, o sábado da criação se tornou um memorial inigualável no tempo, validando Cristo como Criador e Proprietário do Universo (Mat. 12:8; Mar. 2:28; João 8:58).

Então, o shabbath (sábado) cumpre uma função mais cosmológica do que teológica. Serve para explicar como Yahweh se sentia a respeito da criação. Em essência, Yahweh colocou o selo divino sobre esse dia como paradigma da perfeição de Seu papel como arquiteto do Universo. Em conseqüência, quando Yahweh descansou no sétimo dia, Ele o preservou como reserva divina para o cosmo.

"O sábado é a pausa que refresca. O padrão é seis dias e um dia. Seis dias para trabalhar e um dia de descanso. ... Yahweh, o regente da sinfonia cósmica, rege Sua composição em um compasso 6 por 7. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, descanso!" – Charles E. Bradford, pág. 58. "O sábado do quarto mandamento foi instituído no Éden." – Ellen G. White, Spiritual Gifts, vol. 3, pág. 295.

II. O sábado antes do Sinai

"Os missiologistas reconhecem uma consciência hebraica entre os povos africanos. ... W.W. Oliphant, líder da igreja africana nos primeiros anos do século 20, diz que o ‘sábado na Etiópia foi guardado desde os dias de Ninrode, mais ou menos 2140 a.C. (leia Gên. 10:8 e 9), isto é, 700 anos antes do nascimento de Moisés. ... Os africanos ou etíopes eram observadores do sábado desde os dias de Ninrode, filho de Cuxe’." – Charles E. Bradford, pág. 26.

III. Sinal da aliança

"O sábado é um sinal da aliança ‘entre Mim e vós nas vossas gerações’ (Êxo. 31:13; Compare com Ezeq. 20:12). A pessoa que guarda o sábado no espírito correto indica dessa forma que permanece em relacionamento de salvação com Deus.

"O sábado como sinal dá ao crente primeiramente o conhecimento de que o Senhor é o seu Deus da aliança. Indica também que o Senhor ‘santifica’ Seu povo (Lev. 20:8; 21:8; 22:32; Ezeq. 37:28). ...

"O sábado funciona ainda em outro sentido como sinal. Serve como marca de separação, indicando a pessoas de outras religiões ou aos que não guardam o sábado que existe um relacionamento sem igual entre Deus e Seu povo guardador do sábado." – Hasel, págs. 93 e 95. (Leia Êxo. 32; Deut. 5:15.)

IV. Sinal de santificação

O sábado da Criação é realmente o santuário que Deus entesourou no tempo. Em outras palavras: "Yahweh, tendo posto Seu melhor na criação, declara-a muito boa. Então, como artista consumado, Deus toma o tecido do tempo e faz do sábado algo especial, uma catedral no tempo, esculpida na forma de horas e minutos e extraída do material da eternidade. Um presente de Seu próprio coração.

"Deve-se observar que Deus não faz o sábado e traz a humanidade para ele. Ele cria Adão e Eva e lhes traz o sábado." – Charles E. Bradford, pág. 51. (Veja Ezeq. 20:12 e 20).

V. Lembrando-nos do sábado

"Israel conhecia demais a respeito de seus vizinhos para deixar o problema à vontade. ... Não podemos escapar ao fato de que os anciãos recontavam aos filhos e netos os dias da criação e certamente o dia a que todos os outros apontavam, o sábado. A grande 'história' estava firmemente fixada na mente coletiva dos povos primitivos. O conhecimento do sábado só poderia ser esquecido mediante rebelião contra o Deus que criou todas as coisas.

É por esta razão que o mandamento do sábado começa com ‘lembra-te’. O sábado sempre chama a atenção para o evento da Criação (Êxo. 20:8-10). Se Yahweh nos convida hoje a lembrar-nos do sábado, deve ter havido um tempo em que Ele ordenou sua observância pela primeira vez. Realmente, esta é a mensagem da experiência de Israel com o maná, que Yahweh enviava por seis dias mas retinha no sétimo. Neste caso Ele não repete o mandamento porque, mesmo antes do Monte Sinai... o fato de que a palavra ‘lembra-te’ está ligada ao mandamento indica que o sábado fora dado anteriormente e não precisava ser lembrado a cada vez." – Charles E. Bradford, pág. 80.


Estudo Indutivo da Bíblia

Textos: Gênesis 2:2 e 3; Mateus 12:1-8; Apocalipse 14:7

1. A maioria das pessoas religiosas, se é que pensam nisto, admitem que seria desejável dedicar um dia por semana para Deus. Sem dúvida, alguns dirão que dedicam todos os dias para Deus. Mas qual é a evidência de que Deus quer que celebremos não um dia qualquer, mas o dia certo?

2. Em nosso mundo, as pessoas dedicam muito tempo e dinheiro para divertir-se e fazer muitas coisas que podem ajudá-los a "descontrair". Em que aspectos o descanso que podemos desfrutar no sábado é diferente das diversões e entretenimentos em grande parte egocêntricos?

3. Deus, como O entendemos, provavelmente não precisaria descansar por estar cansado, em nosso sentido da palavra. Mas Gênesis nos diz que Deus descansou no sétimo dia. Por que Deus precisaria parar Seu trabalho e "descansar"?

4. Somos informados na Bíblia (Êxo. 31:13, por exemplo) que o sábado deve ser um sinal do compromisso de Israel (e podemos deduzir, nosso) com Deus. É possível guardá-lo de maneira tal que ele dê uma mensagem contrária ao que foi planejado? Como podemos estar certos de que nossa guarda do sábado representa os ideais de Deus?

5. Como o sábado comunica a absoluta singularidade de Deus em comparação com outros deuses ou coisas que as pessoas consideram dignas de adoração ou estima especial?


Testemunhando

Eles se vestem totalmente de preto. Tingem o cabelo de preto e fazem penteados que desafiam a gravidade. Só um crucifixo prateado faz contraste com outros acessórios pretos. Pintam o rosto com maquiagem branca e traçam linhas pretas ao redor dos olhos e lábios. São os góticos.

Em contraste com o ambiente, os góticos parecem extraídos de um desfile sombrio. Vestidos dessa forma, é difícil saber quem é homem e quem é mulher.

O estilo gótico representa o luto e a morte – uma paródia das tradicionais roupas fúnebres. A palidez dá a entender uma fachada de morte e doença – uma vida vivida em total escuridão.

Por que, exatamente, o estilo gótico está de luto?

O gótico New York Cabbie explica: "Estilo gótico... fala de separação. Separação da sociedade e de Deus. ... Sobretudo, é separação e tristeza.’" – Tom Beaudoin, Virtual Faith, pág. 104.

Os góticos se separam da sociedade pela escolha de roupas e maquiagem. Como cristão, o que separa você do mundo?

Você escolhe uma casa com muro alto para ninguém ver dentro a fim de se separar do mundo? Você se separa com um muro alto de silêncio quando passa pelas pessoas na rua ou no ônibus? Você se separa indo para a igreja uma vez por semana?

Você se separa do mundo por sua atitude, estilo de vida, práticas religiosas ou pelo sábado?

O que separa você do mundo? O fato de ser separado do mundo é um testemunho positivo ou negativo?


Aplicações à vida diária

Ponto de Partida:

A lei de Deus diz que o sábado deve ser santificado e que nele não devemos fazer nenhum trabalho. Os hebreus levaram este mandamento a sério. Os fariseus e outros mestres da lei enfatizavam que "carregar um fardo" era considerado trabalho. Para evitar enganos, eles eram muito claros sobre o que era um fardo. Um fardo era alimento igual em peso a um figo seco, vinho suficiente para encher um cálice, leite suficiente para uma andorinha, mel suficiente para pôr em um ferimento, etc.

Perguntas para consideração:

2. Com restrições tão rígidas, pode-se imaginar as muitas horas que as pessoas passavam discutindo sobre o que um vizinho devia ou não fazer no sábado. Como podemos ser apanhados por questõezinhas legalistas semelhantes a essas? Quais são os perigos de sermos legalistas? Significa que devemos abandonar os padrões da igreja para não sermos legalistas? Explique.

3. William Barclay disse que o ensino é falso se produz uma religião que consiste somente ou principalmente na observância daquilo que é externo. É fácil confundir espiritualidade – o relacionamento com Cristo – com práticas religiosas? Quais são os perigos de fazer isso? Que perigos existem de a Igreja Adventista do Sétimo Dia cair nessa armadilha?

4. Antigamente, a guarda do sábado pelos judeus lhes deu uma reputação de preguiça. Com base em sua guarda do sábado, você acha que as pessoas consideram você como obediente à lei ou amante a Deus? Qual é a diferença entre essas duas características?

Perguntas de aplicação:

1. Se você pudesse ser um bom cristão só fazendo coisas como guardar o sábado, o cristianismo seria uma religião muito mais fácil do que realmente é. Sua guarda do sábado enfatiza coisas que pode e não pode fazer? Ou enfatizam o fortalecimento de seu relacionamento com Cristo?

2. A nova aliança é um acordo entre Deus e você, como resultado de um relacionamento íntimo. O sábado é tempo de qualidade que você passa com Deus. Assim, a guarda do sábado é importante para a relação de aliança da pessoa. Como podemos restabelecer a santidade e alegria do sábado tanto no estilo de vida individual como corporativo?

3. Usando o sábado como um termômetro, verifique se você fundamenta suas crenças religiosas em cerimônias ou em um relacionamento com Jesus. Como as atividades de Jesus no sábado refletem Seu relacionamento com o Pai? Que mudanças específicas você precisa fazer em sua guarda do sábado?


COMENTÁRIO I

 

LIÇÃO 9 – O SINAL DA ALIANÇA

Pastor José Alfredo Torres Pereira

O verdadeiro propósito do sábado

O nosso idioma pátrio oferece o significado do termo dominus, que traduzido do latim para o português quer dizer "senhor", "proprietário", "dono da casa". Esse é o sentido próprio do termo em questão, e no caso genitivo domini, quer dizer do senhor.

As Escrituras Sagradas determinam de forma clara, direta e expressiva qual é o dia do Senhor (Êxo. 20:10). Ali está escrito: "... o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus".

O mesmo texto no original escrito em hebraico traz a palavra shabbáth traduzida pelo termo descanso. Considerando que o prefixo des no sentido de negação, privação, + cansar, é que dá significado ao termo descanso, fica fácil entender que se trata do ato de repousar, descansar das atividades habituais dos demais dias da semana; é a cessação do trabalho rotineiro. Deus, ao repousar no sétimo dia de toda a Sua obra que tinha feito, deixa ao homem a certeza de que esse descanso é parte integrante da obra da criação. O repouso no sábado é coexistente com o trabalho nos outros seis dias da semana desde o começo e continua essa integração hoje e continuará para sempre!

Esse descanso semanal foi definido e estabelecido pelo Criador não apenas para o repouso físico do homem. Ele o destina como um tempo especial e um fator poderoso de aproximação entre o Deus Criador e o homem.

O verdadeiro propósito do sábado é oferecer oportunidade para a comunhão da criatura com o Criador.

Vale a pena lembrar que as preocupações da presente vida tendem a afastar o homem da comunhão com Deus. Tantas são as atrações deste mundo para distrair a criatura humana do principal, que buscar ao Senhor, obter Sua orientação e receber Suas bênçãos deixa de ser prioridade para muitos. Tudo que distrai tende a destruir a comunicação com o Pai. O propósito do sábado desde o Éden perdido até o Éden restaurado foi, é e será sempre estabelecer comunhão entre Deus e os homens. Você tem noção clara do que isso representa? Como você se comporta diante dessa verdade?

Antes do Sinai

O sábado do sétimo dia foi incluído na Lei dada no Monte Sinai, mas já tinha existência anterior. Nos tempos iniciais da história deste mundo o sábado foi instituído pelo Criador. Duas disposições fundamentais, afora seus elementos expositivos e explicativos, encontram-se bem definidas no quarto mandamento. A primeira está nas seguintes palavras: "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar" (Êxo. 20:8). A segunda encontramos no verso 9: "Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra". Esta disposição é ordem de Deus para que o homem esteja ocupado com trabalho honesto e proveitoso durante os seis primeiros dias da semana. Assim procedendo, o homem estará demonstrando respeito e obediência a Ele. O trabalhador corresponde à expectativa de Deus que pôs o primeiro homem a trabalhar no Jardim do Éden, "para o cultivar e o guardar" (Gên. 2:15).

Quanto à primeira disposição fundamental, se o homem não cessar o trabalho a fim de prestar culto a Deus no sábado do sétimo dia, como foi ordenado por Ele, não crescerá espiritualmente e perderá as bênçãos da comunhão com o Criador. O sétimo dia foi santificado, isto é, separado para uso santo, e dado ao homem cerca de 2.000 anos antes da existência do povo judeu. Antes de Israel ser o povo do Senhor, antes da extraordinária experiência do Monte Sinai, o sábado do sétimo dia já estava estabelecido por Deus no princípio da história deste mundo. Daí porque a Bíblia ensina que o dia de sábado é um dia de repouso para toda a humanidade.

O sábado é um sinal da aliança

Ao analisarmos a experiência do povo de Deus, constatamos que o sábado, além de ter um fundamento natural na criação, tem também um fundamento espiritual que se destina a manter a comunhão com Deus, que é vital no processo de relacionamento da criatura humana para com o Criador. Assim foi no estabelecimento da Aliança com Seu povo. Em meio de extraordinárias manifestações da presença do Senhor no Monte Sinai, Ele entregou a Moisés duas tábuas de pedra contendo os Dez Mandamentos. No coração dessa Lei encontra-se o quarto mandamento, sinalizando a mensagem divina: "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar" (Êxo. 20:8). Por isso mesmo, sabemos que o sábado não é um dia qualquer de repouso, mas o abençoado e santificado dia de descanso do Deus Eterno.

Você sabe que qualquer marca, no campo da publicidade, transmite uma mensagem especial. A marca do sábado transmite a mensagem de Deus ao homem, convidando-o a reservar o tempo especial para adorá-Lo.

Sinal de santificação

O quarto mandamento começa com um imperativo: "Lembra-te", o que denota ser esse mandamento conhecido do homem desde o princípio da criação. Introduzido na Aliança com os eleitos de Deus, tinha em vista lembrar-lhes um imperativo espiritual que já conheciam. Essa lembrança justifica a razão pela qual o sábado deveria ser santificado, pois Deus mesmo foi quem o santificou, isto é, fez do sábado um dia separado, posto à parte, destacado dos demais dias da semana. Ao homem não cabe modificar o que Deus fez e muito menos santificar outro dia.

O sábado fortalece nossa relação com Deus

Os benefícios que recebem os que se lembram do sábado são notados em sua vida de plena saúde espiritual, ao exercitarem a mente e o coração na busca de Deus. Ainda hoje os cristãos observadores do sábado chamam a atenção das pessoas que os vêem a caminho da igreja, levando a Bíblia, hinário e Lição da Escola Sabatina, geralmente nas mãos. Não apenas isso, mas também despertam a curiosidade daqueles que cruzam com eles, quer andando nas ruas, quer parados nos pontos de ônibus. Ao se dirigirem à igreja para a adoração, ostentam um ar de felicidade, um sorriso natural que retrata a disposição de santificar o sábado do sétimo dia. O perfil do adorador é caracterizado pelo rejuvenescimento espiritual, pela expressão facial de alguém que confia em Deus e Lhe presta obediência voluntária. Cremos que, ao dar esse testemunho aos outros, estamos dizendo que o sábado é uma das maiores bênçãos já concedidas à família humana. Se você concorda comigo, agradeça a Deus tudo o que o sábado representa para você.

Quem é o criador de nossa salvação?

O sábado sinaliza a criação feita por Deus no princípio (Gên. 2:3); lembra a libertação feita por Ele ao povo escravo no Egito (Deut. 5:15). No início do evangelho escrito por João encontramos esta declaração: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez" (João 1:1-3).

Paulo diz que "nEle [em Cristo], foram criadas todas as coisas, ... tudo foi criado por meio dEle e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. NEle, tudo subsiste" (Col. 1:16 e 17). O escritor do livro aos Hebreus afirma: "Nestes últimos dias [Deus], nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual fez também o Universo" (Heb. 1:2).

Uma tradução apropriada do original grego da palavra ‘Verbo’, citada em João 1:1-3, é "porta-voz". Jesus Cristo é Criador e porta-voz da Divindade. Ele é também o Criador da salvação do homem. Primeiro, Ele criou o homem e depois criou o sábado por causa do homem, conforme está escrito: "O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é Senhor também do sábado" (Mar. 2:27 e 28). Não está escrito que Jesus tenha abolido o sábado ou que o tenha substituído por um outro dia. Em Sua vida na Terra,

Jesus Cristo guardou o sábado e há vários textos bíblicos do Novo Testamento que trazem instruções aos Seus discípulos quanto à maneira de guardar o sábado. O que Jesus demonstrou é como o sábado deve ser guardado, mas nunca disse se o sábado deveria ou não ser guardado.

O que Jesus falou dá a entender claramente e sem dúvida alguma que o cristão está desobrigado de observar o sábado do modo como os fariseus ensinavam. Estes acrescentavam tradições e procuravam impor suas opiniões. Disso falou Cristo, mas em tempo algum deixou qualquer impressão ou afirmação de que haveria mudança do dia de guarda. Ele abençoou e santificou o sábado do sétimo dia e essa distinção jamais foi dada a nenhum dos seis dias da semana.

Quando o Senhor abençoa alguma coisa, põe nela a Sua soberana presença e lhe dispensa os favores divinos. Quem é o homem para impor o contraditório? Quando o Senhor declara o sábado como Seu, está indicando o alcance de Sua autoridade e propriedade. O reconhecimento dessa verdade é que faz a diferença na adoração. Regozijemo-nos no sábado do Senhor; mostremos nossa lealdade; celebremos ao Senhor no único dia que Ele santificou para descanso, meditação, culto, oração e para fazer o bem aos semelhantes. Aproveitando as bênçãos de Deus descobriremos ou renovaremos nosso conhecimento quanto ao significado da vida cristã.

Ilustração sobre o que significa ser cristão: Duas pessoas foram ouvir um dos maiores pregadores da Palavra de Deus, Carlos Spurgeon. Saindo do culto foram andando e uma delas perguntou: "Agora me diga o que você achou desse pregador". A outra respondeu: "Não achei nada". Espantado com a resposta, a primeira perguntou de novo e a resposta foi a mesma. Em seguida, porém, fizeram uma parada e a segunda pessoa com a voz embargada pela emoção e com lágrimas nos olhos concluiu: "Mas há uma coisa; jamais me esquecerei do Salvador que ele bem representa". Que os outros possam dizer de você e de mim a mesma coisa. Amém


 

COMENTÁRIO II

 

“Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações” (Êxodo 31:16).

         Nós, seres humanos, temos origem superior, não inferior, inteligente, não aleatória, com desígnio, não sem futuro. Não somos produto do acaso, de um acidente, mesmo que por enquanto bem sucedido. Somos o resultado planejado da união do amor com a inteligência supremos, presentes no poderoso DEUS, infinitamente capaz. Não é razoável da inteligência humana a auto-depreciação, o aviltamento da nossa origem, principalmente se ela é nobre. Seres humanos sábios e inteligentes não poderiam jamais concordar com a insustentável hipótese da teoria da evolução das espécies. Essa teoria, quando muito, serve para provar a existência do pecado, portanto, de que o mal está aqui inserido por causa da desobediência. Enquanto tudo está em franco processo de degeneração, a teoria tenta convencer do contrário, e tem muitos que acreditam em coisas assim.

         Sim, nós temos origem. “Lembra-te do sábado, que nos faz lembrar de nossa origem: o DEUS Criador e a semana da criação. A eliminação do sábado simplesmente abre caminhos para a formulação de teorias com hipóteses absurdas se comparadas com a realidade da história humana. O sábado, o sétimo dia da semana, a cada ciclo de sete dias, desperta nos seres inteligentes, portanto feitos à semelhança de DEUS, que nós somos frutos da suprema sabedoria do amor. O fundamento que o sábado nos faz lembrar é:

ð          ð          Há Um DEUS Criador, infinitamente capaz, que criou todas as coisas pelo poder de seus atributos infinitos, todos temperados pelo Seu também infinito amor.

ð          ð          Que esse Criador, nesse nosso planeta tudo fez em seis dias;

ð          ð          E que no sétimo dia, dando-nos o exemplo, Ele e a criação tiveram um período de descanso.

ð          ð          Que nesse período de descanso que tem nome dado por DEUS, “sábado”, é sempre o sétimo dia da semana.

ð          ð          Pois a semana é o símbolo da criação, tudo foi feito durante uma semana, e o sábado é o clímax desse símbolo, pelo que em especial, chama-se “memorial da criação”.

ð          ð          O sábado é o sétimo dia da semana, ou seja, o último dia, o dia que sucede após tudo ter sido concluído com absoluta perfeição.

ð          ð          Que todos nós, e toda a criação é fruto do planejamento de DEUS, vindo à existência pelo poder da sua palavra.

ð          ð          Que existe inerente, isto é, embutido na criação, um princípio que passou a fazer parte da própria criação: o amor, pelo qual tudo foi criado e pelo qual tudo funciona com perfeição, enquanto não houver comportamento estranho ao amor.

ð          ð          Pois o sábado nos traz todas essas coisas à lembrança.

Sábado, do hebraico shabbath quer dizer: repouso de atividade sábia pela qual se produz algo novo. Assim o entendi nas diversas acepções sobre o significado do sábado. Portanto, não é exatamente descanso físico. Esse tipo de descanso passou a fazer parte de descanso após a ocorrência do pecado, vindo então a ser necessário assim como se tornou necessário trabalhar pela manutenção da vida. O princípio do descanso sabático refere-se a solenidade e reverência que devotamos ao nosso Criador por existirmos em razão da vontade de Seu amor. Esse é o verdadeiro sentido do sábado. Portanto, o sábado não pode ser outro dia senão o sétimo da semana, o seu significado está ligado com a sua posição no tempo do ciclo de sete dias. Muito importante é que, tal como DEUS, nosso trabalho também compreende um ciclo de seis dias,e no sétimo, tendo nós completado um trabalho, repousamos tal como DEUS, e nos lembramos que Ele também fez tudo por intermédio do trabalho inteligente, impulsionado pelo amor, pela vida e pela felicidade.

 

 

Origens

 

Em Gênesis 2:1 a 3 declara que o sábado foi estabelecido na criação de todas as coisas. O que isto significa? Há alguns pontos nos quais poucos tem prestado atenção, e que são os seguintes:

ð          ð          A criação é constituída de um todo indivisível, ou seja, DEUS criou um conjunto de coisas que não podem ser separadas, pois então estaria faltando alguma parte assim como não se pode retirar uma peça importante de um motor e dizer: está completo e funciona perfeitamente.

ð          ð          Na criação foram feitos os componentes inanimados da natureza, as plantas, os animais irracionais e os seres humanos racionais, esses à imagem e semelhança do próprio Criador.

ð          ð          Na Criação foi estabelecida, ao natural mas propositalmente, a semana de sete dias.

ð          ð          Nessa semana, DEUS exerceu trabalho produtivo durante seis dias.

ð          ð          No sétimo dia, Ele, como Criador, descansou de suas atividades produtivas, mas como é óbvio, não cessou de trabalhar nas atividades de manutenção do que fez.

ð          ð          Assim, a semana, tal como o sábado, fazem parte da criação, e o farão enquanto houver Céu e Terra, ou seja, sempre. Isso significa que, aconteça o acontecer, sempre vai haver semana e sábado para ser lembrado como sinal do Criador.

Mas por que o sábado foi estabelecido na criação? O ser humano racional e inteligente é um ser social. Foi assim criado propositalmente. Tem, portanto, a capacidade de relacionar-se conscientemente com outros seres humanos, com os seres irracionais e com toda a natureza. Ele sabe o que faz, tem consciência de seus atos. Essa condição requer que ele tenha um tempo privilegiado para esse relacionamento. Requer também que tal relacionamento seja algo muito feliz, prazeroso, íntimo, agradável, que contribua para a vida.

Os seres humanos, nessas condições, normalmente criam oportunidades para relacionamentos íntimos, isto é, de amizade. A intimidade mais íntima entre seres humanos é a que ocorre entre marido e mulher. Depois dessa, há uma infinidade de formas de intimidade, todas voltadas para melhorar a vida aqui na Terra. Por exemplo, por esses dias de menor atividade de trabalho, noites mais longas, aqui em casa, todas as tardes, a vizinhança se reúne para conversar. Isso é muito agradável, e faz bem à saúde física e mental. Pois bem, essa é a função do sábado: proporcionar um dia em sete para uma intimidade sagrada, separada de todas as atividades seculares. Não serão conversas banais, mas construtivas, em que nos envolvemos pela vida daqueles que ainda estão afastados do maravilhoso plano de DEUS. É um tempo em que nada deve interferir na intimidade mais profunda, pois nela, estão intimamente entrelaçados as criaturas e o Criador. É o dia em que nos amamos mais intensamente e nos relacionamos mais intensamente com o Criador. É o dia em que o amor cresce para um nível mais alto, e na nova semana seremos mais semelhantes a DEUS que na vida anterior. Para isso, até mesmo O Criador pára Suas atividades, tanto para nos dar o exemplo quanto para nos prestigiar com Sua exclusiva dedicação à comunhão conosco. Para isto existe o sábado, para nos amarmos uns aos outros com mais dedicação, ou melhor, com exclusividade e para amarmos nosso DEUS com total desligamento de qualquer coisa que possa interferir.

 

 

O sábado antes do Sinai

 

“Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte” (Êxo. 16:23).

 

A história do maná nos ensina muitas lições. Vejamo-las em forma de itens:

ð          ð          Havia o costume da santificação do sábado antes do Sinai.

ð          ð          Esse costume remonta desde os tempos da semana da criação.

ð          ð          Portanto, o maná liga a semana da criação com o Sinai.

ð          ð          De modo que o Sinai, onde DEUS escreveu os Dez Mandamentos, não significa que ali foi dada a Lei de DEUS, mas que ali DEUS desdobrou o seu todo em Dez Mandamentos, princípios que sempre existiram, e que foram claramente explicitados em duas tábuas de pedra.

ð          ð          Significa também que nem mesmo a opressão dos séculos no Egito conseguiram eliminar por completo a santificação do sábado.

ð          ð          Significa ainda que DEUS tirou os israelitas do Egito para que fossem a uma pátria onde pudessem livremente continuar obedecendo toda a Lei, e que se tornassem exemplo disso aos demais povos.

ð          ð          Antes do Sinai, DEUS lhes enviou o maná, e pelo maná, ratificou a validade da santificação do sábado estabelecido no Éden.

ð          ð          O maná deveria ser colhido em dobro na sexta-feira,

ð          ð          No sábado DEUS não enviava o maná,

ð          ð          A porção extra de maná não estragava da sexta-feira para o sábado, enquanto que isto acontecia em qualquer outro dia, de um dia para o outro.

ð          ð          Isso define, ou confirma, que a sexta-feira era o dia da preparação para o santo sábado, mesmo antes do Sinai, ou seja, sempre foi, desde a criação.

ð          ð          Que o sábado é o sétimo dia da semana, e que a semana só tem sete dias. Observa-se que é impossível na semana ter ocorrido algum erro ao longo da história, ou seja, é impossível ocorrer o mesmo erro, na mesma época, em todos os lugares, de modo que nenhum ser humano se desse conta, e passasse desapercebido. A semana sempre foi igual em todos os lugares do planeta, desde que foi criada, nunca ocorreu um engano coletivo total e global.

ð          ð          O sábado, e nenhum outro dia, foi honrado pelo Criador.

ð          ð          O sábado sempre teve as mesmas características, desde que foi criado, e sempre teve os mesmos objetivos.

Enfim, o sábado sempre existiu, e sempre existirá, vem da eternidade e vai para a eternidade. O sábado está intimamente ligado com o amor, portanto enquanto o amor existir, ou seja, enquanto DEUS existir, que é imutável, o sábado existirá.

 

 

         Sinal da aliança

 

         “Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre Mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a Terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento” (Êxo. 31:16 e 17).

 

         Toda empresa bem organizada tem um logotipo. Os países tem seus emblemas, pelos quais se identificam. O governo de DEUS tem um sinal. Esse sinal é muito mais que um logotipo ou um emblema: é um expediente de participação. Um logotipo ou emblema nós o olhamos e sabemos o seu significado. O sábado tem um significado: é o sinal de que DEUS criou todas as coisas, e que Ele é DEUS, e não há outro. Mas não se limita a isso. O sétimo dia é um sinal participativo, ou seja, temos parte nele (o sábado foi estabelecido por causa do homem) por um modo de celebração: paramos todas as atividades e nos tornamos mais íntimos uns com os outros e, acima de tudo, com DEUS.

         Por que o sinal de DEUS tem essa característica de celebração? Pois é exatamente nisso que está o seu significado mais bonito. As coisas criadas vieram à existência pelo poder do amor de DEUS, e por esse mesmo poder são mantidas. E o sábado é a colocação em prática, na sua mais perfeita pureza devido a exclusão de qualquer outra atividade, do poder do amor. O sábado é o dia da celebração do amor porque pelo poder do amor existimos e nele nos relacionamos para a vida e para a felicidade eternas. Por isso o descanso no sábado, cujo significado é simplesmente deixar de lado tudo o que venha interferir na pureza da celebração do amor. Por exemplo, quando recebemos uma visita em nossa casa, mudamos nossas rotinas. Nós recebemos essa visita e nos dedicamos a ela, deixamos muitas coisas de lado, como o nosso trabalho diário, por exemplo. Está ai o mesmo princípio que se encontra no sábado: deixar de lado, não apenas algumas coisas, mas tudo o que venha a interferir na solene celebração do amor entre nós e nós com DEUS. O amor merece o mais elevado respeito, pois por ele viemos à existência, por ele existimos, e por ele seremos salvos.

         Assim, o sétimo dia não é um simples sinal, é um tempo separado especialmente para algo tão importante que deve ser exclusivo, algo como o amor, e o amor é mais importante que qualquer outra coisa no Universo. O amor requer relacionamento, e é isso que o sábado, como sinal, propicia. A razão do sábado ser um tempo separado dos dias da semana é porque o amor não existe sem relacionamento. Portanto, em sua sabedoria, DEUS nos concedeu 24 horas especiais e exclusivas para um relacionamento particular com o amor. Então, a essência do sinal está justamente em o sábado propiciar excelência de relacionamento de amor entre os seres inteligentes, feitos à imagem e semelhança de DEUS, Ele que é amor.

 

 

         Sinal de santificação

 

“Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica” (Êxo. 31:13).

         O mandamento do sábado inicia com a palavra “lembra-te”, ou seja, é uma ordem à seres racionais, capazes de ter noção do tempo e em que dia da semana está. Todos os seres racionais, portanto, devem lembrar-se do sábado, pois ali, no mandamento, não registra alguma exceção. Lembrar-se por que? Ora, DEUS criou todas as coisas em seis dias, por isso, no sétimo, é o tempo apropriado de lembrar-se desse fato. Assim o sábado é o memorial da criação.

         Sobre a questão do relacionamento embutido no sábado já nos referimos. Agora cabe nos referirmos à questão do conhecimento. A palavra “lembra-te” evoca justamente esse aspecto: separar (isto é, tornar exclusivo para finalidades santas, e finalidades santas são aquelas que envolvem assuntos relacionados com DEUS, pois Ele é santo) um tempo em sete para, pela prática de um relacionamento superior, conhecer melhor o Ser que nos criou. Assim, no sábado é tempo tanto para obter conhecimento quanto para coloca-lo em prática, maneira melhor para se conhecer Quem nos criou.

         O ser humano, pela inteligência que lhe foi dada, é um ser capaz de relacionar-se mediante planejamento, ou seja, construtivamente. Um relacionamento assim só se obtém se houver amor. Um ser humano degenerado, por outro lado, é capaz de relacionar-se destrutivamente, como bem podemos ver nesses dias finais. Então o relacionamento entre os seres humanos deve ser balizado pelo amor, e esse amor, como tudo o mais que é bom, vem de DEUS.

         O relacionamento deve contribuir para a santificação. Não se pode alcançar níveis superiores de santificação apenas pela imaginação, ou apenas por estudo teórico dos conceitos relacionados com santificação. É-nos necessário conhecer o amor e praticá-lo, então, assim nos tornaremos cada vez mais santos. Ou seja, ser santo é ser capaz de na prática viver de acordo com os princípios do amor. Isso é o que conhecemos por “obras da Lei”.

         Então, obtendo pelo estudo os conceitos sobre o amor, colocando-os em prática, assim se formarão as condições para que possamos entender todas as dimensões do amor. Por exemplo, se estudamos e entendemos que misericórdia é ter compaixão das pessoas, principalmente quando elas falham, teremos verdadeiro conhecimento de misericórdia quando tratarmos assim alguém que cometeu algo muito mau. Se essa pessoa for sensibilizada pela nossa misericórdia, então se formará, ao nível do sentimento, uma ligação mais íntima nossa com essa pessoa, e vice-versa. Essa ligação nos dará a conhecer uma face da misericórdia que teoricamente seria impossível perceber. Então sim é que seremos capazes de saber o que é misericórdia, quanto penetrarmos nos meandros dos sentimentos que ela envolve ao resolvermos uma situação complexa usando de misericórdia.

         Assim é o sábado. É um dia especial, tanto para se aprender os conceitos teóricos do amor como para vive-los em forma de relacionamento, entre nós e nós como nosso DEUS. Assim saberemos verdadeiramente o que é o amor. Conhecer a DEUS é proceder como Enoque, andar com DEUS, ou seja, é relacionar-se com Ele, viver com Ele. E o sábado é como o tempo de aula para exclusivamente dedicar toda nossa capacidade, toda nossa inteligência, tudo o que somos, o que podemos e o que temos, para amarmos nosso DEUS, e assim também amarmos nosso próximo como a nós mesmos (ver Lucas 10:27).

         Assim é que o sábado foi feito por causa do homem, não o homem por causa do sábado, ou seja, porque DEUS planejou criar seres inteligentes é que o sábado foi instituído. Ele queria manter um relacionamento inteligente com suas criaturas, e queria um tempo para um relacionamento de amor exclusivo. Desse relacionamento dependia a vida eterna desses seres bem como a sua felicidade. E isso tudo está no campo do conhecimento, outro fator essencial pois seres racionais agem pelo conhecimento, não pelo instinto. Assim o sábado está intimamente ligado a conhecimento do que é importante para termos vida eterna e sermos perfeitamente felizes.

 

 

         Lembrando-nos do sábado

 

         Lembra-te do sábado, para o santificar” (Êxo. 20:8).

 

         A relação com DEUS não é mística, mas um conjunto de atos conscientes da razão pelo conhecimento da verdade, mediante a revelação. O conceito central desse relacionamento está baseado numa palavra, palavra colocada no coração da Lei: “lembra-te”. Ela destina-se à pessoas conscientes de seus pensamentos e atos, ou seja, àqueles que foram criados à imagem de DEUS. Essa palavra estabelece uma relação inteligente, racional, baseada nos princípios do princípio do amor. Por outro ângulo, a palavra “lembra-te” refere-se a Um DEUS inteligente e de infinito conhecimento propondo um relacionamento com outros seres com as mesmas características.

         Esse relacionamento, nos seres humanos se inicia desde o momento em que um ser humano vem para a vida, ou seja, desde o seu nascimento, ou com relação à raça humana, desde a sua criação. Nesse caso, a palavra lembra-te se estende às origens da humanidade, e nos transporta para a semana da criação, pois ela se refere a essa semana, quando conecta os pensamentos à expressão: “porque em seis dias fez o Senhor...” Assim, a lembrança do sábado nos remete às nossas origens, ou seja, nós fomos criados por DEUS, e por isso estamos vinculados a DEUS.

         Por outro lado, a palavra “lembra-te” também nos localiza no tempo presente, o de nossa existência, pois ela também está conectada com a expressão “para o santificar”, ou seja, o separar de modo especial para fins relacionados com DEUS, e isso é o que fazemos hoje. Por isso o mandamento explica que DEUS fez tudo em seis dias e no sétimo descansou, abençoou e santificou. Foi DEUS que fez isso, e nesses atos Ele se apresenta como Legislador.

         Então, como a lição deixa claro, a palavra “lembra-te” ainda se refere ao futuro quando ela se conecta ao próprio ato de DEUS, ou seja, Ele mesmo obedeceu e obedece ao Seu mandamento. Ora, DEUS jamais muda, se Ele o fez num tempo no passado, sempre o fará. E se pela obediência nos colocamos ao lado de DEUS, isso é evidente, jamais seremos separados d’Ele, e isso nos garante um futuro promissor: nós obedecemos os mandamentos junto com o que os elaborou. Isso não é uma garantia de futuro?

         Portanto, o sábado é uma relação eterna entre Criador e Criatura, que vem do passado desde que existe o homem, se manifesta no presente porque afinal nós existimos, e se estende para o futuro porque DEUS é essa Lei, Ela a prestigia pela Sua obediência e Ele é eterno e imutável.

 

 

         Aplicação do estudo desta semana

 

         Estudamos nesta semana o sétimo dia como sinal da aliança proposta entre DEUS e os seres humanos. Recordemos alguns pontos quanto a aliança:

ð          ð          Aliança pressupõe uma relação de amor entre membros de uma família comprometida entre si por toda a eternidade.

ð          ð          Essa relação visa a vida com felicidade, e que tal situação não seja interrompida.

ð          ð          A aliança estabelece compromissos recíprocos de participação porque ela é estabelecida da parte de um Ser inteligente para outros seres inteligentes, capazes de serem livres na responsabilidade de sempre fazer o bem.

ð          ð          A aliança, resumindo, é eterna, sempre que DEUS cria um ser inteligente Ele propõe essa mesma aliança (de um relacionamento de amor), e aqui na Terra, uma vez que houve a queda pelo pecado, ele propôs o restabelecimento da aliança. Esse restabelecimento, ou seja, o retorno ao estado original tem uma linda história, que muito resumidamente aqui recordaremos. É a história do esforço pela salvação do ser humano através da pregação deste evangelho para que o fim do mal venha, ou seja, que essa luta terrível termine. A história é a seguinte:

O evangelho será pregado para todos, e tendo todos se posicionado, o fim pode vir, e virá. Isso já aconteceu uma vez, foi na pregação de Noé. Naquele tempo, esse homem, só, pregou durante 120 anos. Embora a pregação, quase todos se posicionaram contra essa mensagem e se tornaram tão maus que para eles não havia mais retorno. Então, tendo rejeitado a mensagem da verdade do amor, e tendo desenvolvido a maldade ao ponto de retorno impossível, estavam maduros para serem todos destruídos. Assim será nos nossos dias, ou seja, o efeito da mensagem vai, num certo dia, ser nulo pela maldade das pessoas. Nesse dia chegou o tempo do fechamento da porta da graça. Assim foi no tempo de Noé, assim será em nosso tempo.

Mas no dias dos discípulos já no houve a pregação deste evangelho para todos? Sim, foi isso mesmo, eles chegaram a pregar este evangelho para todos, mas, o mundo ainda, naqueles dias não chegou a um ponto de maldade para ser destruído, como está chegando em nossos dias. Ou seja, satanás ainda não se havia revelado plenamente, coisa que está por acontecer.

Por fim, ainda cabem considerações com relação ao sábado como sinal entre DEUS e Suas Criaturas. Sempre se diz que no quarto mandamento aparecem duas características de DEUS: Sua autoridade e sua abrangência de propriedade. Mas, na verdade, são pelo menos cinco pontos referentes a DEUS. Eles definem propriedades importantes com relação ao sábado como sinal de quem estabeleceu todas essas coisas.

1.                             1.                    QUEM se apresenta no quarto mandamento: DEUS, que merece adoração;

2.                             2.                    Sua JURISDIÇAO de autoridade: todo o Universo por Ele criado;

3.                             3.                    Seu PODER: ou seja, Ele é Criador portanto é proprietário de todas as coisas, até mesmo satanás pertence a DEUS, ou ainda, no quarto mandamento DEUS Se apresenta como Senhor;

4.                             4.                    Seu ESTILO DE GOVERNO: livre condição de obediência racional pela intimidade regulamentada pelo amor – isso está expresso no convite “lembra-te”, o quarto mandamento não inicia com a palavra “não”;

5.                             5.                    Ele é o LEGISLADOR: Ele mesmo deu o exemplo de obediência à Sua Lei pois Ele mesmo descansou no sétimo dia.

Enfim, o sábado é verdadeiramente uma aliança entre DEUS e Suas criaturas, onde o elemento principal é o relacionamento e o princípio elementar é o amor. Isso certamente deve ser eterno, pois isso, como diz DEUS, “é muito bom”.

 

 

 

Prof. Sikberto R. Marks

COMENTÁRIO III

 

Lección 9
"La señal del pacto"
(Éxodo 20, Génesis 2, Deuteronomio 6, Isaías 66)  -   Marzo 1 del 2003

Introducción: La semana pasada vimos cómo Jesús resumió los diez mandamientos en dos grupos. Los primeros cuatro tienen que ver con nuestro amor por Dios y los últimos seis con nuestro amor para nuestro prójimo. (vea Mateo 22:36-40) Algunos de ustedes tal vez dijeron, "Espera un minuto, Bruce, no estoy tan seguro que el cuarto mandamiento se ajusta a uno de esos dos grupos. Tiene tanto que ver con el amor de Dios por nosotros y con nuestro amor por El."  Estoy de acuerdo que es un mandamiento especial que merece más atención. ¡Estudiemos la palabra de Dios y veamos que podemos aprender sobre el cuarto mandamiento!

I. El Beneficio del Sábado

A. Lea Éxodo 20:8-11.  El tercer mandamiento nos dice que no usemos mal el nombre de Dios. Ese mandamiento está claramente en "la categoría de amar a Dios".  El sexto mandamiento nos dice que no asesinemos. Ese mandamiento está claramente en "la categoría del amor por el prójimo". ¿Para quién es el beneficio del cuarto mandamiento que nos dice que guardemos la santidad del Sábado?  ¿En qué categoría debe entrar?

1. En los Estados Unidos, "El día del presidente" es un día federal de fiesta que acabo de pasar.  ¿Si usted tubo ese día libre, no tubo que trabajar, para quien fue el beneficio que se hiciera este día?  (Este día honra a los presidentes y nos da un descanso del trabajo.)

B. ¿Qué honra el Sábado?  (Exodo 20:11 nos dice que Dios creo el mundo en seis días y que descanso el séptimo día.  El Sábado celebra la creación.  Puesto que la creación es el "cumpleaños" para los seres humanos, el Sábado honra a Dios y nos honra a nosotros.)

1. ¿Por qué es importante recordar la creación de Dios?  (Nuestra alianza a Dios en el principio, la autoridad de Dios sobre nosotros, es que él nos creó.)

2. ¿Es el hecho de que Dios es el creador un punto de problema?  (la teoría de evolución es un ataque directo sobre la autoridad de Dios como nuestro creador.)

C. Lea Génesis 2:2-3.  ¿Usted piensa que Dios necesitado descansar?  (No. El habló su creación a la existencia.)

1. ¿Si Dios no necesita descanso, por qué El señaló el séptimo día para el descanso?  (Parece que El lo hizo por dos razones.  Primero, Dios señaló el Sábado como santo para darnos un recordatorio semanal que El es nuestro creador. En segundo lugar, el Sábado nos da un día de descanso - y, no como Dios, nosotros si necesitamos descanso!)

II. Señal del Sábado

A. Lea Éxodo 31:16-17.  Este texto nos dice que el Sábado es un "pacto" y una "señal."  ¿De qué manera es el Sábado un "pacto" (promesa o contrato)?

1. ¿Hemos estudiado algo similar anteriormente en esta serie de lecciones?  (Génesis 9:11-13.  Dios dijo a Noe que el arco iris era la señal del pacto que Dios no destruiría otra vez la tierra con agua.  Ésa no es la única señal del acuerdo dado por Dios a los seres humanos. ¿Recuerde que la circuncisión era una señal del pacto de Dios con Abraham?  (Génesis 17:9- 10))

2. ¿Cuándo usted piensa en el arco iris como señal de la promesa de Dios de no ahogarnos, qué prometio Noe en intercambio?  (Pienso que la promesa fue basada en el comportamiento de Noe en su pasado.  Él no prometió nada para el futuro.)

3. ¿Cuál es "nuestra parte" del pacto de Sábado? ¿Qué prometemos?  (nuestra parte del Sábado es descansar y recordar!)

B. Lea Deuteronomio 5:12-15.  ¿A qué acontecimiento esta ligado el guardar el Sábado en esta recitación de los diez mandamientos?  (Que Dios rescata a su pueblo de la esclavitud.)

C. Lea Hebreos 4:1-4.  ¿A qué esta ligado el guardar el Sábado en estos versos en Hebreos?  (usted debe leer los capítulos 3 y 4 de Hebreos para mirar el cuadro completo.  El "descanso" del cual se habla en estos versos es nuestro "descanso" en las obras de Jesús a nuestro favor como nuestro sumo sacerdote en el cielo.  Éste es un cuadro de justicia por la fe.)

D. Lea Éxodo 31:12-13.  ¿ A qué acontecimiento esta ligado el guardar el Sábado aquí?  (Que Dios nos hace santos.)

E. Ponga estos cuatro "cuadros del Sábado" juntos: Sabado/Creacion; Sabado/Rescate de la esclavitud; y, (dos) Sabado/Rescate del pecado. Cuál es el "cuadro grande" que usted ve de estos cuatro "cuadros más pequeños?"  ¿Qué clase de "señal" es el Sábado?  (El cuadro grande es que Dios nos creó y entonces nos salvó (o nos reconstruyó) del pecado.  El Sábado es una señal de lo qué Dios ha hecho y continúa haciendo por nosotros!)

1. ¿Ya que vio este cuadro, cuan importante usted piensa que es guardar la santidad del Sábado? (Es central. Qué "señal más importante," o qué "bandera más importante," podríamos nosotros alzar que lo que Dios ha hecho y está haciendo por nosotros!)

F. Nuestra lección (el martes) tiene una pregunta brillante: "Que del Sábado haría un símbolo tan apropiado de la relación de salvación de Dios?" (la respuesta es que "descansamos" el Sábado.  Muchos cristianos declaran que los que todavía se preocupan por los diez mandamientos son legalistas.  Pero en realidad, en el corazón de los diez mandamientos está nuestro descanso en lo que Dios ha hecho para crearnos, salvarnos del pecado y hacernos santos. El Sábado de descanso y de recordatorio es una señal hermosa del pacto más importante que Dios ha hecho con nosotros.  El descansar el Sábado es un símbolo maravilloso que cuando tiene que ver con la salvación, nuestro trabajo es simplemente aceptar (descansar en) lo qué Jesús ha hecho por nosotros.)

III. Aplicación del Sábado

A. Lo qué hemos estudiado hasta ahora sugiere que el Sábado se aplica a todos los seres humanos.  Algunos discuten que solo se aplican a los judíos.  ¿Tenemos alguna evidencia de que el mandamiento del Sábado existió antes de dar los diez mandamientos en el Sinaí?  (Éxodo 16:22-26.  Este texto se refiere al "Maná," el alimento que Dios proveyó milagrosamente cada mañana a su pueblo durante el Éxodo.  El maná fue provisto de esta manera antes de dar los diez mandamientos, así tiende a demostrar que el requisito del descanso del Sábado no comenzó en el Sinaí.  En vez, la historia de la creación muestra que la observancia del Sábado comenzó en la creación.)

1. Un argumento contra la validez de la continuación del Sábado es que no está mencionado en el marco de tiempo entre la creación y el Éxodo.  ¿Qué explicación tiene usted para esto?  (La Biblia no es un libro muy grande - y este marco de tiempo particular (y largo) se cubre muy brevemente en la Biblia. Si el Sábado no fuera una cuestión de conflicto, no esperaría que fuera mencionada.)

B. Lea Isaías 66:22-23.  ¿A qué se refiere la frase " nuevos cielos y nueva tierra"?  (Esto está hablando del tiempo después de la Segunda venida de Jesús.)

1. ¿Qué nos dice esto sobre el Sábado?  (Que se celebra incluso en el nuevo cielo y la tierra hecha nueva!)

a. ¿Qué dice esto sobre el argumento de que la observancia del Sábado es para los judíos solamente?  (El Sábado comenzó en la creación y continúa por la eternidad.  Supera una raza específica.  Esto nos regresa a nuestro texto familiar, Galatas 3:29, que dice que si estamos en Cristo, entonces somos la "simiente y herederos de Abraham según la promesa."  El Sábado está para toda la simiente de Abraham.)

C. Algunos discuten hoy que guardar el Sábado no es necesario.  ¿Tienen la razón, qué razón puede usted presentar para guardarla de todos modos?  (¿Si es nuestra opción, por qué no elegir lo qué Dios nos dijo que hiciéramos? ¿Si podríamos escoger cualquier día para adorar a Dios, por qué no elegir el día que El ordenó?  Esto nos lleva de nuevo a la vieja pregunta:  ¿Usted adora a Dios o usted se adora a si mismo?  Si yo adoro a Dios, entonces voy con sus opciones, incluso aunque no piense que sea tan importante.  Por supuesto, ya que el Sábado es una señal de la creación y de nuestra re-creación, la considero de importancia suprema.)

D. Amigo, Dios tiene un tiempo especial para nosotros para descansar y para recordar Su trabajo de la creación y de la salvación.  Es una señal de que reconocemos a Dios como creador y Redentor. ¿Si usted ha elegido a Cristo, observará la señal de Su autoridad y de gracia hacia usted?

IV. La próxima semana: El Nuevo Pacto.

Traducido por Estrella González