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Lição 8

15 a 22 de fevereiro


A lei da aliança

 


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Núm. 12–14

VERSO PARA MEMORIZAR: "Saberás, pois, que o Senhor, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que O amam e cumprem os Seus mandamentos" (Deut. 7:9).

O SALMO 23, o Salmo do Pastor, é um dos mais conhecidos e amados trechos da Bíblia. As crianças o balbuciam nas primeiras tentativas de decorar a Escritura, e os santos o sussurram em seus últimos momentos de vida.

Uma das mais importantes expressões do Salmo 23 indica aonde Deus deseja nos levar. "Guia-me pelas veredas da justiça por amor do Seu nome", Davi declara no verso 3 (ênfase acrescentada).

Quais são os seguros "caminhos de justiça"? O escritor de outro salmo responde a essa pergunta com um pedido de oração: "Guia-me pela vereda dos Teus mandamentos, pois nela me comprazo" (Sal. 119:35, ênfase acrescentada). "Todos os Teus mandamentos são justiça" (v. 172).

Nossa lição desta semana concentra-se na lei de Deus e seu lugar na aliança do Sinai. O ponto essencial é este: a lei de Deus indicava aos israelitas a maneira como deveriam viver dentro da aliança (o caminho seguro em que eles deveriam caminhar). Nunca se pretendeu que fosse o meio pelo qual obteriam a salvação. A salvação, naquele tempo como agora, vem pela aceitação dos atos de misericórdia de Deus em nosso favor. Da mesma forma, a lei continua a agir hoje como um caminho seguro para os cristãos.


Domingo

Ano Bíblico: Núm. 15 e 16

A eleição de Israel

"Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos" (Deut. 7:7).

Seja qual for a razão por que o Senhor escolheu a nação hebréia, não foi porque fossem merecedores da elevada honra e privilégio que Deus lhes dera. Eles não tinham mérito algum por si próprios que os tornasse merecedores do amor de Deus e de serem escolhidos por Ele como Seu povo. Eles eram poucos em número, e como um grupo de tribos escravizadas, eram fracos sob o ponto de vista político e militar. Além disso, em termos de cultura e religião, eles não tinham muita influência. Portanto, a causa básica para a eleição de Israel está no mistério do amor e da graça de Deus.

1. Precisamos ser cuidadosos ao tratar desta idéia de eleição porque ela levar a uma interpretação equivocada. Para que finalidade Deus escolheu Israel? Para ser redimido, enquanto todos os outros foram escolhidos para serem rejeitados e perdidos? Ou foram escolhidos para serem veículos que oferecessem ao mundo o que tinha sido oferecido a eles?

Êxo. 19:6

Heb. 2:9

Isa. 56:7

Como adventistas do sétimo dia, gostamos de nos considerar como a contrapartida moderna de Israel, chamados pelo Senhor, não para ser os únicos redimidos mas para proclamar ao mundo a mensagem da redenção, no contexto das três mensagens angélicas. Em resumo, acreditamos que temos algo para dizer e que ninguém mais está dizendo. Esta é também, basicamente, a situação do antigo Israel. As nações ao redor deles há muito haviam caído fundo na apostasia e paganismo, freqüentemente de natureza cruel e violenta. O propósito da eleição de Israel não era tornar a nação hebréia um clube exclusivo, acumulando para si mesmos a promessa da salvação e redenção. Ao contrário. Se cremos que Cristo morreu por toda a humanidade (Heb. 2:9), a redenção que o Senhor ofereceu a Israel também foi oferecida a todo o mundo. Israel deveria ser o veículo pelo qual essa redenção seria oferecida. Nossa igreja foi chamada para fazer o mesmo.


Segunda

Ano Bíblico: Núm. 17–19

Laços que criam obrigações

"Então, vos anunciou Ele a Sua aliança, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra" (Deut. 4:13).

Por mais que tenhamos destacado que a aliança é sempre uma aliança de graça, que é unicamente o resultado do oferecimento de um favor não merecido da parte de Deus aos que entram em uma relação de salvação com Ele, a graça não significa licença para desobedecer. Ao contrário. Concerto e lei estão ligados intimamente; de fato, são inseparáveis.

2. Releia o texto citado acima. Como ele vincula a aliança e a lei? Que palavras desse texto mostram que a lei é fundamental para a aliança?

Quando se pensa no que é uma aliança, faz sentido pensar que a lei é uma parte integrante dela. Se entendermos a aliança, entre outras coisas, como uma relação, precisa ser traçado algum tipo de regras e limites. Quanto tempo duraria um casamento, amizade ou sociedade de negócios se não houvesse limites ou regras, expressos especificamente ou subentendidos? O marido decide namorar outra, o amigo decide tirar proveito da carteira do outro, ou o sócio, sem combinar com a outra parte, convida outra pessoa para se juntar à sociedade. Esses atos seriam uma violação de regras, leis e princípios. Quanto tempo durariam essas relações nessas circunstâncias sem leis? É por isso que precisa haver limites, linhas especificadas e regras estabelecidas. Só assim a relação pode ser preservada.

De fato, são encontradas várias expressões com o mesmo sentido de aliança, como: lei (Sal. 78:10), preceitos (Sal. 50:16), testemunhos (Sal. 25:10), mandamentos (Salmo 119:4) e palavra do Senhor (Deut. 33:9). Essas expressões são paralelas ou estão em associação mais íntima com a palavra ‘aliança’ (quando não têm quase o mesmo significado). Evidentemente "as palavras desta aliança" (Jer. 11:3, 6 e 8) são as palavras das leis, estatutos, testemunhos e mandamentos de Deus.

A aliança de Deus com Seu povo Israel continha vários requisitos que seriam indispensáveis para manter a relação especial que Ele buscava ter com Seu povo. É diferente hoje?


Terça

Ano Bíblico: Núm. 20 e 21

A lei dentro da aliança

"Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor requer de ti? Não é que temas o Senhor, teu Deus, e andes em todos os Seus caminhos, e O ames, e sirvas ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do Senhor e os Seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?" (Deut. 10:12 e 13).

Quais são seus primeiros pensamentos quando pensa na lei? Policiais, multas de trânsito, juízes e cadeias? Ou você pensa em restrições, regras, pais autoritários e punições? Talvez você pense em ordem, harmonia, estabilidade? Ou talvez até mesmo em... amor?

A palavra hebraica torah, traduzida como "lei" em nossas Bíblias, significa "ensino" ou "instrução". O termo pode ser usado para se referir a todas as instruções de Deus, sejam morais, civis, sociais ou religiosas. Inclui todos os sábios conselhos que Deus deu graciosamente ao Seu povo, para que tivessem uma vida abundante tanto física como espiritualmente. Não admira que o salmista afirme que é bem-aventurado o homem cujo "prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite" (Sal. 1:2).

Quando lemos a lei ou torah – as instruções e ensinos registrados nos livros de Moisés que se tornaram parte da aliança de Israel – somos impressionados com a grande variedade de instruções. A lei fala de cada parte do estilo de vida de Israel: agricultura, governo civil, relações sociais e adoração.

3. Por que Deus deu tantas instruções para Israel? Veja Deuteronômio 10:13. Em que sentido essas instruções para eles eram "boas"? 

A função da "lei" dentro da aliança era de prover diretrizes para a nova vida do participante humano da aliança. A lei apresenta ao membro da aliança a vontade de Deus, a quem a pessoa chega a conhecer em sentido mais pleno por meio da obediência pela fé aos Seus mandamentos e outras expressões de Sua vontade.

A lei, na relação de aliança, mostrava que Israel não podia viver como as outras nações. Eles poderiam continuar como nação santa de Deus, reino de sacerdotes e propriedade peculiar mediante a obediência inflexível em todas as áreas da vida à vontade revelada do Deus que tinha estabelecido a aliança.


Quarta

Ano Bíblico: Núm. 22–24

A estabilidade da lei

4. Já vimos que a lei de Deus está presente na relação de aliança. Que verdade essa presença nos ensina sobre a natureza de Deus? Mal. 3:6; Tiago 1:17

A lei de Deus é uma expressão oral ou escrita de Sua vontade (Compare Sal. 40:8). Por ser uma transcrição de Seu caráter, a presença da lei na aliança nos assegura da permanência e confiança de Deus. Embora não possamos sempre discernir os resultados de Sua providência, sabemos que Ele é digno de confiança. O Universo está debaixo de leis morais e físicas invariáveis. A violação da lei divina inevitavelmente leva à ruína e ao caos.

A "... certeza de que Deus é confiável está na verdade de que Ele é um Deus de lei. Sua vontade e Sua lei são um. Deus diz que o certo é certo porque descreve as melhores relações possíveis. Portanto, a lei de Deus nunca é arbitrária ou sujeita a caprichos e fantasias. É a coisa mais estável do Universo." – Walter R. Beach, Dimensions in Salvation, pág. 143

5. Se a lei de Deus (e todas as formas de instrução baseadas nela) não pode salvar uma pessoa do pecado, por que Deus a tornou uma parte do acordo e do relacionamento da aliança? Veja Amós 3:3.

Um relacionamento requer acordo e harmonia. Visto que Deus não é só o Criador do mundo, mas também seu Governador moral, a lei é essencial para a felicidade de Suas criaturas inteligentes a fim de viverem em harmonia com Ele. Sua lei, a expressão de Sua vontade, portanto, é a constituição de Seu governo. É naturalmente a norma ou obrigação do acordo na relação da aliança. Seu propósito não é salvar mas definir nossos deveres para com Deus (mandamentos 1 a 4) e nossos deveres para com nossos semelhantes (mandamentos 5 a 10). Em outras palavras, estabelece o modo de vida que Deus designou para Seus filhos da aliança, para sua própria felicidade e bem-estar. Isso impedia Israel de adotar alguma outra filosofia como estilo de vida. Era e é propósito da relação de aliança levar o crente, pela graça transformadora de Deus, a estar em harmonia com Sua vontade e caráter.


Quinta

Ano Bíblico: Núm. 25–27

Se...

6. Leia os versos seguintes. Qual é o ponto em comum entre eles, e o que eles ensinam sobre a natureza da aliança?

Gên. 18:19

Gên. 26:4 e 5

Êxo. 19:5

Lev. 26:3

Deus reconhece abertamente a obediência fiel de Abraão aos "Meus mandados, os Meus preceitos, os Meus estatutos e as Minhas leis" (Gên. 26:5). É claro que Deus esperava que Seus parceiros humanos na aliança tivessem esse estilo de vida. A plena declaração da aliança bíblica no Sinai tornou evidente que a obediência é um dos aspectos básicos da aliança.

Êxodo 19:5 deixa claro: "Se... ouvirdes." É inegável o aspecto condicional da aliança; embora tenham sido dadas pela graça, embora sejam imerecidas, embora fossem um presente para eles, as promessas da aliança não eram incondicionais. O povo poderia rejeitar o presente, negar a graça e abandonar as promessas. A aliança, como acontece com a salvação, nunca anula o livre-arbítrio. O Senhor não força as pessoas a entrarem em relação de salvação com Ele; Ele não impõe uma aliança. Ele a oferece gratuitamente a todos; todos são convidados a aceitá-lo. Israel devia obedecer, não a fim de obter as promessas, mas para que as promessas se cumprissem nele. Sua obediência era uma demonstração do que é ser abençoado pelo Senhor. A obediência não compra as bênçãos, como se Deus fosse obrigado a dá-las; a obediência, ao contrário, cria um ambiente onde a bênção da fé pode se manifestar.


Sexta

Ano Bíblico: Núm. 28–30

Estudo Adicional

Primeiro precisa haver amor no coração antes que a pessoa, na força e pela graça de Cristo, comece a observar os preceitos da lei de Deus (cf. Rom. 8:3 e 4). Obediência sem amor é tão impossível quanto desprezível. Mas onde existe amor a pessoa automaticamente ordena a vida em harmonia com a vontade de Deus, como está expressa em Seus mandamentos." – SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 484.

"Nos preceitos de Sua santa lei, deu Deus uma regra perfeita de vida; e Ele declarou que até o fim do tempo esta lei, imutável num jota ou num til, deve manter seus reclamos sobre os seres humanos. Cristo veio para engrandecer a lei e a tornar gloriosa. Mostrou que ela está baseada no amplo fundamento do amor a Deus e amor aos homens, e que a obediência a seus preceitos compreende todo o dever do homem. Em Sua própria vida deu Ele exemplo de obediência à lei de Deus. No sermão da montanha Ele mostrou como seus requisitos vão além dos atos exteriores, e penetram os pensamentos e as intenções do coração."Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, pág. 505.

Para aprender mais sobre o assunto desta semana, leia O Desejado de Todas as Nações, págs. 607 e 608, e Patriarcas e Profetas, "A Lei e os Concertos", págs. 363-373.

PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO:

1. Por que o amor é mais forte do que o medo para atrair as pessoas a Deus?

2. Por que o mandamento "amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" (Mat. 22:37) é o primeiro e maior mandamento?

3. Simone Weil certa vez escreveu: "Ordem é a primeira necessidade de todos" (Citado em Russell Kirk, The Roots of American Order (As Raízes da Ordem Americana, pág. 3). Como você entende essas palavras no contexto da lição desta semana, particularmente em relação à idéia da lei?

RESUMO: A lei de Deus era parte integral da aliança que Ele fez com Israel no Sinai. Era uma verdadeira aliança de graça. Mas a graça nunca invalida a necessidade da lei. Ao contrário, a lei é um meio pelo qual a graça é manifestada e expressa na vida daqueles que recebem a graça. A aliança definia uma relação, e todas as relações necessitam de algumas regras, limites e definições. No caso da aliança no Sinai, essas regras, limites e definições são conhecidas como a lei.


Auxiliar e Comentários Adicionais


Esboço

Texto-chave: Deuteronômio 7:9

Objetivos:

1. Entender o paralelo entre a eleição de Israel e a nossa atual pretensão.

2. Entender a importância da lei dentro da aliança.

3. Entender a importância da obediência como parte fundamental da relação de aliança.

Esboço:

I. A eleição de uma nação

A. Clube exclusivo ou posição importante?

B. Redenção só para alguns ou para todos?

C. Um povo escolhido para espalhar a Palavra de Deus a todos.

II. A aliança e a lei

A. A aliança – a importância do relacionamento.

B. Lei – regras e limites da relação.

C. A realização de uma sociedade.

III. Obediência à aliança

A. O convite, a aceitação e a obrigação.

B. Obediência à aliança por causa de seu cumprimento.

C. Manifestada a bênção da fé.

Resumo:

A aliança que Deus fez com Israel no Sinai deveria ter sido um exemplo da graça de Deus a ser visto por todos os que entrassem em contato com eles. Esse concerto definia o relacionamento e provia parâmetros dentro dos quais Israel poderia trabalhar e viver a fim de divulgar melhor a mensagem de Deus.

Comentário

Existem exemplos de Yahweh alcançando outras nações antes da eleição de Israel (Gên. 20:3-6; 21:32). Não é interessante descobrir que, em resposta a Yahweh, Abimeleque, um rei filisteu, se referiu à sua nação camita como "uma nação inocente"?

"Yahweh sempre teve contato com não hebreus e escolheu fazer dos ‘pagãos’ representantes e agentes Seus, até mesmo sacerdotes de acordo com Sua vontade. ...

"Yahweh usou o queneu Jetro, que estava familiarizado com o nome de Yahweh antes de Moisés e, de fato, o ajudou a entendê-lo, para facilitar Seus planos e propósitos para a humanidade. ... Aqui temos um povo assim chamado pagão, afro-asiático preservando esse conhecimento vital antes que os hebreus aparecessem em cena!" – Charles E. Bradford, pág. 36, ênfase acrescentada.

I. A eleição de Israel

Da mesma forma, uma nação hebréia foi extraída da linhagem de Abraão. O antigo Israel originou-se da providência divina, a fim de transmitir o testemunho que Deus ordenou às nações vizinhas. Assim, a conexão entre a eleição de Israel e a lei cósmica de Yahweh merece explicação: "O ato de dar a lei é tanto um ato de graça como um dom do Deus da eleição. O ato de dar a lei é um ato de misericórdia tanto quanto a libertação da escravidão egípcia. O dom da lei é tanto um ato do amor de Deus como o estabelecimento da aliança à qual pertence a lei. Assim, a lei se torna um instrumento que define todas as relações dentro da aliança e da comunidade da aliança." – Hasel, págs. 77 e 78.

II. Laços que criam obrigações

Sendo que o Decálogo é a fita métrica divina do desenvolvimento de nosso caráter, a lei de Deus é o evangelho de Cristo velado, e o evangelho de Cristo é a lei de Deus revelada. Assim, a lei é uma expressão divina do caráter de Cristo. Em resumo deste segmento, portanto, "Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus." – Ellen G. White, Parábolas de Jesus, pág. 69.

III. A lei dentro da aliança

"A palavra hebraica ‘lei’ (tôrah) aparece no Antigo Testamento nada menos que 220 vezes. Não deve ser entendida no sentido da palavra latina lex, significando a lei do império. Nem deve ser entendida como os gregos entendiam a palavra ‘lei’ (nomos), isto é, aquilo que sempre vinha sendo feito. Na língua hebraica, o termo tôrah (lei) vem da palavra hôrah, que significava "assinalar", "ensinar" ou "instruir". Por isso, o substantivo tôrah significa, em sentido mais amplo, "ensino" ou "instrução". Neste sentido, a palavra ‘lei’ significa toda a vontade revelada de Deus, ou qualquer parte dela.

"Deus deu a Israel estas instruções, esta tôrah, na forma de ‘estatutos e juízos’ (Deut. 4:14) ou ‘os testemunhos, os estatutos e os juízos’ (verso 45) para regular a vida de Israel. Tôrah é usado freqüentemente neste sentido. Assim a lei era aquele tipo compreensivo de ‘instrução’ que incluía todas as leis: morais e éticas, civis e sociais, sacrificais e de adoração, higiênicas e de saúde.

"Ou, em sentido muito estreito, a palavralei’ (tôrah) pode significar só os dez mandamentos ou Decálogo." – Hasel, Covenant in Blood, págs. 78 e 79.

IV. A estabilidade da Lei

O salmista cantou: "A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. ... Os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro... são mais doces do que o mel e o destilar dos favos" (Salmo 19:7-10).

Deveríamos ter sempre em mente que a lei de Deus procura suprir a condição sem lei do ser humano, e não está dirigida apenas a ações isoladas. Nascido em meio à insanidade espiritual, somente Cristo, a Lei sem defeito sobre dois pés, pode trazer serenidade e estabilidade à condição humana, apontando a lei a Si mesmo (Isa. 26:3; Mat. 12).

V. Se...

"E... agora, ... [Deus] vos reconciliou no corpo da Sua carne, mediante a Sua morte, para apresentar-vos perante Ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho" (Col. 1:21-23).

Em Colossenses, para o crente a maturidade espiritual não é alcançada em um momento. O crescimento na graça era considerado por Paulo como um processo regenerativo vitalício. Em conseqüência, esta afirmação de Paulo reafirmava os termos condicionais da aliança da graça que Yahweh estabeleceu com o antigo Israel. (Estude Êxo. 19:5; Lev. 26:3, 4, 14 e 16; Deut. 5:33; 6:5; 10:12; 11:1, 13 e 22; 13:3; 28.)

"Assim, é evidente que o modo de salvação no Antigo Testamento e o modo de salvação no Novo Testamento são iguais – nas duas a salvação vem pela graça por meio da fé, que resulta em obediência." – Hasel, pág. 84.

Por outro lado, é importante conservar em mente a absoluta impossibilidade do arrependimento imposto pela vontade própria para obter a santificação: "Você não pode ter um pensamento sem Cristo. Não pode ter a propensão de ir a Ele se Cristo não puser em movimento certas influências e não imprimir Seu Espírito na mente humana." – Ellen G. White, Fé e Obras, pág. 73. (Estude João 14:15; 15, 16 e 17; Atos 5:32; Rom. 2:4; I Cor. 13; Gál. 5:14-26; Efés. 2:8-10; 5:1-33; I João 4:7-21; 5:1-3; Apoc. 22:14.)


Estudo Indutivo da Bíblia

Textos: Deuteronômio 10:13; Mateus 5:14-16; Romanos 6:1 e 2

1. Como foi observado, a Lei de Deus, como foi dada aos israelitas, era claramente específica. Por que Deus estava tão preocupado com a forma como Seus filhos cuidam da própria vida? É para nosso próprio bem ou para o dEle? Deus pode ser afetado por nossas escolhas?

2. Tanto Israel como a igreja, como eleitos de Deus, tinham e têm a posse de algo que o mundo precisava demais e ainda precisa, mas de que praticamente não tem consciência. Para a maioria, Israel fez pouco para mudar isso. Corremos o risco hoje de nos tornarmos ineficazes ou irrelevantes?

3. Às vezes se ouve dizer em tom de brincadeira que os Dez Mandamentos se tornaram hoje as Dez Sugestões. Será que às vezes nós agimos como se fosse assim? Como podemos fazer a diferença entre a liberdade e o abuso em nossa própria vida?

4. A obediência à lei é uma condição para obtermos relacionamento com Deus? É errado dizer que o dom de Deus da vida eterna e Sua presença contínua são em certo sentido condicionais? Temos alguma base para crer que o amor de Deus é incondicional?

5. Quando falamos em obediência, nossa tendência é pensar nela como algo que fazemos. Poderia ser uma descrição do que nós somos quando escolhemos nos associar com Deus?


Testemunhando

A equipe de beisebol Seattle Mariners de 2001 teve um ano de vitórias. Eles começaram a temporada vencendo em abril e continuaram ganhando ao longo do ano. Muitos ficaram fascinados e passaram a torcer pelos Mariners em todo o território dos Estados Unidos. Os narradores esportivos se admiravam como, sem nenhuma superestrela, todos os jogadores contribuíram para o sucesso do time.

Depois de perder seis jogos em seguida para os Mariners, o treinador do Minnesota Twins, Tom Kelly, disse que o Seattle ganhou perto de mil jogos naquela temporada, e só tinha jogado pouco mais de cem partidas. Eles tinham lançadores experientes, um excelente banco de reservas e jogadores experientes em todas as posições.

Existe alguém que pode dizer o mesmo sobre sua igreja local? "A Igreja Adventista do Sétimo Dia de (coloque o nome de sua igreja) ganhou muitos para Cristo neste ano. Ela tem líderes experientes, membros excelentes e ganhadores de almas que sabem compartilhar a mensagem do evangelho!"

A Lição da Escola Sabatina foi direto ao assunto nesta semana quando nos disse para examinar nossa própria atuação na igreja e perguntar: "O que você pode fazer para ajudar a promover melhor o trabalho que fomos chamados a fazer? Lembre-se, se não estiver ajudando ativamente, é mais do que provável que você, de alguma forma, esteja atrapalhando."

Os Seattle Mariners de 2001 foram vencedores porque seu treinador reconheceu o valor do trabalho em equipe. Cada jogador, até os que esquentaram o banco ou estavam na lista dos contundidos, contribuíram para a temporada premiada.

Deus já conhece o valor do trabalho em equipe. Foi por isso que Ele chamou todos os que crêem nEle a partilharem a mensagem do evangelho.

Qual é a sua parte na equipe?


Aplicações à vida diária

Ponto de Partida:

William Barclay disse que ser verdadeiramente religioso é amar a Deus e aos homens aos quais Deus criou à Sua própria imagem; e amar a Deus e ao homem, não com um sentimentalismo nebuloso, mas com aquele compromisso total que se expressa em devoção a Deus e serviço prático aos homens.

Perguntas para consideração:

1. Leia Deuteronômio 6:5. Este verso faz parte da "Shema", o credo do judaísmo. Cada serviço religioso judaico tem início com esta oração. Todas as crianças memorizam esta oração antes de qualquer outra coisa. É uma lembrança constante de que nosso amor a Deus de vir antes de tudo mais. Leia as palavras de Jesus em Mateus 22:34-40. em que aspectos somos como os fariseus descritos nestes versos? Como a nova aliança enfatiza a aplicação do amor?

2. Deus nos dá a lei como demonstração de Seu amor insondável. Compare a relação entre Deus e a humanidade com a relação entre um pai e seu filho ou filha. Qual é o propósito da lei em uma relação de amor? Os limites e expectativas expressos realçam um relacionamento? O que as leis e limites de Deus nos ensinam sobre Seu caráter?

3. Mencione dois ou três incidentes específicos da vida de Jesus como exemplos de que Ele amava o próximo como a Si mesmo. E se Jesus caminhasse pelas ruas de sua cidade hoje? Como Ele mostraria amor pelo Seu próximo, e por quê?

Perguntas de aplicação:

1. Quando você transgride uma parte da lei de Deus, Sua graça vem para o resgate. Significa que a graça invalida a lei? Explique. Pense em ocasiões em que os limites fixados pela Bíblia, igreja ou sociedade lhe fizeram bem. Dê exemplos de como a lei e a graça se encontraram em sua vida.

2. A antiga aliança teve um papel importante na saída de Israel do Egito. Foi um sinal do amor protetor de Deus e do Seu cuidado. Em sua vida espiritual, como a aliança se traduz em sinais do amor e cuidado de Deus?

3. Leia a citação no "Ponto de Partida". Pense em maneiras específicas como amamos a Deus e a humanidade com "sentimentalismo nebuloso". O que você pode fazer em sua igreja local para encorajar os seus irmãos a serem mais sinceros em seu amor a Deus e ao próximo? Mencione coisas, assuntos e circunstâncias que interferem em suas tentativas de ser sincero. Como você pode evitar essas interferências?


LIÇÃO 8 – A LEI DA ALIANÇA

COMENTÁRIO I

Pastor José Alfredo Torres Pereira 

Israel é eleito

Eleger é o ato de escolher ou preferir entre duas ou mais opções. Eleição, vocábulo derivado do latim electionem, significa dar a primazia a alguém ou a alguma coisa. Eleito é o adjetivo para indicar o preferido numa eleição.

À luz dessa proposição lingüística e, como veremos nestes comentários, à luz da Bíblia, o Senhor deliberou fazer de Israel Seu povo eleito. Ora, deliberação implica o direito de resolver, que por sua vez pressupõe e encerra o direito de deliberar. Portanto, a eleição bíblica, que alguns preferem chamar de predestinação, precisa ser vista e considerada como um propósito de Deus para salvar o homem.

Na aliança feita com Israel, Seu propósito foi esse mesmo – salvar Seu povo eleito e torná-lo um instrumento para levar aos outros povos da Terra o conhecimento de Deus e o convite para que façam parte da Aliança. Num e noutro caso e em todos os casos, a salvação depende da reação do homem. Mas é bom lembrar que a escolha feita por Deus não se fundamenta no mérito humano e nem nas qualidades morais de quem é escolhido, mas unicamente na graça dAquele que escolhe. A graça é dada aos que aceitam a vontade de Deus. A graça conduz o eleito à perfeição. Deus nos chama para cumprirmos um papel específico e especial dentro do plano da salvação, do mesmo modo como havia destinado o antigo Israel para ser a luz dos demais povos. Somos hoje a luz do mundo? Temos deixado nossa luz brilhar ou estará ela a extinguir-se?

Obrigações criadas e requeridas

Todas as relações requerem regras, limites, parâmetros, definições etc. A Aliança entre Deus e Israel foi feita de tal modo que ambos os lados assumiram consciente e livremente obrigações que foram criadas e requeridas, conforme o texto da própria Aliança. Isso pode comparar-se a qualquer outro tipo de acordo ou compromisso legal, como acontece em votos de casamento ou em contratos de natureza comercial.

Sabemos que a salvação, no que concerne ao nosso caso individual, fica na dependência de nossa ação. Deus ainda hoje nos elege a fim de que sejamos salvos. Quando aceitamos a eleição, entramos conscientes e livres na aliança; fazemos o voto batismal e procuramos ser diligentes em consolidar e manter nossa eleição. As obrigações criadas nessa relação espiritual com o Senhor são requeridas na vida prática e, se não as cumprirmos fielmente, estaremos voltando aos caminhos da perdição.

Você já deve ter visto nos vidros de alguns veículos um adesivo com as palavras: "Deus é fiel". Isto é verdade. Toda vez que o vejo, vem-me à mente a pergunta: Será que o motorista ou a pessoa que ali colocou tal adesivo é fiel? Deus sempre foi, é e será sempre fiel. Agora, você é fiel?

Qual a função da Lei na Aliança?

A Lei de Deus expõe a vontade de seu Autor de modo sumário, mas o conteúdo da Lei é essencial. Antes de firmar Sua Aliança com o povo hebreu, Deus foi cuidadoso e bom, chamando-o para receber Seus benefícios. Era plano dEle que Seu povo andasse no caminho da obediência. Seu estilo de vida deveria ser notado pelas demais nações, pois era distintivo de um povo peculiar de vida abundante e feliz (Sal. 1:2). Hoje ainda é assim, pois Deus considera fundamental preservar o homem na relação que se estabelece entre ambos. A Lei dá as diretrizes para os procedimentos do homem para com seu Criador e também para com os seus semelhantes. Essa verdade não se aplica apenas aos hebreus, mas ao gênero humano.

Cada criatura necessita de estar em harmonia com o seu Criador. Conhecendo a vontade de Deus expressa na Sua Lei, obedecer é preciso; obedecer é melhor. A graça que nos é oferecida através do Evangelho não nos tira o dever de obedecer à Lei (Rom. 3:31). Todavia, para obedecer será indispensável a fé em Jesus Cristo e a ela tem de unir-se o poder do Redentor em nosso coração. Então estaremos capacitados a guardar os Dez Mandamentos (Rom. 8:1-4).

A Lei não salva, mas faz parte da aliança

A Lei ou Decálogo não tem o poder de salvar, mas faz parte da aliança. É um transcrito do Seu caráter. Pensando bem, se a Lei tivesse poder para salvar, transformar, perdoar e regenerar o coração do homem, Deus não precisaria dar Seu Filho para morrer por nós. Não. A função da Lei não é salvar, mas mostrar que erramos e precisamos da ajuda de Cristo para expiar nossos pecados. Os que colocam a lei como meio de salvação, em prejuízo do conceito de que somos salvos pela graça, desviam o pecador do caminho certo, minimizando os pecados e com isso estão degradando a Lei.

Por outro lado há os que põem a Lei de Deus como não mais necessária, isentando o homem de obedecer a ela. Comete-se um erro perigoso, pensando e agindo desse modo. Assim diz o Senhor: "Ora, sabemos que O temos conhecido, por isto: se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade" (I João 2:3 e 4). Note esta citação: "É a fé, e ela só, que, em vez de dispensar-nos da obediência, nos torna participantes da graça de Cristo, a qual nos habilita a prestar obediência." – Caminho a Cristo, págs. 60 e 61.

A Lei como um meio de levar a Cristo

Se é certo que não obtemos a salvação por obedecer à Lei, é certo também que a obediência é fruto da fé. Webster define: "Justificação é ser aceito por Deus ou a Ele tornado aceitável, como justo ou digno de salvação". A Lei era a base na Antiga Aliança, também chamada de Velho Concerto. Por causa da auto-suficiência do povo aquela Aliança foi abolida. A dificuldade, no entanto, não estava com Deus nem com Sua Lei, mas com o povo. "A nossa suficiência vem de Deus" (II Cor. 3:5). Ele "nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, mas o Espírito vivifica" (II Cor. 3:6). O homem, devido à incredulidade e à cegueira espiritual, era guiado pela letra da Lei, mas passando da Antiga Aliança para a Nova Aliança o homem é guiado pelo Espírito. De uma Aliança a outra, a Lei não muda. Mudam as promessas.

A mensageira Ellen G. White adverte carinhosamente sobre essa questão, com as seguintes palavras: "Há dois erros contra os quais os filhos de Deus – particularmente os que só há pouco vieram a confiar em Sua graça – devem, especialmente, precaver-se. O primeiro, do qual já tratamos, é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia com Deus. Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a lei, tenta o impossível. Tudo que o homem possa fazer sem Cristo, está poluído de egoísmo e pecado. É unicamente a graça de Cristo, pela fé, que nos pode tornar santos. O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção." – Caminho a Cristo, págs. 59 e 60.

Israel, embora se sentisse capaz de guardar a Lei, fracassou em seu intento. Deixando a auto-suficiência de lado teriam alcançado a confiança em Deus. Se assim tivessem procedido, a Lei chegaria a tornar-se o meio de conduzir a Cristo como o único meio de salvação. Está escrito: "Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da Lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a Lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé" (Gál. 3:23 e 24). Encontramos aí o condutor ou pedagogo. Se há mediador, há duas partes contratantes. A Lei, por ser a vontade de Deus expressa, não muda. Foi dessa maneira preparado o caminho para a relação do povo de Deus com a Nova Aliança. Permanece a Lei (Rom. 3:31).

A graça jamais invalida a necessidade da Lei

Achamos escrita na Bíblia a exata definição de pecado: "Todo aquele que pratica o pecado também transgride a Lei, porque o pecado é a transgressão da Lei" (I João 3:4). Esse mesmo texto, na versão Trinitária, afirma: "Todo aquele que comete pecado quebra também a Lei; e pecado é o quebrantamento da Lei". Vale a pena observar cuidadosamente que aí não está escrito que o pecado foi ou era a transgressão ou quebrantamento da Lei, mas que é. Pode estar certo de que a Lei ainda está em vigor na Nova Aliança. A expressão todo aquele envolve a humanidade como um todo, sem distinção de raça, nação, língua, cor ou credo. Mostra o maior e pleno alcance de seus reclamos obrigatórios (Rom. 3:23, 9 e 19).

Ademais, se fosse possível ser abolida a Lei, o raciocínio conclusivo é que Cristo não precisaria ter morrido. Bastava Deus abolir Sua Lei.

Pense comigo: Que relação deve manter para com a Lei o pecador justificado pela fé? A resposta vem da Palavra de Deus: "Porque os simples ouvidores da Lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a Lei hão de ser justificados" (Rom. 2:13).

Mantenha o pensamento no que Deus diz: "Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos" (I João 5:3).

No regime da graça ainda necessitamos de crer em doutrinas. A crença esclarece nossa relação geral e orienta nosso relacionamento pessoal com Deus. Precisamos de fé em Jesus Cristo para uma relação pessoal mais íntima e permanente, que conforta e salva. Necessitamos também de estar preparados para o retorno de Cristo à Terra, acontecimento glorioso que se dará em breve. Os que nessa ocasião estiverem verdadeiramente preparados serão identificados pelas seguintes características: "Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apoc.14:12). Paciência, obediência e fé. Você tem essas três qualidades? Você dá seu testemunho a respeito? Tenho eu feito o mesmo? O que nos diz a consciência neste momento?


COMENTÁRIO II

 

“Saberás, pois, que o Senhor, teu DEUS, é DEUS, o DEUS fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que O amam e cumprem os Seus mandamentos” (Deut. 7:9).

 

         Esta semana o estudo é sobre a Lei de DEUS, a base de toda a aliança para a saída do pecado e reentrada na perfeição do amor de DEUS. Na próxima será sobre o sábado. Estudos que não podem ser superficiais nesses dias de hoje. Sabemos que as alianças tem por principal objetivo resgatar de uma situação de iminente morte para outra de vida eterna, e que esse trato requer compromissos tanto da parte de DEUS quanto da parte dos que desejam ser beneficiados. Assim, sendo a(s) aliança(s) acordo(s), como um contrato, um pacto, deve naturalmente ser redigida sob os princípios de uma Lei superior. É o que se estudará nesta semana. Essa Lei superior é o conjunto dos Dez Mandamentos. Na próxima semana se estudará o elo de aliança dentro dessa Lei, ponto central do semestre.

         Importa que retornemos a um ponto já comentado no estudo da semana anterior. A função da Lei é uma e a função da graça são diferentes, mas ambas se completam. A Lei sempre existiu, e se perpetuará para a eternidade, ao menos enquanto houver criação (ver Mateus 5:18), a graça, por sua vez, nem sempre existiu e não existirá para sempre. A função da Lei é orientar, isto é, ensinar ou instruir como proceder para amar, ou seja, ela requer obediência a requisitos que asseguram fidelidade com o amor e resultam em vida e em felicidade eternas. A Lei de DEUS existe para assegurar a existência do amor, ou seja, a Lei é a própria expressão do amor. A palavra amor, em si, simplesmente não diz nada. Por exemplo, o que o mundo entende quando diz “fazer amor”? Isso pode ser tudo, menos amor como DEUS o entende. Portanto, os Dez Mandamentos são um resumo de ensino do que seja amor a DEUS e amor ao próximo. Logo, a Lei existe para requerer obediência, e assim sendo, ela seria inócua se não estabelecesse uma punição em caso de desobediência. Lei, mas com impunidade é sinônimo de ausência de lei.

         A questão da desobediência e respectiva punição, que a Bíblia chama de salário do pecado, expressão que revela muita coisa, ou seja, o pecado gera conseqüências naturais, é extremamente lógica. Pelo amor DEUS cria a vida e pelo amor, os seres humanos geram a vida. Portanto, é do amor que vem a vida, e é no amor que ela se perpetua, pois DEUS é amor, e d’Ele vem a vida eterna. Assim sendo, todo aquele que se volta contra o amor, evidentemente precisa perder exatamente o que o amor garante, que é a vida. Voltando-se contra o amor, esse que faz isso, a si mesmo se condena, pois volta-se contra o que lhe garante a vida, portanto, nesse ato, ele mesmo abdica da vida, e assim lhe sucede, vai morrer. Por isso o salário do pecado não poderia ser outra coisa senão a morte. Isso tudo tem a ver com a Lei.

         Agora algumas palavras com relação a graça. Ela não é contrária à Lei. É perigoso pensar assim, é fatal esse modo de pensar. A graça não veio para anular a Lei, pelo contrário, para exalta-la, ou seja, é um modo de livrar o pecador das conseqüências de ter desobedecido a Lei sem no entanto prejudicar a validade ou a eficácia da Lei. JESUS não veio para anular a Lei, mas para obedece-la. JESUS representa a graça, ou, Ele é a graça, porque Ele pagou em nosso lugar o preço da desobediência desde Adão até o último pecado que vai haver na Terra (com exceção dos pecados de satanás e seus anjos). E foi Ele que disse que não veio para anular a Lei dos Dez Mandamentos (ver Mateus 5:17). JESUS pagando por nós, dessa maneira abriu caminho para que nós fossemos libertos do poder de condenação da Lei, e colocados sob o amparo dessa mesma Lei, pois o que a Lei tinha contra nós JESUS eliminou na cruz. Isso é a graça.

         O que a graça faz? Ela proporciona oportunidade de perdão a todo aquele que desobedeceu a Lei, isso que ela faz. Uma vez perdoado, não há porque essa pessoa morrer para sempre, portanto, pela graça somos salvos. evidentemente, temos que aceitar e crer que podemos ser salvos pela graça, isto é a fé. Portanto, pela graça de JESUS, se crermos, seremos salvos. Para termos a salvação, isso basta, mas para continuarmos na salvação, isso não basta. Para continuarmos na salvação, devemos não voltar a desobedecer, isto é, devemos agora nos manter obedientes à Lei, para não sermos condenados outra vez. Aí que entram as obras da obediência à Lei.

         Mas como a graça faz isso sem anular a Lei? Tal coisa também é simples de entender. JESUS pagou na cruz o que a Lei requeria de nós. Numa análise superficial, isso anulou a Lei, segundo muitos pretendem argumentar, no entanto, foi bem o contrário. JESUS, para tornar-Se Salvador, veio entre nós para cumprir a Lei, obedece-la até o seu último pensamento. Sendo tentado terrivelmente, não pecou contra a Lei. Por esse procedimento tornou-se Salvador, ou seja, com Ele estão os recursos do perdão. Ele é que pagou nossa conta, portanto, é o único Ser no Universo que pode nos perdoar, e assim, pode nos oferecer retorno à vida eterna. Nenhum outro sacerdote morreu por nós, de modo que não podem perdoar, só JESUS pode. Por Ele