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Lição 12

15 a 22 de março


Fé na aliança

Lição 1212003


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Juízes 4 e 5

VERSO PARA MEMORIZAR: "E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé" (Gálatas 3:11).

CERCA DE SETE SÉCULOS ANTES DE CRISTO, o poeta Homero escreveu a Odisséia, a história de Odisseu, o grande guerreiro que – depois de saquear a cidade de Tróia na guerra de Tróia – começou uma viagem de dez anos para tentar voltar à sua cidade natal, Itaca. A viagem demorou tanto porque ele passou por naufrágios, motins, tempestades, monstros e outros obstáculos que o impediam de alcançar a meta. Finalmente, depois de decidir que Odisseu já havia sofrido o suficiente, os deuses concordaram em permitir que o cansado guerreiro voltasse para casa e sua família. Eles concordaram que as provas dele já tinham sido suficientes para expiar seus erros.

Em certo sentido, nós somos como Odisseu, em uma longa jornada para casa. Mas a grande diferença é que, ao contrário de Odisseu, nunca poderemos "sofrer o suficiente" a ponto de obter o direito de voltar. A distância entre o Céu e a Terra é grande demais para pagarmos por nossos erros. Se chegarmos ao lar, terá que ser pela graça de Deus. E a aliança representa a expressão básica da maneira como Deus manifesta Sua graça em nossa vida.

Nesta semana, estudando especialmente Abraão (cuja fé é mencionada numerosas vezes no Novo Testamento), vamos examinar um pouco mais de perto como a graça atua.


Domingo

Ano Bíblico: Juízes 6–8

Reflexões sobre o Calvário

A Bíblia, tanto o Antigo como o Novo Testamento, conhece apenas um Deus, uma só lei moral e um só Plano de Redenção. O modo de salvação do Antigo Testamento sob a aliança mosaica não é diferente do modo de salvação do Novo Testamento sob a nova aliança. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, na antiga como na nova aliança, a salvação vem só pela fé. Se fosse por qualquer outra coisa, como as obras, a salvação seria devida a nós, algo que o Criador seria obrigado a nos dar. Só os que não entendem a seriedade do pecado podem acreditar que Deus teria alguma obrigação de nos salvar. Ao contrário. Se existe uma só obrigação é a nossa diante da lei violada.

"Quando os homens e mulheres puderem compreender mais plenamente a magnitude do grande sacrifício feito pela Majestade do Céu em morrer em lugar do homem, então será magnificado o plano da salvação, e as reflexões sobre o Calvário despertarão ternas, sagradas e vivas emoções no espírito cristão. Terão no coração e nos lábios louvores a Deus e ao Cordeiro. Orgulho e egoísmo não podem florescer no coração que guarda vivas na memória as cenas do Calvário. ... Nem toda a riqueza do mundo é suficiente em valor para redimir uma pessoa a perecer. Quem pode medir o amor experimentado por Cristo para com um mundo perdido, ao pender Ele da cruz, sofrendo pelas culpas dos pecadores? ...

"Cristo mostrou que Seu amor era mais forte do que a morte. Ele estava realizando a salvação do homem; e se bem que sofresse o mais terrível conflito com os poderes das trevas, todavia, em meio a tudo isso, Seu amor se tornou mais e mais forte. Suportou o ser-Lhe oculto o semblante de Seu Pai, a ponto de Ele exclamar em amargura de alma: ‘Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?’ Mat. 27:46. Seu braço trouxe salvação. Foi pago o preço para comprar a redenção do homem, quando, no último conflito interior, foram proferidas as benditas palavras que pareceram ressoar através da criação: ‘Está consumado’...

"As cenas do Calvário requerem a mais profunda emoção. A esse respeito vocês estarão desculpados se manifestarem entusiasmo. Que Cristo, tão excelente, tão inocente, devesse sofrer tão dolorosa morte, suportando o peso dos pecados do mundo jamais poderão nossos pensamentos e imaginação compreender plenamente. O comprimento, a largura, a altura e a profundidade de tão assombroso amor, não podemos sondar. A contemplação das incomparáveis profundidades do amor do Salvador deve encher a mente, tocar e sensibilizar o coração, refinar e enobrecer as afeições, transformando inteiramente todo o caráter." – Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 2, págs. 212 e 213.


Segunda

Ano Bíblico: Juízes 9 e 10

A aliança e o sacrifício

"Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo" (I Pedro 1:18 e 19).

1. O que Pedro quer dizer quando menciona que fomos resgatados? Como o sangue de Cristo nos resgata? 

Quando Pedro fala da morte de Cristo nos resgatando na cruz, a idéia de "resgate" ou preço ao qual ele se refere traz à mente a antiga prática de um escravo sendo libertado da escravidão depois que um preço era pago (freqüentemente por um parente). Em contraste, Cristo nos resgatou da escravidão do pecado e de seu fruto final, que é a morte, mas fez isso com Seu "precioso sangue", Sua morte voluntária e substituinte no Calvário. Novamente, aqui está o fundamento de todas as alianças: Sem ela, a aliança ficaria sem efeito, porque Deus não poderia ter cumprido com justiça sua parte da aliança, que é o dom da vida eterna, dada a todo o que crê.

2. Examine os versos seguintes e veja o que há em comum entre eles. Rom. 6:23; I João 5:11 e 13

Temos esta promessa de vida eterna, porque só Jesus poderia restaurar aquele abismo que nos levou a perder a vida eterna em primeiro lugar. Como? Porque só a infinita justiça e valor do próprio Criador poderia cancelar a nossa dívida diante da lei transgredida – esta é a largura do abismo provocado pelo pecado. Afinal, o que se poderia dizer da seriedade da eterna lei moral de Deus se alguma criatura finita e temporal pudesse pagar a penalidade por transgredi-la? Só Alguém que é igual ao próprio Deus, em quem existia a vida não emprestada, não derivada e eterna, poderia ter pago o resgate exigido para nos livrar da dívida da lei. É assim que todas as promessas da aliança são cumpridas; É assim que temos a promessa da vida eterna, mesmo agora; foi assim que fomos resgatados do pecado e da morte.


Terça

Ano Bíblico: Juízes 11 e 12

A fé que teve Abraão – I

"Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça" (Gên. 15:6).

Este verso é uma das declarações mais profundas em toda a Bíblia. Ele ajuda a confirmar a importante verdade da religião da Bíblia, de justificação unicamente pela fé, e isso muitos séculos antes de Paulo escrever sobre o assunto em Romanos. Esses versos nos ajudam a provar que desde o Éden a salvação sempre foi alcançada da mesma maneira.

O contexto imediato do verso nos ajuda a entender como era grande a fé do patriarca Abrão, crendo na promessa de Deus de que teria um filho, apesar de toda a evidência física indicar que seria impossível aquela promessa. É o tipo de fé que percebe o próprio desamparo, o tipo de fé que requer uma rendição completa do ser, e o tipo de fé que exige uma submissão total ao Senhor, um tipo de fé que tem como resultado a obediência. Esta foi a fé imputada a Abrão "para justiça".

3. Por que a Bíblia diz que foi "imputada para" ou "creditada para" ele como justiça? O próprio Abrão "era justo" no sentido da justiça de Deus? O que ele fez, não muito depois que Deus o declarou justo, e que nos ajuda a entender por que essa justiça foi creditada para ele, em vez de dizer que ele próprio era realmente justo? Gên. 16:1-4

Por mais que a vida de Abrão fosse uma vida de fé e obediência, não era uma vida de fé perfeita e de obediência perfeita. Às vezes ele mostrou fraquezas nas duas áreas. (Parece com alguém que você conhece?) Tudo isso leva ao ponto fundamental: a justiça que nos salva é uma justiça creditada, ou atribuída a nós, justiça (para usar uma expressão teológica) "imputada" a nós. Significa que somos declarados justos à vista de Deus, apesar de nossas culpas; quer dizer que o Deus do Céu nos considera justos, mesmo quando não o somos. Foi isso o que Ele fez com Abrão, e é isso o que Ele vai fazer a todos os que vêm a Ele com "a fé que teve Abraão" (Rom. 4:16).

Leia Romanos 4:1-7. Examine o contexto em que Paulo usa Gênesis 15:6. Ore sobre esses versos e escreva em suas próprias palavras o que você crê que os versos estão lhe dizendo.


Quarta

Ano Bíblico: Juízes 13–16

A fé que teve Abraão – II

Examinando novamente Gênesis 15:6, podemos ver que várias traduções usaram as expressões "ter em conta" (hebraico hasab), "creditar" ou "considerar".

O mesmo termo é empregado em outros textos nos livros de Moisés. Uma pessoa ou coisa é "considerada" o que não é. Por exemplo, em Gênesis 31:15, Raquel e Léa afirmam que seu pai as "considera" estranhas, embora sejam suas filhas. O dízimo dos levitas é "atribuído" (ou "considerado" ou "contado") como se fosse o cereal da eira, o pátio, embora obviamente não fosse trigo (Núm. 18:27 e 30).

4. Como a idéia de imputar ou creditar é expressa no contexto dos sacrifícios? Lev. 7:18; 17:1-4

A versão Almeida Atualizada usa a palavra "imputada" para traduzir hasab. Se determinado sacrifício ("oferta pacífica") não era comido até o terceiro dia, seu valor se perdia, e a oferta não devia ser "atribuída" (Lev. 7:18; hebraico hasab) em benefício do ofertante. Levítico 7:18 fala de uma situação em que um sacrifício era "atribuído" em benefício do pecador (compare com Lev. 17:1-4) que então era contado diante de Deus como justo. Deus considerava justo o pecador, embora ele próprio fosse na verdade injusto.

5. Tome algum tempo para pensar nesta maravilhosa verdade: Apesar de nossas culpas, podemos ser considerados, ou creditados como justos à vista de Deus. Escreva o que você compreende desse assunto. 

A grande verdade: sermos declarados justos, não por algum ato que praticamos, mas pela fé no que Cristo fez por nós, é a essência da expressão "justiça pela fé". Mas não é exatamente a fé que nos faz justos; ao contrário, a fé é o veículo pelo qual obtemos o dom da justiça. Esta é a beleza, o mistério e a glória do cristianismo. Tudo o que cremos como cristãos, como seguidores de Cristo, tem raiz neste maravilhoso conceito. Pela fé, somos considerados justos à vista de Deus. Tudo o que vem depois: obediência, santificação, santidade, desenvolvimento do caráter, amor, deve originar-se desta verdade crucial.


Quinta

Ano Bíblico: Juízes 17–19

Descansar nas promessas

Existe uma história sobre o famoso Cardeal Belarmino, o grande apologista católico, que por toda a vida defendeu a mensagem da justificação unicamente pela justiça imputada. Quando ele estava morrendo, foram trazidos os crucifixos e os méritos dos santos para ele, a fim de ajudar a lhe dar certeza diante da morte. Mas Belarmino disse: "Levem isto. Acho que é mais seguro confiar nos méritos de Cristo".

Não temos que esperar a chegada da morte para ter segurança no Senhor. Toda a aliança é baseada nas promessas seguras de Deus agora, promessas para nós agora, e promessas que podem tornar melhor nossa vida agora. Mas temos que crer nas promessas; temos que torná-las nossas; temos que experimentar a realidade delas em nossa vida agora. Para essas promessas serem reais, precisamos ter um relacionamento contínuo com Deus, pois, como vimos vez após vez, aliança envolve uma relação.

Leia os versos seguintes e responda à pergunta de cada um no contexto de desenvolver, manter e fortalecer a relação de aliança com Deus:

6. Sal. 34:8 (Como você pode experimentar a bondade de Deus?)

7. Mat. 11:30 (O que Cristo fez para tornar leve esse jugo?)

8. Rom. 5:1 (Que relação existe entre justificação e paz?)


Sexta

Ano Bíblico: Juízes 20 e 21

Estudo Adicional

"A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. Pela fé pode ele apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a alma arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, e ama-a tal qual ama Seu Filho. Assim é que a fé é imputada como justiça." – Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 367.

"Quando por meio de arrependimento e fé aceitamos a Cristo como nosso Salvador, o Senhor perdoa nossos pecados e suspende a punição prescrita para a transgressão da lei. O pecador se encontra, então, diante de Deus como uma pessoa justa; desfruta o favor do Céu, e, por meio do Espírito, tem comunhão com o Pai e o Filho.

"Então há ainda outra obra a ser realizada, e esta é de natureza progressiva. A alma deve ser santificada pela verdade. E isto também é realizado pela fé. Pois é somente pela graça de Cristo, a qual recebemos pela fé, que o caráter pode ser transformado." – Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 191.

"A fé que justifica sempre produz primeiro verdadeiro arrependimento, e então boas obras, as quais constituem o fruto dessa fé. Não há fé para a salvação que não produza bom fruto."Ibidem, pág. 195.

PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO:

1. Qual é a diferença entre uma fé viva e uma fé morta? Veja Tiago 2:17 e 18. Como Paulo descreve a fé viva? Rom. 16:26. Que palavra-chave nos ajuda a revelar o que inclui a fé?

2. Como você responde ao argumento (que tem certa lógica) de que se somos salvos só pela justiça imputada, e não pela justiça que existe dentro de nós, não importa o que fazemos nem como agimos?

3. "Nossa aceitação por Deus só é segura por meio de Seu Filho amado, e as boas obras são apenas o resultado da atuação de Seu amor que perdoa o pecado. Não constituem um crédito para nós, e nada nos é atribuído por nossas boas obras que possamos usar para reivindicar uma parte na salvação de nossa alma. ... [O crente] não pode apresentar suas boas obras como argumento para a salvação de sua alma." – Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 199. Com esta declaração de Ellen White em mente, por que as boas obras são parte tão importante da experiência cristã?

RESUMO: Velha aliança, nova aliança: Jesus pagou a dívida da lei, de forma que podemos apresentar-nos justos diante de Deus.


Auxiliar e Comentários Adicionais


Esboço

Texto-chave: Gálatas 3:11

Objetivos:

1. Explicar o "dom" da salvação.

2. Definir a justiça "imputada" à humanidade.

3. Ilustrar como podemos tornar nossas as promessas e a esperança

Esboço:

I. A importância da salvação

A. O resultado prometido da aliança.

B. Um dom de fé.

C. Dada, não devida.

II. O preço do resgate

A. A escravidão da humanidade ao pecado.

B. Cristo, nosso substituto voluntário.

C. Cristo pagou o preço do nosso resgate pelo Seu sangue no Calvário.

III. A rendição do eu para a salvação

A. O débito do pecado e o crédito da justiça.

B. Pela fé nós recebemos justiça.

C. Pelo arrependimento e fé nós tomamos a natureza de Cristo e somos tidos por justos diante de Deus.

Resumo:

Não importa o que façamos, nossa natureza humana é pecaminosa e indigna diante da pureza da justiça de Deus. Submetendo nossa própria natureza e aceitando a substituição de Cristo por nós por meio da aliança podemos ser dignos à vista de Deus.

Comentário

Antes que a nova aliança pudesse ser ratificada, deveria ser derramado sangue. Conseqüentemente, como fora previsto e predito pelas profecias messiânicas, aquele sangue doador de vida, que fluiu do Calvário, legitimou a nova aliança.

I. Reflexões sobre o Calvário

"Havia, é claro, a terceira cruz. A do meio. O centro do olhar dos séculos. Tema da poesia mais sublime e de inumeráveis músicos. Era a cruz de Jesus. ... Imaculado, Ele tomou sobre Si o nosso lugar. ...

"Cada escritor do Evangelho que registrou o ato supremo do amor de Deus, o último salto fatal do cuidado de Deus, o impulso final da misericórdia de Deus, dá o relato do Calvário com brusca fraqueza. ...

"Dê outra olhada no Calvário e você verá lá o feio e teimoso mistério do pecado. Costumamos ver esta rebelião contra Deus, este repúdio ao amor, esta busca dos próprios interesses, esta alienação dos outros, de Deus e de nosso verdadeiro eu, esta intolerância, este egocentrismo, esta rejeição da bondade e da graça, esta pecaminosidade como algo maçante, talvez, mas não totalmente mau. Chegamos a piscar para a injustiça e rir dela ou chamá-la de esperteza. ... Os que espalham o veneno do ódio aos outros seres humanos podem ser extensamente honrados pelo governo ou pela igreja; assim, tornamos o pecado atraente, arrojado, risonho, esplêndido, admirável. O pecado é paparicado e quase invejado. O Calvário expõe o horror do pecado humano. O pecado, homens de baixo nível moral, ambição, presunção, esnobismo, covardia e egoísmo religioso, pôs Jesus na cruz. O pecado, o tipo de compromisso barato com os princípios que você e eu praticamos, introduziu a lança em Seu lado. ...

"Precisamos da graça de Deus para nos limpar, nos livrar da presunção, do cativeiro de nossos próprios desejos e impulsos carnais, emancipar-nos da inveja mortal e do preconceito que reside em todos nós. O pecado, egoísmo de classe, corporação ou raça, pode destruir nossa Terra, e assim Jesus no Calvário deixou o pecado, o mal humano, exposto para mostrar o que ele realmente é." – Gardner C. Taylor, The Words of Gardner C. Taylor: NBC Radio Sermons 1959-1970, págs. 135-146.

II. A aliança e o sacrifício

"Se prata e ouro fossem o preço do resgate, Pedro não teria sido libertado, pois ele disse: ‘Não possuo nem prata nem ouro’ (Atos 3:6). Os escravos eram libertados por prata e ouro, mas um preço maior era exigido para redimir os crentes do ‘fútil (gr. mataias, vazio, inútil) procedimento’ (gr. anastrophos, estilo de vida, comportamento) que eles receberam por tradição de seus pais. Cristo e Seus apóstolos ensinaram um estilo de vida superior aos seguidos por quaisquer não cristãos, fossem eles judeus ou gentios.

"O preço do resgate foi o ‘precioso (gr. timios, muitíssimo valioso) sangue de Cristo’. Como cordeiro trazido para o matadouro (Isaías 53:7), Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, Ele não abriu a boca. Ele era ‘sem defeito’ (gr. am'-o-mos, sem defeito, sem culpa) e ‘sem mácula’ (gr. aspilos, puro), ajustando-se aos requisitos do cordeiro pascal (veja Êxodo 12:5). O ‘Cordeiro de Deus’ (João 1:29 e 36) devia ser perfeito. Qualquer sacrifício menos que esse seria inaceitável (veja Levítico 22:20)." Stanley M. Thorton, ed., The Complete Biblical Library, The New Testament Study Bible, Hebrews-Jude, pág. 267.

III. A fé que teve Abraão – I

"Entre todos os homens, Abraão é o maior exemplo de justiça. ... Não pelo mérito de sua fé, mas pela fé em Deus. ... Alguns professores parecem colocar maior ênfase na fé do que no Deus em quem cremos.

"Um ensino muito comum é que a fé é um ‘salto no escuro’. Na verdade, é bem o contrário. É um passo para a luz, conforme Deus revela a luz. Pela fé Abraão ‘partiu sem saber aonde ia’. (Hebreus 11:8), mas sabendo muito bem que estava caminhando com Deus, que é a Luz." – Stanley M. Horton, ed., The Complete Biblical Library, New Testament Study Bible, Romans-Corinthians, pág. 67, Romanos 4:1-3.

IV. A fé que teve Abraão – II

"A fé come o maná e não deixa sequer uma migalha para os vermes se alimentarem. ...

"A fé que teve Abraão conduzia uma caravana com camelos e rebanhos de ovelhas de Harã a Canaã. Essa era a fé capaz de armar a tenda em uma terra estrangeira, ou recolher a lona, quando convocada. ...

"É uma fé prática, ativa, vívida, do dia-a-dia. Vou falar muito claro e dizer que precisamos de uma fé de pão e queijo,... que acredita que o Deus que alimentou os corvos vai nos enviar o nosso pão de cada dia; uma fé... que... não vive no mundo da ficção." – Charles Spurgeon, Spurgeon’s Expository Encyclopedia, "Hearken and Look", vols. 1-2, págs. 43, 47 e 48. Veja Isaías 51:2.

V. Descansar nas promessas

"Como a Divindade é capaz de arriscar tanto em favor da humanidade? Como Deus é capaz de declarar perfeição a pessoas que, embora estejam no processo, não a atingiram completamente? Como Ele pode declarar que aceitou pessoas que por natureza são inaceitáveis? Como a Divindade pode arriscar Sua reputação estendendo uma graça tão ousada?

"A resposta é tríplice.

"Primeiro, Deus faz isso porque aceita como perfeição nossas orações e esforços sinceros em direção à maturidade espiritual. ...

"Segundo, Cristo pode fazer assim porque a fé que Ele vê em nós na realidade não é nossa; é dEle. Ele vê Sua fé em nós e honra essa fé. É nossa no sentido de que somos o objeto de Seu amor, destinatários de Sua graça. Mas é dEle porque a fé que salva é de origem divina, e não humana. ...

"Terceiro, Deus age com essa confiança porque afinal de contas não é para nós que o Pai olha; é para o manto de justiça de Cristo que nos cobre. ..."Calvin Rock, págs. 158 e 159.


Estudo Indutivo da Bíblia

Textos: Gênesis 15:6; Mateus 18:27-32; Romanos 4:1-3; I Pedro 1:18 e 19

1. Jesus Se sacrificou porque tínhamos uma dívida que não podíamos pagar. Por que Deus não podia simplesmente perdoar a dívida? Se Deus não podia fazer isso, significa que de alguma forma ele está sujeito à Sua própria lei?

2. Em I Pedro 1:18 e 19, o autor escreve que o sangue de Cristo "resgatou" seus ouvintes "do seu fútil procedimento herdado de seus pais". Ele estava escrevendo apenas sobre a redenção do castigo futuro? Ou também estava se referindo ao impacto desse fato sobre a vida que seus ouvintes estavam vivendo naquele tempo?

3. Gênesis 15:6 afirma que a fé que Abraão tinha no Senhor foi imputada para justiça. Hoje, a maioria associa a fé ou crença com o consentimento a uma lista de doutrinas ou declarações. É isso que é dito neste texto? Se não, que parte têm as "crenças" corretas a respeito de Deus em nosso relacionamento com Deus?

4. A Bíblia afirma várias vezes que somos considerados justos aos olhos de Deus, embora claramente não sejamos justos. Isto significa que Deus é cego às nossas muitas falhas? Você acha que em algum momento nós vamos realmente nos tornar justos? Se nos tornarmos justos, nós mesmos vamos ter noção disso?


Testemunhando

Você está salvo? Esta é uma das perguntas mais difíceis que se fazem aos adventistas. A fim de responder a esta pergunta, é importante entender o que é salvação. Salvação é um substantivo que sugere ação. Salvar é a raiz, que é um verbo. Que ação está envolvida na salvação?

Diferentes fés consideram a salvação de modos diferentes. Os batistas colocam a salvação no passado. É um evento que aconteceu na cruz. Todos os pecados foram perdoados naquele momento. Os que crêem na predestinação põem a salvação no "Santo Concílio", onde certas pessoas foram designadas para serem salvas ou perdidas. Os católicos romanos põem a salvação no futuro, depois que uma pessoa que morre crendo em Jesus é purificada no purgatório. Essas são algumas posições pontuais sobre a salvação, colocando a salvação em um tempo específico. Mas os adventistas têm uma visão linear da salvação. A salvação tem passado, presente e futuro. É um processo – uma série de atos divinos e de respostas humanas.

Deus sabia desde o início que Adão e Eva O rejeitariam. Mas Ele os criou com livre-arbítrio – a capacidade de escolher entre o certo e o errado. Ele assumiu a responsabilidade de corrigir o pecado. Jesus avançou e disse: "Eu passarei pela segunda morte em lugar deles".

Deus estabeleceu uma aliança com Seu povo e nunca mudou as condições dessa aliança. Todas as interações entre Deus e Seu povo foram estabelecidas na aliança. Deus ilustrou o plano de salvação pelos serviços do santuário e, em última instância, pelo sacrifício de Jesus.

A contribuição mais significativa que podemos dar ao mundo hoje é compartilhar com os outros que Jesus Cristo está trabalhando pela nossa salvação agora mesmo.


Aplicações à vida diária

Ponto de Partida:

Existe uma história de quando Francisco de Assis jejuava em uma montanha. Ele estava meditando tão intensamente que começou a ver Jesus em uma cruz estendida no horizonte. Enquanto observava, uma espada de pesar e piedade perfurou o coração de Deus. Lentamente, a visão começou a se desvanecer. Francisco olhou para baixo e encontrou a marca da cruz em suas próprias mãos. Dizem que ele teve aquelas marcas até o dia de sua morte.

Perguntas para consideração:

1. Não importa se esta história é verdadeira ou não. Todo verdadeiro cristão deseja entender completamente a magnitude do Calvário. Nos tempos de Paulo, os senhores marcavam com ferro seus escravos para mostrar a quem eles pertenciam. Alguns dizem que Francisco teve as mãos marcadas por ferro com pregos para mostrar ao mundo que pertencia a Cristo. Imaginando que pode ser verdade, o que você acha que Paulo está dizendo em Gálatas 6:11-18? Como Paulo sugere que devemos nos gloriar na cruz?

2. Agostinho disse que Deus ama cada um de nós como se só existisse um de nós para amar. João 3:16 nos diz que Deus enviou Seu Filho para morrer por nós porque amou o mundo inteiro – não uma nação, não um povo, mas o mundo inteiro. Neste contexto, por que é importante perceber que a salvação é um dom?

3. Um pensamento fundamental do povo hebreu era que uma pessoa deve "conquistar" o favor de Deus. Um pensamento fundamental dos cristãos é que tudo que uma pessoa pode fazer é tomar a Deus pela Palavra. Considerando a diferença entre esses dois pensamentos, por que Paulo usou Abraão como o maior exemplo de fé? (Rom. 4:1-8.)

Perguntas de aplicação:

1. A lição de quinta-feira nos diz que quando as pessoas revêem sua vida antes de morrer, elas vêem como suas ações foram vãs e fúteis para obter a salvação. O que existe em nossa vida que nos faz sentir como se devêssemos depender de nós mesmos mais do que em outra coisa qualquer? O que podemos fazer para viver uma vida que diga que "Jesus está no controle"? Como sua vida espiritual reflete quem ou o que está no controle?

2. Quando viajava pela China, Rosita Forbes achou-se no fim de um dia sem ter onde dormir. Então ela encontrou abrigo em um templo chinês. No meio da noite, ela acordou e viu o luar penetrando pela janela. As sombras provocadas pela luz faziam os rostos dos deuses parecerem hostis. O que existe em nosso Deus que devia nos fazer ousados para Ele? Em que circunstâncias seria possível termos medo dEle?

3. Todos nós sentimos a rejeição e a dor de uma promessa não cumprida. Mas a Bíblia está cheia de promessas nas quais podemos confiar com cem por cento de certeza. Mas somos as pessoas que, em desobediência, abandonamos nossa relação de aliança. Tendo conhecido a dor de uma relação quebrada, o que podemos fazer para nos assegurar que não imaginamos que essa relação de aliança com Deus é nossa incondicionalmente?


 

COMENTÁRIO I

 

LIÇÃO 12 – FÉ NA ALIANÇA

Dr. Paulo Cilas da Silva
Pastor da Igreja da Alvorada – SP

1. Se tanto no Antigo como no Novo Testamento, na antiga como na nova aliança, a salvação vem apenas pela fé, qual o lugar das obras no plano da salvação?

As obras, ou a obediência à Lei Moral de Deus, são apenas consecutivas da salvação, e não causativas dela. Obedecemos não para sermos salvos, mas porque já fomos salvos pelo sangue de Cristo. Apenas no Calvário, e não no Sinai, obtemos a salvação. Na verdade, o cumprimento da lei dada no Sinai, mesmo para os que viviam naqueles dias, só era possível pela fé no que aconteceria no Calvário. A obediência à lei nada mais é do que um teste de amor para com Deus, por isso Jesus disse: "Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos" (João 14:15).

Se fôssemos salvos pelas obras, e não pelo sangue de Jesus, a salvação seria devida a nós, e o Criador seria obrigado a nos dar. Porém, não é nada disto. Somente os que não entendem a seriedade do pecado podem acreditar que, independentemente da graça de Cristo, podem salvar-se através das suas "boas obras". O existencialismo, do qual Kierkgaard e Sartre são os principais expoentes, é uma tendência filosófico-religiosa que influencia o pensamento e a visão religiosa contemporânea, e mina a confiança nos valores normativos das Escrituras, e no poder da morte substitutiva de Cristo na cruz, como a única solução para o problema do pecado. O existencialismo é uma filosofia essencialmente humanista, segundo a qual o homem é o seu próprio referencial e centro de todas as coisas, e ele mesmo deve decidir sobre a moralidade e a verdade, independentemente das Escrituras e da pessoa de Cristo.

Para os existencialistas, tanto as normas bíblicas como a graça de Cristo são desprezadas, e os valores absolutos da religião devem ser corrigidos, porque tudo é relativo e tudo é possível. Portanto, a mentalidade existencialista, que tem se alastrado ultimamente, promove o indivíduo em detrimento da Palavra de Deus e da graça salvífica de Jesus. Certamente que, os que estão dando à lei uma função que ela não tem, demonstram estar sendo influenciados pelo existencialismo, não no sentido de desprezarem a lei, mas no sentido humanístico de acharem que pelos seus próprios esforços se salvarão, sem a ajuda de Cristo. Meu amigo! Que relação você tem feito, em sua vida prática, entre a lei e a graça?

2. Se tanto no Antigo como no Novo Testamento, na antiga como na nova aliança, a salvação vem apenas pela fé, esta fé é no quê, ou em quem?

Esta fé é em Jesus, que pagou o resgate do nosso seqüestro com o Seu próprio sangue. Chamamos fé, porque além de "conhecermos" a narrativa bíblica sobre a morte de Jesus no Calvário, nós "confiamos" que somente este remédio pode curar a nossa doença. Sim, fé envolve dois elementos básicos que são o "conhecimento" e a "confiança". Não basta conhecermos que a base da aliança, ou que o selo da aliança é o próprio sangue de Jesus, mas devemos ir além, ou seja, temos que confiar que só Jesus pode restaurar o abismo entre Deus e o homem. Só Alguém, que é igual ao próprio Deus, em quem não existia vida emprestada ou derivada, poderia ter pago o resgate exigido para nos livrar da dívida da lei. O grego usa três palavras que indicam claramente a única luz no fim do túnel para o homem, que são: hilasmos, hislaterion e hislakomai, as quais significam que o único meio para a propiciação da salvação humana é o sangue de Jesus, cuja palavra hebraica correspondente é Kaphar. O sangue de Jesus, portanto, é o selo ou a base da aliança, em que devemos confiar.

3. Qual a diferença, se é que existe, entre a crença de Abraão e a dos demônios?

Existe, de fato, muita diferença entre a crença de Abraão e a dos demônios. Em Tiago 2:19 lemos que "os demônios também o crêem e tremem". Devemos primeiramente fazer a diferença entre as palavras "fé" e "crença". A palavra crença envolve apenas a mente, ou seja, o conhecimento intelectual da verdade. A mera crença é egocêntrica, e não tem nenhum envolvimento com a pessoa ou coisa em que creio. Eu posso, por exemplo, dizer que creio em um médico, e demonstrar que o conheço bastante, mas não me envolver com ele, deixando que ele me opere. Demonstro assim que creio nele, mas não confio em sua capacidade para curar-me.

Em contrapartida, a fé também envolve a crença, isto é, o conhecimento intelectual da verdade, mas vai além disso, implicando sobretudo em confiança. Enquanto a mera crença é um "assentment", ou seja, só assentimento intelectual da verdade, como o que possuem os demônios, a fé é um "commitment", isto é, entrega e disposição para morrer, se for preciso. Ao passo que a crença é egocêntrica, a fé é alterocêntrica, que tem o seu centro em Cristo e Seu sacrifício. Eu tenho fé em um médico quando demonstro confiança nele a ponto de deixar que ele me opere. Foi exatamente esse tipo de confiança que Abraão demonstrou em Deus, deixando seus parentes em Ur e dirigindo-se para uma terra desconhecida. Por isso as Escrituras afirmam que Abraão "creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça" (Gên. 15:6).

Esta expressão "imputado" (hasab) para justiça significa que, apesar dos pecados de Abraão, como o praticado ao tomar Hagar como esposa, ainda assim Deus o declarou justo, com base na fé que Abraão possuía no sacrifício perfeito do Cordeiro vindouro. Este texto ajuda a confirmar a importante verdade da religião da Bíblia, de justificação unicamente pela fé, e isso muitos séculos antes de Paulo escrever sobre este assunto em Romanos. Assim, este verso prova que desde o Éden a salvação sempre foi alcançada da mesma maneira.

4. O que significa para nós, em nossa vida hoje, possuirmos genuína fé na aliança que o Senhor deseja fazer conosco?

Implica em bênçãos presentes e futuras. A principal delas é o prazer do relacionamento com Deus, que pode melhorar nossa vida agora. Devemos não apenas crer nas promessas, mas nos apropriarmos delas. Contudo, para que essas promessas se tornem realidade, precisamos ter um relacionamento pessoal e contínuo com Deus.

Certa vez um ateu estava ridicularizando a crença em Deus perante um grande auditório, num parque público em Londres. E desafiou então os que desejassem provar o contrário a virem à frente para discutir com ele. A princípio ninguém aceitou o seu desafio, mas finalmente um ébrio que abandonara a bebida dirigiu-se até onde estava o ateu. Sem dizer uma palavra, ele tirou uma laranja do bolso, descascou-a e começou a chupá-la. Intrigado com a atitude do ex-alcoólatra, o ateu censurou-o dizendo:

– Pare com essa tolice! O que pode dizer para refutar o que eu declarei a respeito da crença em Deus?

O ébrio convertido não disse nada, mas continuou a chupar a laranja. Quando acabou de fazê-lo, volveu-se para o ateu e perguntou calmamente:

– Diga-me, senhor, a laranja era doce ou azeda?

– Como posso saber? Foi você quem chupou a laranja, não eu. Mas, o que isso tem a ver com o assunto de que há ou não um Deus?

– Bem – replicou o ex-alcoólatra – enquanto você não provou o Senhor, sugiro que pare de zombar da crença nEle. Eu O provei, e sei que Ele pode outorgar poder para transformar a vida de seres humanos. Deus transformou-me de um bêbado inveterado para um cidadão abstêmio, e alguns destes espectadores podem testificar que estou dizendo a verdade. Meu amigo, nunca zombe de alguma coisa que não tenha provado.

Houve aplausos entre a multidão, e o ateu calou-se.

Portanto, provamos o Senhor apropriando-nos pessoalmente das promessas de Sua palavra e vendo o seu cumprimento em nossa vida. Essa prova deve ser feita com fé, "em nada duvidando" (Tia. 1:6). Comentando as bênçãos que podemos desfrutar, agora, de entrarmos em aliança com Deus, Ellen G. White afirma: "podemos pedir o perdão do pecado, o Espírito Santo, um temperamento cristão, sabedoria e força para fazer Sua obra, ou qualquer dom que Ele haja prometido; então devemos crer que recebemos, e agradecer a Deus por havermos recebido." – Educação, pág. 258.

Meu querido irmão! Tem você desfrutado destas bênçãos em sua vida? Se não, tenha fé em Deus e desfrute da aliança que o Senhor deseja com fazer com você, agora.


 

 

COMENTÁRIO II

 

E é evidente que, pela Lei, ninguém é justificado diante de DEUS, porque o justo viverá pela fé” (Gal. 3:11).

 

         Aqui está algo que, sendo tão fácil, para muitos parece impossível entender. A Bíblia em muitos lugares se refere à Lei como sendo incapaz de justificar o pecador. Nada mais correto, aliás, óbvio. Nem havia necessidade de escrever isso na Bíblia, de tão evidente, mas, mesmo assim, muitos fazem confusão, ou seja, acreditam que isso significa que a Lei perdeu o valor, pelo fato dela não justificar pecadores.

         Qual a função da Lei, ou seja, qual a função de qualquer lei? Vejamos:

ð         Leis servem para orientar como fazer as coisas de modo correto, postos determinados objetivos conjuntos;

ð         portanto, são instrumentos de ensino sobre como evitar erros na busca desses objetivos.

ð         Em caso de erros, as leis devem prever conseqüências, caso contrário, tornam-se inócuas, ou seja, tanto faz obedecer ou não – isso se chama impunidade.

ð         Em caso de impunidade, onde ela reina, tudo vale, tanto a lei quanto a rebeldia. E isso é o caos. É como não haver lei.

ð         Lei nenhuma, após cometida a falta contra ela, serve para justificar, mas somente para condenar. Ora, uma lei que após a desobediência, em vez de condenar justifica, ela na realidade cria as condições de impunidade, tornando-se, portanto, ineficaz.

ð         Assim, leis para serem eficazes precisam condenar em caso de desobediência, nunca justificar. Todas as leis devem ser assim. a Lei de DEUS, a mais importante de todas, não seria diferente, é dela que vem essa lógica.

ð         MAS, agora vem algo importante. Pelo fato da Lei condenar o faltoso, isso não significa que ela deva ser modificada, ou que ela não serve mais. Pelo contrário, sendo ela boa, como é o caso da Lei de DEUS, cujos fundamentos são o amor, deve a todo custo ser preservada. Se houve um caso de desobediência, é o desobediente que deve mudar, não a Lei de DEUS.

ð         Por isso JESUS veio e morreu por nós, para por Ele nos justificar, não pela Lei que, enquanto pecadores, fazia o seu papel de nos condenar. JESUS tendo pago o preço de nosso pecado, possibilitou que, uma vez arrependidos desse pecado, determinados a não mais repeti-lo, pelo sangue de JESUS possamos ser perdoados, e justificados, isto é, ser outra vez tidos como se nunca houvéssemos pecado. Isso é maravilhoso.

ð         Assim estaremos outra vez ao abrigo da Lei, ou seja, ela não mais nos condena, pois fomos perdoados. O que nos possibilitou esse perdão foi a misericórdia de DEUS, o seu amor. Aqui está algo impressionante, esse amor é a Sua Lei. Logo, a Lei de DEUS é misericordiosa, no entanto, também deve condenar o faltoso. DEUS é um só, Ele é completo!

Portanto, a Lei condena, e a graça de JESUS justifica e salva da condenação da Lei, cujo fato gerador, a causa, foi a desobediência à Lei. Atenção, se a Lei não fosse boa, então JESUS não teria vindo morrer em nosso lugar, simplesmente mudaria essa Lei e estaríamos sem pecado, pois o problema não estaria em nós, e sim,na Lei. O fato d’Ele ter morrido por nós também significa que todos os Dez Mandamentos devem ser respeitados, e que são válidos. JESUS não Se teria submetido a tanto sacrifício se fosse o caso de uma reforma na Lei. É ou não lógico?

 

 

Reflexões sobre o calvário

 

Desejo sugerir algo que costumo fazer, e tem-me feito muito bem: meditação. Não a meditação do tipo yoga. Há momentos durante o dia em que não temos nada a fazer. Esses momentos a mente aproveita para pensar devaneios, ou para sonhar pensamentos bons. Comumente, troca de pensamento a cada instante. Esses momentos são, antes de dormir, após acordar alguns ficam por um tempo deitados até levantar, mas nem todos, após o almoço, quando estamos caminhando, quando estamos sentados descansando sós, etc. Pois esses momentos são ótimos para meditar sobre fatos bíblicos. Proceda da seguinte maneira. Escolha um assunto de cena bíblica. Determine que esse será o assunto a meditar, e peça a DEUS, em oração, que lhe ajude a sempre retornar ao assunto assim que a mente dele se desviar. A meditação nos torna poderosos no conhecimento.

Um tema bom para se meditar são as cenas do Getsêmani até a cruz. Quando se faz isso antes de dormir, até mesmo os que sofrem de insônia resolvem seu problema. A mente é submetida a assunto construtivo, que descansa, que traz paz, que traz esperança, e ainda torna a mente poderosa no conhecimento da verdade. Não precisa meditar como o mundo faz, nem deve, mas pode decidir beneficiar-se do conhecimento da verdade para sua paz interior e para o fortalecimento da sua fé.

Pois o assunto hoje é sobre o calvário. Meditemos um pouco, ou seja, deixemos que nossa mente voe pelas cenas daqueles fatos de há quase dois mil anos.

Estavam, a força, levando JESUS para julgamento. Mas por que? Ele ali era o único que nada fez fora de qualquer lei, nem de DEUS, nem dos homens? Pelo contrário, tornara-se exemplo de obediência. Os impostos, sempre os pagou em dia. Ensinou a respeitar César. Ensinou a guardar os mandamentos. Dera poderosos exemplos de que era o Filho de DEUS, O prometido. Disso não havia como duvidar. Não eram evidências, eram fatos concretos, que eles presenciaram.

Mesmo assim, julgado culpado, foi encaminhada para ser crucificado. Se ainda ficasse encarcerado por algum tempo, mas não, Lhe aplicaram a pena máxima possível. Só em último caso essa pena era aplicada, e em JESUS, foi decidida entes mesmo de ser Ele julgado. Na verdade, eles O queriam ver morto, inocente ou não. Era satanás que estava comandando esse julgamento, eles, coitados, eram apenas seus agentes fantoches.

Na cruz, foi pendurado por seis horas, exposto a maior vergonha, ridicularizado por todos, inclusive por muitos dos amigos e dos que Ele beneficiara dias antes. Quantos desses comeram daqueles pães que multiplicara? Quantos foram curados por Ele, e o esqueceram? (Ele não curou só aqueles que a Bíblia relata.)

Pare um pouco, e coloque-se no lugar d’Ele, seja você homem ou mulher. Imagine-se diante de seu círculo social, seus amigos, parentes, colegas, etc. Imagine-se espoliado de seus direitos, sendo vítima de uma trama pela qual a maioria de seus conhecidos fique surpresa: como é que eu nunca notei nada nele(a)!!! Ele(a) me enganou esse tempo todo. Não imaginava ele(a) ser capaz de tamanha atrocidade. Só você sabe da sua inocência, se bem que os acusadores também o saibam, mas não o revelam, trabalham contra você. Imagine-se ainda sem nenhum defensor, nenhum advogado para o defender. Tudo o que você disser, servirá para lhe condenar. O melhor que tem a fazer é ficar calado(a). Você percebe que não tem saída, já se sente condenado(a).

Enfim, a sentença, ser crucificado(a). Levam-lhe para fora da cidade, e uma multidão acompanha, na verdade, todos vão ali ver. A curiosidade é grande. As pessoas gostam de ver coisas inusitadas, principalmente se isso significa o sofrimento de alguém outro. Levado para um lugar alto, hoje ali estaria a TV, principalmente os repórteres sensacionalistas. O mundo inteiro estaria vendo ao vivo. Todos condenam você, há um clamor popular contra você. Se não é a força policial, inclusive haveria linchamento antes da execução.

Chega a hora da crucificação. Arrancam de você toda a roupa. Todos olham para você, uns com desprezo, outros com nojo, outros com sensualidade, outros com ódio (nem sabem porque), outros por mera curiosidade... Todos olham, mas não querem estar ao seu lado. Até os amigos fazem de conta que não o conhecem. Você vai ficar assim exposto ao público por seis horas, nas mais ridícula situação. Todos ficam ali olhando para você, ainda rindo e dizendo coisas pesadas contra você, em meio a piadas sujas. Um que outro está triste por você, mesmo não compreendendo quase nada, confuso, tem dó de você, e sabe que de alguma forma você é inocente. A sua mãe está ali, e ela acredita firmemente que você é inocente, embora quase ninguém acredite nela. Você pode vê-la, e sente vergonha diante dela, de expô-la a tal prova, pois não falta quem fale mal dela, e faça piada diante dela.

Se você conseguiu suportar em sua imaginação até agora, veja se consegue ir adiante. Em meio ao pior momento, não sente nenhum ódio por ninguém ali. Sente-se só, abandonado por todos, e até exclama: por que me abandonaram? No pior momento da dor, quando sente que tudo está no fim, quando o controle de seus pensamentos está difícil, quando é o íntimo que comanda esses pensamentos, não mais tanto a racionalidade, você vai dizer o que pensa de todos os que foram responsáveis por aquelas injustiças. Agora vai falar o seu íntimo, suas emoções comandarão o seu pronunciamento. Você nunca terá sido tão sincero, tão verdadeiro. Em vista da sua situação desesperada, da dor, da fraqueza, da angústia, do senso de culpa mesmo sendo inocente, do corpo endurecido pelas cãibras, você não pode nem consegue dissimular, só consegue pensar e falar o que vai mesmo em seu íntimo. O que você diria? Não sei o que eu diria, mas sei o que JESUS disse nessas condições, o que veio de Seu íntimo. Ele disse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. No seu íntimo ele os amava a todos. (Gostou da meditação?) Isso é amor! É assim que se obedece a Lei de DEUS. Ele provou que é possível ser fiel à Lei e ao amor em uma situação a que jamais seremos submetidos, portanto, nos está assegurado que para nós tudo é possível. Ele foi muito mais longe que as dificuldades pelas quais devemos passar.

Importante, para entender melhor essa situação. Em momentos de crise extrema, nossa mente não consegue pensar e emitir ordens em sentido contrário a nossa verdadeira natureza, e contrário aos estímulos que recebemos. Aqui se juntam a lei do pecado com a lei da causa e efeito. Se somos provocados pelo ódio, e se também temos alguma simpatia pelo mal, essas duas condições, na crise, se unem para respondermos na mesma moeda. Se JESUS tivesse somente uma experiência em que odiasse algum ser humano, ou mesmo a satanás, naquelas condições Ele não teria suportado, e teria respondido conforme a provocação, ou seja, teria-se vingado, não perdoado. Só o fato d’Ele ter perdoado naquelas condições assegura que Ele nunca tinha pecado antes.

 

 

A aliança e o sacrifício

 

         “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiros sem defeito e sem mácula, o sangue de CRISTO” (I Pedro 1:18 e 19).

 

         Nos tempos de JESUS se ilustrava o resgate dos que se arrependeram como por um elevado preço pago pelo libertamento de escravidão. Eram tempos em que muitos foram feitos escravos, e eram vendidos por algum preço. Se alguma pessoa bondosa quisesse libertar um escravo, teria que pagar esse preço. O escravo passava a pertencer ao que pagou. Se esse que pagou lhe desse a liberdade, então estava livre.

         Hoje temos outra forma mais moderna para ilustrar: o seqüestro. O seqüestro se inicia por um rapto, um ato maldoso. E o que satanás fez com a humanidade foi um verdadeiro seqüestro, e pelas suas mentiras, tornou os seqüestrados seus escravos. Um seqüestrador sempre pede uma quantia para libertar seus cativos. O valor sempre é muito alto, por vezes, mais elevado que as possibilidades dos resgatadores. Mas, enfim, o preço é pago e o seqüestrado libertado. Casos há em que o seqüestrado nem assim ganha a liberdade, porque já o mataram.

         JESUS veio para libertar a humanidade de um seqüestro. Satanás seqüestrou, por uma mentira, a humanidade inteira. O seqüestro dele foi bem superior aos que hoje se vêem. Ele conseguiu fazer com que a maioria dos seqüestrados apreciassem a condição de escravos em que se tornaram. Para tornar o preço do resgate mais difícil, ou melhor, inviável, satanás, por mentiras (idolatria, falsas religiões, ideologias, atrações mundanas, sensualidade, apetite degenerado, ...) mudou a natureza do ser humano. Agora os homens e mulheres, em sua maioria, não querem mais as condições perfeitas que DEUS pode dar. Mesmo com o preço pago por JESUS, muitos dos seqüestrados preferem permanecer nessa condição, uma verdadeira situação de escravidão. Tornaram-se tão cegos que não podem ver sua condição miserável. Acham que estão na mais interessante liberdade, e que o sistema está evoluindo para melhor. Inclusive, muitos já nem acreditam terem sido criados por DEUS, e se atribuem produto do mero acaso. Assim de aviltam em seus próprios conceitos, como se fossem nada. Então, tornam-se em nada.

         JESUS, na cruz, já pagou o preço da libertação do seqüestro. Agora espera que cada seqüestrado, pelo ensino do que é liberdade, decida se quer essa liberdade ou se prefere a escravidão, cujo fim é a morte. Aproxima-se rapidamente o dia em que esses que se voltaram para o bom Senhor, que os ama, serão resgatados desse grande seqüestro: é a segunda vinda, como costumamos dizer, o maior resgate da história de todos os tempos do Universo.

         O seqüestro de satanás, como dizíamos, é mais completo que os dos criminosos de nossos dias. Ele não só tornou os humanos seus cativos, mas os enganou, mudando sua natureza, seus critérios de pensar. Enquanto ainda era Lúcifer, naqueles tempos, seu argumento maior era a necessidade de alteração na Lei de DEUS, e ainda é. Assim que conseguiu dominar sobre os humanos, pôs-se a trabalhar na alteração da Lei de DEUS nas mentes e nos corações deles. Em lugar do amor, desenvolveu, na velocidade que pôde, o ódio. Caim já matou Abel, e daí em diante, os humanos tornaram-se tão maus, cruéis e violentos que DEUS teve que destruir a maioria deles pelo dilúvio. Satanás estava trabalhando diretamente na alteração da Lei de DEUS, que estava nos corações dos homens e das mulheres desde que foram criados. Ele os tornou extremamente cruéis.

         Mais tarde, vendo que uma mudança assim tão drástica não era muito sábia, que tornava muito flagrante sua intenção maldosa, partiu para mudanças na Lei de tal maneira que não fossem claramente perceptíveis. Manteve partes dos verdadeiros Dez Mandamentos, e alterou o que lhe convinha. Assim, no primeiro mandamento, não fala em adorar, mas em amar a DEUS, e em toda a lei não identifica quem é esse deus – que não é O Criador, podem crer. O terceiro mandamento desapareceu, dando lugar a possibilidade da idolatria. O quarto mandamento, o adaptou para si, porque a santificação do sétimo dia, o sábado, faz lembrar O Criador. Essa mudança, muito sutil, pegou bem. Por ela, satanás torna escravos milhares de pessoas, e elas gostam, e nem percebem sua condição. Pelo contrário, enganadas, continuam a pensar que estão ligadas ao Criador de verdade.

         Foi dessa escravidão que JESUS veio salvar, pela qual, pagou pesado preço. Dela se aproveitam todos aqueles que se arrependem de terem compactuado com as mentiras de satanás.

 

 

         A fé que teve Abraão – I

 

         Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gen. 15:6).

 

         Continuemos em nossa estória do seqüestro. Perceba, os seqüestrados foram Adão e Eva, seus descendentes nasceram em cativeiro, e nós também. Abraão, nasceu em cativeiro, naqueles tempos, já não se fazia mais idéia de como era bom viver em liberdade, como era bom adorar ao DEUS de amor que nos criara. As pessoas já há tempos passaram a desejar ser escravos, pois não tinham noção, nem de sua situação miserável, nem de como seria bom viver sob o amor de DEUS. A escravidão e as mentiras de satanás cegaram tanto os seres humanos que seria bem difícil persuadi-los a voltarem para o seu estado original. Passaram a ser atraídas para o mal, fascinadas pelo mal. Hoje, por exemplo, a humanidade paga para ver maldade, tornou-se até um negócio para enriquecer.

         Ora, num ambiente assim, acontecem coisas incríveis: crer no que é bom passa a ser algo como que um milagre. O que é normal em civilizações não caídas em pecado, aqui é algo extraordinário. Mas, Abraão foi, assim, uma exceção. Ele creu nas coisas diferentes que DEUS propunha, e nem duvidou. Foi fácil? Não, foi bem difícil. Senão vejamos:

ð         Era um ambiente de idolatria, eles criam em deuses que fabricaram e que eles podiam ver, portanto, deuses cuja glória era na realidade inferior a eles mesmos, mas, enganados, neles criam.

ð         Já não havia mais nenhum desejo de vida eterna (hoje também não há, pois satanás faz as pessoas crerem que não morrem...).

ð         Abraão era minoria, melhor, ele e sua esposa estavam sós, pelo que se saiba não havia naquela região mais alguém que adorasse o verdadeiro Criador, seus pais já se tornaram idólatras.

ð         Havia, por certo, grandes dificuldades de ser diferente, como hoje também há. Além do preconceito, as atividades diárias encontram barreiras. Ou seja, satanás cria grandes empecilhos para os diferentes manterem sua diferença segundo suas consciências. Fica bem difícil a estes obter pelo suor do rosto o pão de cada dia.

ð         A promessa de um filho era humanamente impossível. Quando Abraão pela primeira vez recebeu essa promessa, Sara sua mulher, era estéril. Mais tarde, também já passara o tempo de conceber, mesmo que não fosse estéril. Era, portanto, pela demora, duplamente impossível a essa mulher ter filhos. Portanto, com relação a esse aspecto, havia três dificuldades sérias: a esterilidade, a velhice, e a demora do cumprimento da promessa. Abraão recebeu a primeira promessa aos 75 anos, e o filho nasceu quando tinha 99 anos, e Sara perto dessa idade.

ð         Apesar de tudo isso, e por certo de outros fatores contrários, Abraão nunca duvidou de que DEUS cumpriria o que prometera.

Fé, como diz o comentário da lição, não é um salto para o escuro, como muitos pregaram, naturalmente bem intencionados, mas com uma ilustração que confunde. A fé sempre é muito bem fundamentada. DEUS Se revela o suficiente para que possamos n’Ele crer. Fé é uma caminhada com DEUS em segurança, e o conhecemos cada vez melhor.

 

A Fé que teve Abraão – II

 

Para sermos cidadãos do reino de DEUS, devemos, evidentemente pertencer a esse reino. Esse pertencer ocorre, no caso dos terráqueos, de duas maneiras: por termos sido criados por DEUS e por termos, depois da rebelião, outra vez retornado a DEUS, como seus servos.

Não há como evitar a criação, ela ocorreu, e por Ele nos ter trazido à existência, a Ele pertencemos, quer admitamos, quer não. Entre os humanos, muitos há que não admitem a criação, mas mesmo assim, a verdade é que vieram da criação. Foi DEUS que nos fez a todos, e por isso, a Ele pertencemos. Por esse raciocínio, até mesmo satanás e seus anjos pertencem a DEUS.

Em todos os lugares do Universo, onde existem seres inteligentes, não basta o fato da criação para que pertençam, por completo, a DEUS, isto é, para que além de pertencer, também sejam cidadãos de Seu reino. É preciso também optar. Adão e Eva possuíam essa liberdade. Eles foram criados com a liberdade de a qualquer momento desistir de serem cidadãos de Seu reino. Poderiam escolher para si um outro senhor, ou eles mesmos, como fez Lúcifer, rebelar-se e criar seu próprio reino. Nesse caso, como também aconteceu com Lúcifer, devem saber que o único capaz de garantir a vida eterna é O Criador, nem eles, nem Lúcifer, nem outra criatura pode garantir tanto. Ainda, nenhum outro possui, em seu caráter, a Lei do Amor. Essas duas coisas são exclusividade do Senhor Criador, e de mais ninguém. Portanto, optar por outro senhor significa desistir da vida e do bem. Não há como fugir de DEUS e levar junto as suas prerrogativas, e os benefícios de ser cidadão desse reino eterno.

Algo assim aconteceu com a raça humana. Ao pecar, e cada vez que pecamos, cometemos um atentado contra a Lei de DEUS e ao mesmo tempo, contra nós e contra todos aqueles que esse pecado afeta. E isso, a cada vez, significa desistência da vida, principal benefício do Reino de DEUS, e que, repetimos, nenhum outro senhor pode fornecer. Ainda mais, ao pecarmos, adquirimos, até mesmo no primeiro pecado, uma experiência nova, a experiência do mal. E a cada pecado, essa experiência se fortalece, impulsionada pelas mentiras de satanás, hoje chegando ao seu poder máximo. Então nos tornamos maus, e somos incapazes de, por nós mesmos, voltarmos a ser bons. Aliás, por nós mesmos, nem queremos ser bons. E mesmos que quiséssemos, jamais o seríamos por nossa iniciativa ou esforço. Há aqui algo muito perigoso: ir do estado de perfeição para o de imperfeição é possível à iniciativa de qualquer ser criado, mas o inverso é impossível. O que é perfeito pode tornar-se imperfeito, mas o que é imperfeito jamais se torna perfeito com recursos próprios. Assim também, o que é justo, honesto, coreto, pode tornar-se injusto, mas jamais o que é injusto pode tornar-se justo, sem interferências de algum ser superior. É uma questão de ‘currículum’, ou história anterior. Se é justo, nada pesa contra ele, mas, se uma vez praticou alguma injustiça, isso passará, para sempre, ao seu histórico, e por mais que se arrependa, fará parte desse histórico. Também passará para a memória de sua mente, e sempre essa experiência estará lá registrada, fazendo parte de seu conjunto de informações participantes do processo decisório da mente. Em princípio, não tem mais solução, trata-se de um caso perdido.

Essa é a nossa situação. Somos assim, e não temos solução, exceto se DEUS tiver elaborado um plano. E Ele tem um plano, que está em execução há tempo. Para sermos justos, precisamos obter de empréstimo a honra da pureza de outra pessoa, no caso, de JESUS. Não existe possibilidade de nós apagarmos o nosso passado. O plano de DEUS é até bastante simples, como todas as coisas que DEUS faz. Nós devemos crer em JESUS, isto é, ter fé n’Ele, ou ainda, confiar inteiramente n’Ele. Vale dizer, entregarmo-nos a Ele, entendendo que ao Ele ter morrido por nós, pode-nos PERDOAR, isto é, nos limpar daquele passado imutável. Repetimos, o passado não pode ser mudado, e ele sempre estará contra nós, exceto se aceitarmos que ele seja apagado por JESUS, como que lavado por Seu sangue.

O que é fé aqui? É um dom que DEUS dá a todos aqueles que se sentiram atraídos e ficaram muito tristes pelo seu passado. É DEUS que Se revela a estas pessoas, e elas passam a desejar mudança, e crêem firmemente que DEUS quer e pode mudá-las. É a fé que DEUS PODE, QUE QUER E QUE VAI NOS TRANSFORMAR, vai fazer tudo o que prometeu, Ele vai nos devolver a vida eterna com todas as condições que anteriormente nossos primeiros pais possuíam. Então DEUS, pelo Espírito Santo, um dos membros do governo de DEUS, opera em nosso interior, e nos recria pelo ensinamento, fazendo-nos entender o que estudamos sobre a verdade. Mas, atenção, mesmo nos recriando, ainda seríamos pecadores, por causa do passado, esse não há mesmo como mudar. Não se pode voltar no tempo e viver a vida diferentemente do que vivemos. Qual a saída para essa situação? Aí entra o conceito de “justiça imputada”, ou seja, emprestada, simplesmente atribuída. Não há outra forma para anos tornar justos, ou DEUS nos declara justos, ou nunca o seremos. Aqui está a sabedoria, para ele nos declarar justos, precisa apagar nossos pecados, isto significa, apagar o que de mau fizemos no passado. Ele precisa apagar parte da nossa história. Se crermos, Ele fará isso, que é nos perdoar, Ele mesmo vai tratar de esquecer o que fizemos. Isso significa, Ele vai-nos considerar como se nunca tivéssemos pecado. Isso é, Ele vai atribuir a nós uma condição que não temos, de sermos justos. Essa condição Ele tomará de nosso Irmão maior em que JESUS Se tornou, como um membro da família humana, e dirá, vocês são justos como JESUS foi na terra, portanto, esqueçamos o passado. Isso só pode ocorrer pela fé de que Ele faz isso, não porque nós possamos alcançar tal condição, a de justos.

Agora, eis algo maravilhoso. Estaremos em condição de completa justiça e perfeição quando, ao sermos transformados, formos recriados por completo, e então seremos outra vez santos e perfeitos. Isso só acontecerá quando JESUS voltar. Os mortos em CRISTO ressuscitarão transformados e os vivos serão transformados. Mas, ao um pecador arrepender-se, enquanto ainda seu ser está na natureza de pecador, isto é, ainda luta contra o pecado após seu arrependimento, já DEUS o considera justo. Veja, ele ainda cai em tentação, mas, por ter-se entregue a JESUS, e por crer nele, DEUS, como que antecipa um certificado de justo a ele, antes mesmo de ter sido transformado. É um crédito por conta de JESUS, de uma condição que ainda não temos totalmente, mas na qual já estamos sendo qualificados pelo poder do Espírito Santo. É maravilhoso saber disso.

Como podemos entender tal maravilha? Também não é difícil. Tempos atrás nossa filha estava enferma. Era grave. Não sabíamos do que se tratava. O médico acertou o diagnóstico, e prescreveu o medicamento correto (isso foi posteriormente constatado). Nós tínhamos confiança naquele médico, criamos nele que era capaz, e que sabia o que estava fazendo. Nossa filha estava nas mãos dele. Então, após adquirirmos os medicamentos, e ao darmos a ela a primeira dose, sentimos um alívio, pois dizíamos: ela agora está medicada.

Veja bem, a criança ainda não estava sã, mas estava a caminho da cura. O medicamento já estava agindo. Sabíamos que nos próximos dias, a cada dia, estaria melhor, e bem logo chegaria o dia que estaria completamente curada. O médico assim disse, e ele garantiu que essa doença seria curada. E nós acreditamos nesse homem, e fizemos tudo o que ele recomendou. De fato, logo ela estava normal outra vez.

A justiça imputada é como o tal medicamento. Ainda estamos na doença do pecado, mas no caminho da transformação. Já temos o certificado de justos, entramos no processo de santificação, e um dia esse processo chega ao seu final, e seremos totalmente justos e santos (não teremos mais inclinação nenhuma para o mal), porque JESUS, nosso exemplo, sempre foi totalmente justo. Sermos totalmente justos e santos, isso está a caminho, mas já temos o seu certificado de ser justos já o temos, já somos tratados pelo Céu como sendo como JESUS é, e pelo que Ele foi quando aqui esteve entre nós. Ao sermos perdoados, nada mais consta contra nós, e desse instante em diante, de fato, somos totalmente justos enquanto não houver novo pecado, embora ainda não totalmente santos.

 

 

Descansar nas promessas

 

Ora, uma vez entendendo como DEUS nos trata, coisa que de fato nem merecemos, devemos ficar sossegados. Não há porque andar ansiosos (Mat. 6:25) pois DEUS proverá por nós. Então, sendo declarados justos, portanto aceitáveis diante de DEUS, nossas preocupações deixam de ter motivo. Ou ainda podemos temer alguma coisa, se até DEUS já nos considera como justos? E se Ele mesmo, na pessoa de JESUS, intercede por nós a cada vez que necessitamos outro perdão, para continuarmos como sendo justos?

Temos muitas preocupações, mas elas não fazem sentido, só estorvam, e nos deixam doentes. Uma vez que o próprio DEUS já nos considera justos, como nada havendo contra nós, também nós mesmos devemos nos considerar assim. Ele foi que providenciou tudo para que estivéssemos nessa condição, que a nós foi atribuída simplesmente porque n’Ele cremos. Ora, estamos numa condição de limpos perante DEUS, consideremo-nos também assim, e vivamos em paz.

 

 

Aplicação do estudo

 

Façamos um resumo sobre a justificação e santificação, e então apliquemos o que sabemos.

ð         O ser humano, nas pessoas de Adão e Eva foram criados perfeitos, puros e justos.

ð         Viviam sem ter sequer conhecimento do mal, tal conhecimento não interessa saber que existe, em nada contribui.

ð         Eram, portanto, justos, e estavam ligados com a fonte da vida eterna, e viviam em inocente felicidade.

ð         Satanás os enganou, e eles permitiram ser enganados.

ð         Adquiriram uma nova natureza, tendente a aprender o conhecimento do mal, que satanás, aos poucos, lhes foi transmitindo, mudando radicalmente a natureza para gostar do que é mau, vinculado ao ódio, não mais ao amor. Satanás disse que eles conheceriam o mal, e ele tratou de ensinar tudo o que de mau já havia desenvolvido. Nosso ele foi verdadeiro.

ð         JESUS veio e morreu por todos, pagou pelo sofrimento e pelo derramamento de Seu sangue os pecados de todos.

ð         O ato de JESUS foi visivelmente lembrado pelo ritual do cerimonialismo, que se deveria realizar até que ocorresse a morte de JESUS.

ð         Com o que JESUS fez, ficou em depósito provisão de perdão para todo o ser humano que deseje mudar de vida, e que queira ser restabelecido ao estado original.

ð         Pelo trabalho do Espírito Santo por intermédio dos servos de DEUS e por outros meios, pessoas são atraídas ao amor de CRISTO, e sentem o desejo de mudar sua vida.

ð         Essas pessoas se arrependem de seus pecados anteriores, e tem firme desejo de não viver mais como anteriormente.

ð         Elas então crêem que JESUS as pode perdoar, e que quer fazer isso, então elas desejam o perdão, o que lhes é prontamente concedido.

ð         A partir desse momento, passam a viver uma nova vida, é o processo de transformação de sua natureza, de maus para bons, da natureza do ódio para a natureza do amor, isso é a santificação.

ð         Quanto JESUS voltar, elas serão transformadas por completo, e aí se tornarão perfeitas como Adão e Eva foram ao saírem das mãos do Criador.

Do momento de aceitação de Cristo, do arrependimento, do desejo do perdão, os desejos de mudança são impulsionados pela fé, isto é, a pessoa crê que, embora ela mesma não se sinta em condições de sair da situação em que está, JESUS a pode tirar de lá, e fará isso. Foi pela fé que ela permitiu a ação do Espírito Santo, e Ele agiu, e ela foi por DEUS perdoada, e já em sua conta não existem mais dívidas resultantes de pecados. Está limpa, isto é, justa. A sua natureza ainda continua a de pecador, com relação a esse assunto, o que acontece é da pessoa estabelecer uma luta contra o pecado. Ela vive duas naturezas ao mesmo tempo (ver. Rom. 7:8 a 25), e o Espírito Santo está com ela para ajudar a fortalecer a natureza nova, a que não deseja o pecado, e subjugar a velha natureza anterior. Estabelece-se a luta entre o que satanás quer dela e o que DEUS quer dela. Ser vencedora depende da vontade dela, se quiser vencer, todo o poder do Céu estará a sua disposição.

         Portanto, obtém-se a justificação pela fé, e a transformação também pela fé, por causa da graça de JESUS. Graça é, como o nome diz, algo que nos está sendo oferecido gratuitamente, e que nem merecemos. E, após termos encontrada a possibilidade de uma nova vida superior, perdoados, temos o desejo de viver essa nova vida, e isso são as obras da fé. Nos as praticamos não porque queremos alcançar o perdão, mas porque desejamos continuar sem necessidade de novo perdão, nós não gostamos mais de pecar, muito embora, isso, enquanto estivermos nessa terra, poderá acontecer e acontece.

         E, quanto a nós, quais as possibilidades? Nós somos habitantes do pior tempo de toda a história, tempo em que se assiste a maior degradação obtida por satanás. Satanás, no papel inverso ao do Espírito Santo, desde os tempos de Adão e Eva, vem desenvolvendo e ensinando todo tipo de maldade, característica essencial para combater as criaturas de DEUS. O que ele prometeu de que conheceríamos o mal, isso de fato está cumprindo com eficiência. Ele é muito capaz nesse aspecto, pudera, é o pai da mentira. Consegue fazer com que seres inteligentes desejem o que não presta e que rejeitem o que é bom. Sofremos a maior influência do mal sobre nós, e ainda temos em nós, a velha natureza. Conosco ocorrem as maiores batalhas entre o bem e o mal, nada comparável ao que era noutros tempos. Quanto mais nos aproximamos do desfecho, mais intensa será essa batalha.

         No entanto, nossa oportunidade não é inferior nem superior a das pessoas de outros tempos. Temos a nossa disposição maior porção do poder de DEUS, e também, sentimos maior necessidade desse poder. Temos garantido maior porção de fé, e a ação do Espírito Santo a favor dos que desejam salvar-se é mais intensa que em qualquer época anterior. Nos corações de muitos, o desejo de sair do lixo desse mundo e de aproximar-se do amor de JESUS é também hoje muito mais intenso. O número (não o percentual) de pessoas desejosas de mudar de vida é o maior de todos os tempos. Vivemos numa época privilegiada. Nós veremos e participaremos do que é viver absolutamente só pela fé, sem mais nada além da fé. E assim viveremos, e venceremos, e muitos milhares também vencerão. Todos os vencedores irão saborear a vitória pela fé em JESUS, Ele é que propiciou o nosso restabelecimento à perfeição, à vida eterna e felicidade total, onde a justiça é um dos objetivos de todos os seres inteligentes, porque se amam, e ninguém deseja nenhum mal ao outro.

 

 

 

Prof. Sikberto R. Marks

COMENTÁRIO III

 

Lección 12
"La fe del pacto"
(Romanos 3 Y 4)   -   Enero 11 del 2003

Introducción: Nuestra serie de lecciones para las últimas 11 semanas nos han enseñado que la ley de Dios, los diez mandamientos, todavía son un estándar de Dios para nuestras vidas.  Lo qué ha cambiado sobre el pacto (el contrato) entre Dios y la humanidad, es nuestra parte del acuerdo.  En vez de tener que guardar perfectamente la ley, se nos pide en vez aceptar, como nuestro substituto, la obediencia perfecta de Jesús a la ley y Su muerte por nuestros pecados.  ¿Tiene esto sentido para usted?  ¿Si es así, cómo debe afectar esto nuestra actitud hacia otros?  Pablo presenta un resumen lógico de este cambio en Romanos 3 y 4.  ¡Vamos a explorar la lógica de Pablo para nuestro estudio de esta semana!

I. Justicia

A. Vamos a repasar por un momento.  Lea Romanos 3:21. Hemos estado discutiendo la importancia continua de los diez mandamientos.  Cuál es esta justicia que está "aparte" de la ley?"  (Este es el sacrificio de Jesús de su vida por nosotros.  Su obediencia perfecta a la ley.)

1. ¿Cuándo el texto dice que la "ley y los profetas atestiguan" a esta justicia, qué usted piensa que significa?  (el sistema antiguo del pacto de los sacrificios señalaban a, o simbolizaban, lo qué Jesús haría a nuestro favor.)

B. Esta bien, es suficiente repaso.  Sigamos adelante.  Lea Romanos 3:22-24. ¿Cómo obtenemos esta justicia de Dios?  (por la fe en Jesús - si creemos.)

1. Qué quiere decir Pablo cuando dice que "no hay diferencia?" ¿Diferencia en qué? ¿Estado social? ¿Estado Teológico?

2.  Qué dice esto a los que dicen ser "el remanente?"  (Somos todos, según este texto, pecadores.  Necesitamos ser tímidos, como pecadores, al decir ser los "mejores" teólogos de otros pecadores.)

3. ¿Es posible estar en exactamente la misma posición que otros pecadores en cuanto al pecado y a la gracias, pero en una posición superior en cuanto al entendimiento de la voluntad de nuestro Dios?  (ninguna comprensión teológica superior hará un pedacito de diferencia en la parte de la gracia.  Sin embargo, hay ciertamente Cristianos que son serios en cuanto a conocer a Dios y que, consecuentemente, tienen un conocimiento superior de El. Considere 1 Corintios 3:10-15.)

a. ¿Somos algunos de nosotros superiores en el área del pecado por tener menos pecado?  Una vez estuve en una reunión donde oí el orador decir que ella no había pecado por ultimo los veinte años.  ¿Ella no demandaba superioridad en el área del pecado?  (cuando la oí decir eso pensé, "Te acabo de oír pecar ahora mismo."  Cualquier pecado nos separa de Dios.  La pena del pecado es la muerte. (Romanos 6:23))

4. ¿Qué cualidad comparten todos los que son justificados por la gracia de Jesús?  (Todos creen en Jesucristo.)

a. Porqué Romanos 3:22 se refiera a ambos, la "fe en Cristo" y "todos los que crean?"  ¿Son estos dos requisitos separados para la gracia?  (Considere Santiago 2:18-20 donde él nos dice que incluso los demonios creen en Jesús.)

C. Leamos mas en Romanos 3.  Lea Romanos 3:25-26.  ¿Cómo el sacrificio de Jesús por nosotros demuestra la justicia?

1. ¿Cómo era justo para Jesús, que era sin pecado, morir una muerte dolorosa por nuestros pecados?  (cuando Dios dijo a Adán que la pena del pecado era la muerte (Génesis 2:16-17), él no estaba jugando.  La "justicia" era que si no moríamos por nuestros pecados, entonces nuestro creador debía morir por esos pecados.)

a. ¿Por qué tuvo que morir el creador?  ¿Por qué no algún otro?

2. Dios es Dios y El puede hacer cualquier cosa.  Porqué simplemente no dijo, "se cometió una equivocación (después de todo, ustedes son solamente humanos!) y nos olvidaremos por completo sobre este incidente desafortunado?" ¿Por qué hacer un asunto tan grande sobre esto?  ¿Por qué hacer que Su Hijo pasara esta experiencia increíblemente áspera debido al pecado de Adán y de Eva?  (nuestra única conclusión debe ser que la ley de Dios era tan importante.)

a. Si alguna vez eres tentado a pensar que los diez mandamientos no son importantes, y que la obediencia a Dios realmente no importa tanto, considere la importancia de la ley para Dios el Padre y Dios el Hijo.  ¿Que era más importante para Dios que los requisitos de la ley?  (Nada era al parecer más importante.  Jesús dio su vida debido a esto.)

3. Oigo a menudo la gente decir, citando a Juan 3:16, que Jesús dio Su vida en la cruz por nosotros porque él "nos ama."  ¿Jesús nos amó a nosotros o amó la ley?  (Al parecer, el amor verdadero para nosotros requiere la preservación de la ley.  Si Dios el Padre nos amara sin ningunos estándares, El habría podido cambiar simplemente las reglas y nos hubiera dejado vivir sin hacer que alguien muriera - mucho menos Su Hijo Jesús.  Solo puedo concluir que hubiera sido algo sin amor que Dios nos diera vida eterna sin preservar la integridad de la ley.  Por esa razón, el acto máximo del amor de Dios por nosotros preservó la ley al mismo tiempo que El nos preservó.)

II. Nuestras Actitudes

A. Lea Romanos 3:27.  ¿Cual debe ser nuestra actitud acerca de otros cristianos?  ¿Debemos pensar que somos mejores cristianos que otros?

1. ¿Si no, por qué no?  (Este versículo nos dice que la vanidad "esté excluida" basado en el principio de que la fe nos salvo, y no fuimos salvos por nuestra obediencia a la ley.  Ninguna obediencia nos hace mejor que a otros, porque todavía no obedecemos perfectamente la ley y por lo tanto "solo tenemos derecho" a la muerte.  Era solamente el sacrificio de Jesús en nuestro favor lo que nos dio la oportunidad para vivir.)

B. Lea Romanos 3:28-30.  ¿Quién es elegible para esta oferta de la gracia y de la vida eterna?  (Todos. Los judíos pensaban que eran especiales.  Tenían una relación especial con Dios.  Sin embargo, si la fe, en vez de nuestros méritos, hace la diferencia, entonces todos los que tengan fe se pueda salvar.)

C. Lea Romanos 3:31. ¿Por qué la justicia por la fe cumple la ley?  (Vea las tres preguntas previas de la sección anterior (I (C)(2-4).)

III. Justicia por la fe

A. Lea Romanos 4:1-3¿Abraham tubo buenas obras?  ¿Él hizo grandes cosas para Dios?

1. ¿Usted le ha dicho alguna vez a Dios que usted esta haciendo algunas buenas cosas para El?  ¿Usted ha pensado alguna vez que Dios debe apreciar todo lo que usted hace para Su reino?

a. ¿Que tiene de malo que Abraham se jactara a Dios sobre lo que él había hecho?  Por ejemplo, Abraham salió de su hogar para seguir a Dios.  No puede Abraham decir a Dios, "Recuerda, yo hice lo que me pidió que hiciera. Salí de mi hogar justo como me pidió."  (Imagínese que yo te di un coche nuevo.  Tu vienes a mí y me dices que brillaste el coche nuevo, pusiste aire en los neumáticos, limpiaste la alfombra con la aspiradora y lo llenaste de gasolina.  ¿Te atreverías a decirme que ahora mereces el coche que te regale?  ¿Dirías que ya te habías ganado el derecho de ser obsequiado con el coche?  Pienso que es lo que está diciendo Pablo aquí sobre la idea de que Abraham se jactara a Dios sobre sus buenos trabajos.)

B. Lea Romanos 4:4-5.  Pablo nos dice que cuando un hombre trabaja, su paga no es un regalo. Él lo ganó. ¿Por qué Pablo hace este argumento?  ¿Por qué no pueden nuestras obras ganarnos cierto mérito ante Dios?  (Galatas 3:17-18. Pablo nos esta diciendo que el pacto original de Dios con Abraham fue que Abraham sería salvado debido a el regalo de Dios a él, y no porque él se lo ganó.  El dar los diez mandamientos no cambió ese regalo.  De manera que, el punto de Pablo es que si la justicia es un regalo de Dios, no debemos comenzar a decir que podemos ganarlo. Si ganáramos cualquier parte de ella, la justicia no sería un regalo.)

C. Vamos a saltar y leer Romanos 4:16-17.  ¿Cuándo Pablo dice que Dios "da vida a los muertos y que llama las cosas que no son como si ya existieran." qué significa con esto?

1. De qué manera Dios "llama las cosas que no son como si ya existieran?"

a. Tiene esto algo que ver con dar "vida a los muertos?"  (Amo este texto. Dios nos llama justos incluso cuando no lo somos.  Como resultado de llamarnos justos , El nos da vida.  Por este medio Dios da vida a los muertos. Esto demuestra que la gracia de Dios es un regalo inmerecido hacia nosotros.)

D. Amigo, Dios le ha ofrecido el regalo de la vida eterna. Usted no lo merece. Pero, debido al grande sacrificio de Jesús por usted, la vida eterna es ofrecida como un regalo gratis.  Lo aceptaras?

IV.  La próxima semana:  La vida en el nuevo pacto.

Traducido por Estrella González