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Sábado à tarde

Ano Bíblico: Lev. 20–22

VERSO PARA MEMORIZAR: "Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a Mim" (Êxodo 19:4).

UM MENINO PEQUENO, um dos sete da família, foi acidentado e levado para o hospital. Na casa dele raramente havia o suficiente para comer. Ele nunca tivera mais do que uma fração de copo de leite. Se o copo estava cheio, era repartido entre duas crianças, e quem bebia primeiro tinha que ser cuidadoso para não beber mais do que devia. Depois que o pequeno garoto foi levado para seu leito no hospital, a enfermeira lhe trouxe um grande copo de leite. Ele olhou demoradamente para o leite e então, lembrando-se das privações em casa, perguntou: ‘Até onde eu devo beber?’ A enfermeira, com os olhos brilhando e um nó na garganta, disse: ‘Beba tudo, criança, beba tudo!’" – H.M.S. Richards, "Free Grace", Voice of Prophecy News, junho de 1950, pág. 4.

Como este menino, era privilégio do antigo Israel, como é nosso privilégio também, beber tudo dos mananciais da salvação. A aliança que Deus estabeleceu graciosamente com Israel no Sinai foi apenas uma formulação e renovação adicional da relação de aliança que Ele havia estabelecido anteriormente com os patriarcas. A lição desta semana destaca a maneira como a aliança de Deus com Israel se relacionava com a redenção do pecado, pois o objetivo final das alianças divinas é estabelecer um relacionamento de salvação com todos os que estiverem dispostos a ser salvos da forma designada por Deus.


Domingo

Ano Bíblico: Lev. 23–25

Sobre asas de águia

Como povo, Israel esteve imerso no paganismo egípcio por longos e difíceis séculos, uma experiência que sem dúvida obscureceu seu conhecimento de Deus, de Sua vontade e bondade.

Como o Senhor poderia recuperá-los para Si mesmo?

Demonstrando a autenticidade de Seu amor por Israel, e isso Ele fez libertando-os poderosamente. Começando a atrair a nação a responder com amor à Sua proposta de aliança. Deus primeiro lembrou a nação dos bondosos atos em seu favor no Sinai.

1. Que duas ilustrações descrevem a maneira como Deus trouxe Israel do Egito até o Sinai?

Êxo. 19:4; Deut. 32:10-12

Deut. 1:29-31; Osé. 11:1

2. O que estas ilustrações ensinaram a Israel (e a nós também) sobre a atitude de Deus para com eles?

Estas ilustrações indicam que nosso Deus conhece bem as nossas deficiências. "Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor Se compadece dos que O temem. Pois Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó" (Sal. 103:13 e 14). Nas figuras da águia e do pai levando seu filho, sentimos a preocupação de Deus pelo nosso bem-estar. Terno, encorajador, protetor, Seu desejo é de nos conduzir à maturidade plena.

"A águia era conhecida por sua devoção incomum aos filhos. Também vivia no topo das montanhas. Quando estava ensinando suas crias a voar, ela as levava nas costas a grandes alturas sobre as planícies do Sinai, e então as soltava sobre o vazio. Se a avezinha ainda era muito jovem e muito confusa para voar, a águia-mãe mergulhava por debaixo dela, tomava-a nas costas e voava de volta para o ninho nos penhascos acima. E foi assim, diz a voz divina, que ‘os tirei do Egito para Mim mesmo’!" – George A.F. Knight, Theology of Narration, pág. 128.

Compare o interesse de Deus por nós com nosso interesse de uns para com os outros. Como o interesse de Deus deveria afetar o nosso interesse pelos outros?

Tendo como base sua experiência pessoal, que ilustrações você usaria para descrever o interesse altruísta de Deus por nós? Crie algumas imagens a partir de suas próprias experiências. Compartilhe suas ilustrações com a classe.


Segunda

Ano Bíblico: Lev. 26 e 27

O padrão de salvação

"Portanto, dize aos filhos de Israel: ‘Eu sou o Senhor, e vos tirarei de debaixo das cargas do Egito, e vos livrarei da sua servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes manifestações de julgamento. Tomar-vos-ei por Meu povo e serei vosso Deus; e sabereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas do Egito’" (Êxo. 6:6 e 7).

3. Que princípio vemos nos versos acima, a respeito do papel de Deus para com a humanidade na relação de aliança? 

A libertação de Israel da escravidão egípcia e a libertação de Noé e sua família do Dilúvio são dois eventos de salvação que encontram destaque nos escritos de Moisés. As duas nos ajudam a compreender a ciência da salvação. Mas é o evento do Êxodo, em especial, que provê o padrão básico.

"A palavra ‘resgatar’ no verso 6 [de Êxodo 6] se refere ao costume no qual um membro comprava de volta ou resgatava da escravidão por motivo de dívida outro membro da família, ou que estava em vias de entrar em escravidão. Aparentemente, Israel não tinha parente terrestre para redimi-lo, mas agora Deus era parente de Israel, seu parente-Redentor." – Bernard L. Ramm, His Way Out (A Saída de Deus), pág. 50.

4. Como você entende a idéia de Deus "resgatando", ou comprando de volta Seu povo da escravidão? Qual foi o preço pago? O que isso nos revela sobre nosso valor? Veja Mar. 10:45; I Tim. 2:6; Apoc. 5:9? 

Em Êxodo 3:8, Deus diz que "desceu" para salvar Israel. Este é um verbo hebraico comum para a interação de Deus com a humanidade. Deus está no Céu, e nós estamos na Terra, e só quando "desce" para a Terra é que Deus pode nos redimir. No sentido mais verdadeiro da idéia, só quando Jesus desceu, viveu, sofreu, morreu e foi ressuscitado por nós é que fomos redimidos. "E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai" (João 1:14) é outro modo de dizer que Deus desceu a fim de nos salvar.


Terça

Ano Bíblico: Núm. 1–3

A aliança no Sinai

O livro de Êxodo chama a atenção do leitor para três eventos importantes. Como três montanhas, o próprio êxodo, o estabelecimento da aliança e a construção do santuário impõem-se sobre os contrafortes dos acontecimentos menores. O estabelecimento da aliança, registrado em Êxodo 19 até 24, era o Monte Everest dos três. Um breve esboço de Êxodo 19 a 24 mostra a seqüência e a relação dos eventos.

1. A chegada e acampamento de Israel junto ao Sinai depois de ser libertado pelo Senhor (19:1 e 2).
2. A proposta de Deus de fazer uma aliança com Israel (19:3-6).
3. A resposta de Israel aceitando a aliança (19:7 e 8).
4. A preparação para receber formalmente a aliança (19:9-25).
5. A proclamação dos Dez Mandamentos (20:1-17).
6. Moisés como mediador da aliança (20:18-21).
7. Os princípios da aliança explicitados (20:22–23:22).
8. A ratificação da aliança (24:1-18).

5. Por que era necessária uma aliança entre Deus e o povo de Israel? Veja Deut. 29:10-13 (novamente note o aspecto relacional da aliança). 

Esta aliança desempenha um papel vital no plano de salvação. É a quarta aliança mencionada na Bíblia (precedida pelas feitas com Adão, Noé e Abraão), e nela Deus Se revela de forma mais completa do que anteriormente, em especial com o estabelecimento do ritual do santuário. Assim, o santuário se torna o meio pelo qual Ele mostra ao povo o plano de salvação que deveriam revelar ao mundo.

Embora tenha redimido Israel da escravidão do Egito, Deus queria que eles entendessem que a redenção tinha um significado maior, mais significativo do que a mera libertação da escravidão física. Ele queria redimi-los do pecado, a escravidão maior, e isto só poderia acontecer através do sacrifício do Messias, como os tipos e símbolos do serviço do santuário ensinavam. Então, não foi por acaso que não muito tempo depois de terem sido redimidos da escravidão e recebido a lei, os israelitas foram instruídos a instituir o serviço do santuário, pois nele Deus lhes revelava o plano da redenção – que é o verdadeiro significado e propósito da aliança. A aliança não é nada se não for uma aliança de salvação, a salvação que o Senhor oferece à humanidade caída. Foi assim no Éden, e também no Sinai.


Quarta

Ano Bíblico: Núm. 4–6

Deus e Israel

"Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança, então, sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é Minha; vós Me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel" (Êxo. 19:5 e 6).

Nestes versos o Senhor está propondo Sua aliança com os filhos de Israel. Embora em certo sentido Deus os tenha chamado, esse chamado não é concedido automaticamente sem a escolha deles. Eles precisariam cooperar. Mesmo a libertação do Egito envolvia cooperação: Se não fizessem o que o Senhor dissera (como colocar o sangue nos umbrais), eles não teriam sido libertados. Era simples assim.

Aqui, também, o Senhor não diz: "Queiram ou não, vocês serão uma propriedade peculiar para Mim e uma nação de sacerdotes". Não é assim que funciona, e não é isso que o texto diz.

6. Leia Êxodo 19:5 e 6, citados acima. Como você entende o que Deus está dizendo sobre a salvação pela fé? A ordem de obedecer ao Senhor de alguma forma invalida o conceito de salvação pela graça? Os textos seguintes ajudam a entender a resposta: Rom. 3:19-24; 6:1 e 2; 7:7; Apoc. 14:12

"Não ganhamos a salvação por nossa obediência; Pois a salvação é dom gratuito de Deus, e que obtemos pela fé. Mas a obediência é fruto da fé. ‘Bem sabeis que Ele Se manifestou para tirar os nossos pecados; e nEle não há pecado’." – Ellen G. White, Caminho a Cristo, pág. 61.

Pense no que o Senhor estava disposto a fazer pela nação de Israel: Ele não só os livrou miraculosamente da escravidão egípcia, mas queria fazer deles Sua propriedade particular, nação de sacerdotes. Fundando o relacionamento com Ele na salvação que Ele efetuou (tanto a temporal, da escravidão egípcia, como a eterna), o Senhor buscava elevá-los a um nível espiritual, intelectual e moral que os tornasse a maravilha do mundo antigo. Tudo com a finalidade de usá-los para pregar o evangelho às nações. Tudo o que eles tinham de fazer, em resposta, era obedecer.


Quinta

Ano Bíblico: Núm. 7 e 8

Promessas, promessas...

"Então, o povo respondeu à uma: Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo" (Êxo. 19:8).

À primeira vista, tudo parece bem. Deus liberta Seu povo, oferece a eles a promessa da aliança, e eles concordam: eles farão tudo o que o Senhor lhes pedir que façam. É um negócio "feito no Céu", certo?

7. Leia os textos a seguir. Que idéia eles nos dão quanto à resposta de Israel à aliança?

Rom. 9:31 e 32

Rom. 10:3

Heb. 4:1 e 2

Em tudo o que Deus nos pede para fazermos, nosso relacionamento com Ele deve ser fundado na fé. A fé provê a base sobre a qual as obras seguem. As obras em si mesmas, por mais puros que sejam seus motivos, não importa quão sinceras e numerosas sejam, não podem nos tornar aceitáveis à vista de um Deus santo. Não podiam no tempo de Israel e também não podem em nossos dias.

8. Se a Bíblia repetidas vezes enfatiza as obras, por que as obras não podem nos tornar aceitáveis à vista de Deus? Veja Isa 53:6; 64:6; Rom. 3:23.

Infelizmente, o povo hebreu cria que a obediência se tornara o meio de sua salvação, não o resultado da salvação. Buscavam justiça pela obediência à lei, não a justiça de Deus, que vem pela fé. A aliança do Sinai – embora vindo com um conjunto muito mais detalhado de instruções e leis – também foi planejado como uma aliança de graça, tanto como todas as alianças anteriores. Essa graça, dada livremente, provoca uma mudança de coração que leva à obediência. É claro que o problema não era a tentativa de obedecer (a aliança requeria que eles obedecessem); o problema era o tipo de "obediência" que eles prestavam, que realmente não era mesmo obediência, como mostrou a história subseqüente da nação.


Sexta

Ano Bíblico: Núm. 9–11

Estudo Adicional

O espírito de escravidão é gerado quando procuramos viver conforme a religião legal, quando nos esforçamos para cumprir as reivindicações da lei por nossas próprias forças. Só existe esperança para nós quando caímos sob a aliança de Abraão, que é a aliança da graça pela fé em Cristo Jesus. O evangelho pregado a Abraão, pelo qual ele tinha esperança, era o mesmo evangelho pregado a nós hoje, pelo qual temos esperança. Abraão dependia de Jesus, que também é o Autor e Consumador de nossa fé." – Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.077.

Para aprender mais sobre o assunto desta semana, leia Patriarcas e Profetas, "O Êxodo", págs. 281-290; "Do Mar Vermelho ao Sinai", págs. 291-302; "Israel Recebe a Lei", págs. 303-314.

PERGUNTA PARA CONSIDERAÇÃO:

Como a relação de aliança foi planejada para manter as liberdades físicas e espirituais de Israel? Veja Levítico 26:3-13; compare com Deuteronômio 28:1-15.

RESUMO: A aliança que Deus formou com Israel no Sinai era uma aliança de graça. Tendo dado abundante evidência de Seu gracioso amor e cuidado por uma extraordinária libertação da escravidão egípcia, Deus convidou a nação para entrar em aliança com Ele, e essa aliança manteria e promoveria sua liberdade. Embora Israel houvesse respondido afirmativamente, faltava a eles uma fé verdadeira motivada pelo amor. Na sua maior parte, eles falharam em entender a verdadeira natureza da aliança e a corromperam, tornando-a um sistema de salvação pelas obras. Não precisamos seguir o fracasso de Israel e ignorar a graça maravilhosa que foi oferecida aos pecadores.

 

Auxiliar e Comentários Adicionais


Esboço

Texto-chave: Êxodo 19:4

Objetivos:

1. Descrever a relação de Deus com Israel.

2. Ilustrar a aliança do Sinai.

3. Entender o papel da lei na aliança do Sinai.

Esboço:

I. O "Pai" de Israel

A. Entendendo as debilidades humanas.

B. O papel de um pai compassivo.

C. Parente redentor.

II. O papel de Deus na aliança

A. O Libertador de Israel.

B. Juiz e Redentor.

C. Senhor Deus de Israel.

III. Responsabilidades de Israel na aliança

A. Viver como exemplo aos outros.

B. Obedecer à palavra de Deus.

C. Ensinar aos outros a oferta de salvação de Deus.

Resumo:

Depois de ter vivido em meio à religião egípcia, onde a salvação era comprada pelas obras da mão humana, Israel perdeu de vista quem era Deus na verdade. Eles criam que a obediência a Deus era sua salvação, e que a redenção dependia de serem bons, e não da relação pessoal com Deus.

Comentário

"Quando uma águia quer ensinar os filhotes a voar..., ela cutuca uma das pequenas aves com o bico, empurrando-a para fora do ninho. A pequena começa a cair, e a grande águia voa para debaixo dela, estende as asas, apara a pequena nas costas e passa a voar com ela até cerca de mil metros de altura.

"Quando você mal consegue ver a águia como um ponto no céu, ela se vira lateralmente, e a pequena ave cai, debatendo-se talvez por trezentos metros.

"Enquanto isso, a águia circula em torno do filhote e por baixo dele, pega a aguiazinha nas asas e sobe com ela novamente para as alturas. Depois que a águia lança o filhote novamente e o deixa cair, a avezinha desce cada vez mais – às vezes a menos de trinta metros do chão.

"Novamente, a grande águia recolhe a pequena nas costas e sobe outra vez a mais de mil metros. Pouco a pouco, a aguiazinha aprende a voar. A águia sabe quando a pequena ave está cansada; então ela recolhe a aguiazinha para o ninho, empurra a próxima e começa tudo outra vez." – Paul Lee Tan, Encyclopedia of 15,000 Illustrations, págs. 3.050 e 3.051.

I. Sobre asas de águia

Com ternura e determinação, a Águia da Montanha da eternidade empurrou a pequena águia hebréia para fora do elevado ninho da opressão egípcia. No Mar Vermelho, a aguiazinha entrou em pânico quando ouviu o deserto trovejar com a aproximação das rodas das carruagens da injustiça. Com fé tremulante, a avezinha viu duas volumosas paredes de água abrir-se em atenção gloriosa, saudando a onipotência da Águia majestosa. Entre as brilhantes paredes de água, uma estrada seca fora aberta de forma sobrenatural, apontando para a trêmula aguiazinha a passagem segura.

II. O padrão de salvação

Assim como no hebraico a expressão go’el, em Êxodo 6:6, revelava Cristo como o Parente Remidor de Israel, existem quatro expressões gregas no Novo Testamento que ampliam o sentido de Cristo como nosso Parente Remidor: "Existem quatro palavras diferentes para ‘redenção’ no Novo Testamento grego. É extremamente importante entendermos essas quatro palavras. ...

"As quatro palavras gregas utilizadas pelo Novo Testamento para denotar ‘redenção’ são: agoridzo, exagoridzo, lutroo e apolutrosis. ...

"A primeira palavra para ‘redenção’ [agoridzo] nos diz que Jesus Cristo veio à Terra para nos localizar na depravação e inspecionar pessoalmente nossa escravidão a Satanás.

"A segunda palavra para ‘redenção’ (exagoridzo) declara que Jesus não veio apenas inspecionar nossa condição, mas veio para nos libertar permanentemente do poder de Satanás.

"A terceira palavra para ‘redenção’ (lutroo) nos diz que Jesus estava tão dedicado a nos libertar do domínio de Satanás que Se dispôs a pagar o preço do resgate com Seu próprio sangue. ...

A quarta palavra para ‘redenção’ (apolutrosis) nos diz que, além de nos libertar permanentemente do poder de Satanás, Jesus nos restaurou à posição de... co-herdeiros com o próprio Jesus Cristo (Rom. 8:17)." – Rick Renner, Dressed to Kill: A Biblical Approach to Spiritual Warfare and Armor, págs. 47 e 60. (Estude I Cor. 6:20; Gál. 3:13; 4:4 e 5; Efés. 1:7; Tito 2:14; I Pedro. 1:18 e 19; Apoc. 5:9).

III. A aliança no Sinai

Na aliança no Sinai (Êxo. 19:5 e 6), Yahweh revelou três elementos centrais quando falou ao antigo Israel a respeito da Sua vontade para com eles. O primeiro foi quando Deus expressou o desejo de fazer da nação hebraica uma propriedade peculiar. "Em contraste com outros tipos de propriedades, isto é, que não podiam ser movidas, como imóveis, Israel se tornou, pelo amor e afeição de Deus, Seu tesouro portátil." – Hasel, pág. 70.

O segundo ponto dessa aliança foi que Yahweh tinha o desejo de fazer de Israel um reino de sacerdotes. Em outras palavras: "Cada israelita, de uma forma ou outra, deveria atuar como agente sacerdotal de Deus para levar bênçãos às nações do mundo inteiro e ministrar às suas necessidades." – Hasel, pág. 71. O terceiro propósito dessa aliança destacava o plano de Yahweh de que Israel fosse uma nação santificada. Em essência, o Israel da aliança da graça deveria tornar-se uma entidade sagrada. Sabendo antecipadamente que o antigo Israel logo romperia o acordo da aliança em Êxodo 19:7 e 8, Yahweh firmou a aliança do Sinai. Por quê? (Estude Êxodo 32.)

IV. Deus e Israel

"E agora, se vocês ouvirem com segurança a Minha voz, e guardarem a Minha aliança, vocês se tornarão um tesouro especial para Mim, entre todas as nações, porque toda a Terra é Minha. E vocês vão se tornar um reino de sacerdotes para Mim, uma nação santa. Estas são as palavras que vocês devem falar aos filhos de Israel." – (Êxo. 19:5 e 6), The Interlinear Hebrew-English Old Testament, vol. 1, pág. 192.

"O Evangelho é a Lei desdobrada, nem mais nem menos. ... A lei aponta para Cristo; Cristo aponta para a Lei. O Evangelho chama os homens ao arrependimento. Arrependimento de quê? – Do pecado. E o que é pecado? – É a transgressão da Lei. Então, o Evangelho chama os homens... de volta à obediência à Lei de Deus." – Ellen G. White, "A Lei e o Evangelho", Signs of the Times, 25 de fevereiro de 1897.

V. Promessas, promessas...

"Se a fé e as obras adquirissem o dom da salvação para alguém, o Criador estaria em obrigação para com a criatura. Eis aqui uma oportunidade para a falsidade ser aceita como verdade." – Ellen G. White, Fé e Obras, pág. 20.

"Não é fé mais obras; não é fé ou obras; é fé que produz obras." – Anônimo, compilado por Frank S. Mead, 12,000 Religious Quotations, pág. 129. "A fé e as obras são como a luz e o calor de uma vela; não podem ser separados. A fé sem as obras é como um pássaro sem asas; embora possa pular sobre o solo, nunca vai voar para o céu. – Mas quando as duas se juntam, então a alma chega ao seu descanso eterno." – Joseph Beaumont, compilado por Frank S. Mead, pág. 130.

Estudo Indutivo da Bíblia

Textos: Êxodo 19:8; Salmo 103:13 e 14; Isaías 29:13; Hebreus 9:11

1. Deus reconhece nossa fraqueza (Sal. 103:13 e 14). Significa que Deus desculpa o pecado? Sabemos que Deus perdoa os pecados. Qual é a diferença?

2. A idéia da vinda de Deus ao nosso nível humano é mais evidente no Novo Testamento, e as pessoas geralmente entendem que Deus era distante e inatingível no Antigo Testamento. Esta idéia é correta?

3. Muitas instruções dadas a Israel depois do Êxodo podem parecer sem sentido e antiquadas para a pessoa moderna, e é claro que pelo menos algumas delas não se aplicam hoje. Como os regulamentos e cerimônias dadas depois do Êxodo funcionavam para ensinar as lições que Deus queria que eles conhecessem? Como sabemos que ainda podemos aplicar à nossa vida hoje?

4. Muitos comentaristas da Bíblia consideram a promessa coletiva de Israel obedecer a Deus (Êxo. 19:8) como jactanciosa e equivocada. Neste caso, por quê? Você teria alguma resposta mais apropriada? Qual é a diferença entre a obediência verdadeira e a obediência falsa ou equivocada?

Testemunhando

Ellen G. White escreveu em O Desejado de Todas as Nações: "Não é possível explicar a ciência da salvação; pode-se, no entanto, conhecê-la pela experiência." – Pág. 495.

A Associação de Washington da Igreja Adventista do Sétimo Dia, na Divisão Norte-Americana, deu aos Pastores Greg Nelson, Shasta Burr e suas famílias uma missão: fundar uma igreja no coração do centro da cidade de Seattle. As duas famílias sentiram que se quisessem alcançar o povo de lá, teriam que viver entre eles.

Sendo difícil conhecer as pessoas em um ambiente urbano, Shasta, Greg e suas famílias inventaram um "Lanche de Gente Interessante". Eles convidam pessoas que conhecem nos elevadores e nas lojas do bairro para um lanche em seu apartamento.

Durante o encontro, sempre alguém pergunta o que Shasta e Greg fazem para viver. Seattle é conhecida como um ambiente inovador, e eles respondem: "Nós somos pastores de uma igreja inovadora. Então eles falam de seu desejo de criar relacionamentos e desenvolver uma comunidade segura de crentes.

Em essência, os Pastores Shasta e Greg estão atraindo o povo para Deus. Deus atraiu os israelitas a um relacionamento pessoal com Ele pela experiência do Êxodo. Ele então continuou aquele relacionamento por meio dos rituais do tabernáculo.

Deus fez o mesmo com você. Primeiro, Ele o atraiu para longe da escravidão do pecado e então, para um crescente relacionamento pessoal com Ele.

Precisamos ver nossa vida como um ministério. As pessoas com quem interagimos diariamente são nosso campo missionário. O que você pode fazer (pense em gente de fora da Igreja) para atrair as pessoas a Jesus Cristo?

Aplicações à vida diária

Ponto de Partida:

Na última semana de 1999, o site "salon.com" divulgou uma matéria intitulada: "Galeria da Vergonha". Nela eram apresentados os dez esportistas que mais tinham desonrado os esportes naquele ano. A lista tinha de tudo, desde gente presa por assassinato a gente apanhada com drogas. Eram pessoas que haviam feito um contrato com seus times e fãs; que tinham começado carreiras com as melhores intenções de jogar bem, viver honradamente e se provarem merecedoras dos contratos assumidos.

Perguntas para consideração:

1. Antes de entrar em contrato com alguém, é importante conhecer o caráter da pessoa. Por que o caráter de Deus nos faz sentir seguros para entrar em relação de aliança com Ele? Você acha que Ele examina o nosso caráter antes de começar um relacionamento conosco? Explique.

2. Na maioria das sociedades, os benefícios para ambos os partidos são iguais. Porém, quando Deus entra em sociedade com um ser humano pecaminoso, a relação começa terrivelmente desequilibrada – Deus entra na sociedade com muito mais do que poderíamos contribuir. Como é possível ser súdito dEle e ter o privilégio de estar em sociedade com Ele? Explique.

Perguntas de aplicação:

1. Antes de assinar um contrato, você deveria ler todas as cláusulas e especialmente aqueles detalhes escritos em letras pequenas. Mas quando faz uma aliança, Deus é muito claro. Não existem cláusulas escondidas nem declarações nas entrelinhas. Suas palavras são uma série de afirmações definitivas, geralmente no futuro (por exemplo, veja Êxo. 6:6 e 7). Em resposta, o que você traz para dentro da sociedade? Se estivesse no lugar de Deus, você se sentiria à vontade de entrar em sociedade com alguém como você mesmo?

2. Os contratos são adaptados para atender as partes envolvidas, o tipo de negócios, etc. Como Deus adaptou a aliança com você? Como você demonstra apreciação pelas "cláusulas especiais" que Ele fez no caso de você quebrar o contrato? O papel de Deus como seu amigo afeta o papel dEle como sócio? Existe algum conflito entre os dois papéis? Explique.

LIÇÃO 7 – ALIANÇA NO SINAI

Pastor José Alfredo Torres Pereira

O povo de Deus, após a libertação do Egito, foi guiado pelo Senhor ao Monte Sinai, situado na península montanhosa da Arábia, entre os golfos de Suez e de Áqaba. Foi no deserto de Sinai que houve acontecimentos notáveis, que se acham registrados nos primeiros livros da Bíblia: Deus apareceu a Moisés por entre as chamas de uma sarça ardente; ali ficaram acampados os israelitas durante muitos meses, quase um ano, em frente ao Monte Sinai; nesse período, levantou-se o censo de toda a congregação dos filhos de Israel; a aliança de Deus com Israel foi ratificada; Moisés esteve a sós com Deus no Monte Sinai e, ao descer, contou ao povo todas as palavras do Senhor. Então o povo respondeu a uma voz: ‘Tudo o que falou o Senhor, faremos’.

Desse modo foi renovado o concerto ou aliança, e todas as palavras foram escritas por Moisés em um livro. Até aqueles dias eles eram conhecidos como as tribos de Israel. A partir de então, passaram a constituir-se uma nação, da qual Deus Se tornou o Rei. O sistema de governo dessa nação é conhecido como teocracia, que é uma nação governada diretamente por Deus. A lei moral contendo os Dez Mandamentos representa o caráter de Deus e é a expressão de Sua vontade. Essa lei foi escrita "pelo dedo de Deus" em duas tábuas de pedra e revela o padrão do governo divino, constituindo-se, por conseqüência na lei fundamental do Estado. Até nossos dias o Decálogo tem sido inspiração e base referencial para as leis civis de grande parte das nações. Quanto às leis cerimoniais, escritas num livro por Moisés, tinham o objetivo de ensinar a respeito da salvação por intermédio do sacrifício expiatório do Salvador, prefigurado pelos sacrifícios de animais no santuário terrestre.

Os israelitas receberam no Sinai a manifestação gloriosa do propósito que o Senhor tinha quanto a terem consciência de suas transgressões, sentirem seu verdadeiro estado de carência de amparo, seguido do reconhecimento da necessidade de salvação. Bem sabemos que o homem que não se reconhece como pecador também não verá necessidade de procurar salvação.

Antes do Êxodo, os israelitas, na condição de escravos, sentiam dificuldade na adoração de Deus. Ao clamarem por libertação foram atendidos pelo Senhor, que com eles renovou a aliança feita com Abraão. Empreenderam, então uma jornada que terminaria numa terra longínqua onde pudessem observar livremente os mandamentos de Deus.

Metodologia divina

A aliança no Monte Sinai propõe um privilégio gratuito e requer uma responsabilidade assumida. Sabe-se que todo privilégio implica sempre uma responsabilidade. A proposta de Deus é real e Ele espera a aceitação por parte do homem. Este, em primeiro lugar manifestará sua disposição de ser salvo, para depois entrar no relacionamento de salvação, provida na pessoa de Jesus Cristo.

A Palavra de Deus apresenta o avanço e o retrocesso espiritual de Israel ao longo de sua peregrinação na Terra, entrando no processo de apostasia ao desviar-se dos objetivos acertados na aliança firmada no Monte Sinai. A apostasia pode ser comparada ao campo magnético que desvia o rumo certo da bússola, desviando o viajante do seu rumo. Foi dessa maneira que a influência do paganismo à volta de Israel lhe obscureceu a mente e o desviou de Deus. Mesmo assim, sucessivas vezes o Senhor mostrou-Se compassivo, misericordioso e bom, aceitando o arrependimento de Seus filhos. Ainda hoje o Senhor é o mesmo, porque Se importa com o pecador que O busca e lhe tira a culpa do pecado, perdoa e esquece.

Convém notar que a metodologia divina se aplica de modo gradativo: Primeiro o ensinamento através da lição do êxodo, a seguir veio o ensinamento por meio da aliança no Sinai, e depois o ensinamento através do tabernáculo ou santuário.

O padrão da salvação

Deus prometeu livrar os israelitas mediante resgate. O escravo era resgatado pelo senhor e passava a obedecer a quem o resgatou. Deus efetuou o pagamento da dívida de Seus filhos e o preço pago foi tão alto que seu valor excede a todos os valores humanos convencionais.

Com o estabelecimento do sistema de cerimônias e sacrifícios, Deus quis ensinar o padrão da salvação. Mais que livramento da escravidão física, Ele visava ao livramento espiritual do homem. Só que, naturalmente, há um custo para a alforria. Quem quiser ficar livre do pecado tem de pagar o preço correspondente. No santuário terrestre, esse preço foi pago por criaturas inocentes que tinham de ser oferecidas em sacrifício, obedecendo a um bem elaborado sistema, provido por Jeová-jireh (o Senhor proverá). Abraão deu esse nome ao local onde o Senhor providenciou o carneiro para o holocausto.

O significado da aliança feita no Monte Sinai deixa claro que é imprescindível a participação das duas partes interessadas: Deus e Israel, de comum e pleno acordo. Disso pode ser uma ilustração a brincadeira infantil do mestre e o aluno. Aquele pergunta a este: "Você fará tudo o que seu mestre mandar?" E o aluno responde: "Sim, farei, mestre."

A proposta vem de Deus.

A atitude vem do pecador.

Deus oferece a salvação.

O pecador responde com a aceitação.

A origem está na giraça – "Sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus" (Rom. 3:24).

O método encontra-se na "Justificados, pois, mediante a fé, tenhamos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Rom. 5:1).

O meio é o sangue "Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo Seu sangue, seremos por Ele salvos da ira" (Rom. 5:9).

A evidência acha-se nas obras – "Verificais que uma pessoa é justificada por obras, e não por fé somente" (Tiago 2:24).

A atitude comportamental do pecador perdoado deverá ser:

Fazer mais do que ler a Palavra de Deus – absorver seus ensinamentos.

Fazer mais do que ouvir a voz do Senhor – escutar o "assim diz o Senhor".

Fazer mais do que escutar entender Sua aliança, Sua Lei.

Fazer mais do que olhar ao "Autor e Consumador da fé" (Jesus) – imitar Sua obediência ao Pai.

Fazer mais do que "tocar pela fé" – seintir Seu amor.

Fazer mais do que desejar sua salvação – tornar real sua adoção de filho de Deus pela aceitação de Jesus como seu Salvador pessoal.

Fazer mais do que pregar as verdades bíblicas – vivê-las com intensidade.

Motivação para obedecer

Na experiência humana muitas vezes usa-se um pretexto a fim de explicar alguma coisa. Ora, o pretexto nada mais é do que uma desculpa. Pretextar é alegar algo que todo mundo sabe que não é verdadeiro, mas é uma evasiva, uma saída. Isso lembra o "faça de conta". Outrossim, o motivo se fundamenta numa realidade, numa causa justa e consensual, portanto, aceitável. Ao homem, qual é a motivação válida? A Deus qual a aceitável?

O cristão sabe que a obediência depende da motivação, entre outras coisas. Basta lembrar a oferta de Abel e a oferta de Caim. Este pretextou ser melhor apresentar o que, na sua opinião, Deus aceitaria. Fez o que lhe "deu na cabeça". Abel, no entanto, restringiu-se ao que Deus pedira a ambos e fez a oferta de modo correto. Isso é motivação para obedecer. E você, meu irmão e minha irmã, quanto tem pretextado ao Senhor? Sua motivação é uma constante na vida?

Evitar o legalismo é preciso

Em que pese haver inúmeras advertências na Palavra de Deus contra o perigo dos extremos em matéria de religião, ainda hoje há alguns que, como nos tempos antigos, vivem como legalistas entre o povo de Deus. A presença do legalismo cego e radical é responsável por uma infinidade de problemas no meio da igreja. Se o assunto a debater for mera imposição de idéias pessoais ou interpretações equivocadas, é preciso romper decididamente com esse embaraço, evitando assim facções, divisão de opiniões e rachaduras na harmonia fraternal. O filho de Deus não se deve prestar a esse tipo de obra deletéria porque é desagregadora. Todos temos de cuidar de nós mesmos para não dar vez à obstinação. A Bíblia se pronuncia a respeito: "A rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar" (I Sam. 15:23). A quem couber vencer a luta contra o legalismo, vale lembrar o dístico da bandeira do Estado de Minas Gerais: "Libertas quae sera tamem" (a liberdade ainda que tarde). Ver Heb. 13:20 e 21; I Ped. 1:18-21 e João 8:32.

Amado irmão e irmã: Qual sua posição a respeito? Qual sua convicção? Qual sua disposição para obedecer?

 

Aliança no Sinai

Lição 07 –  08 a 15/02/03

 

                Este é o comentário semanal de estudos especiais sobre a Bíblia. Nos meses de Janeiro a Março abordaremos o tema geral “A promessa: a eterna aliança de DEUS”. A temática possibilitará treze excelentes estudos sobre a afinidade de DEUS conosco, como Ele nos ama, e como podemos ser amigos d’Ele. São temas preparatórios para vivermos na presença visível de DEUS, logo após O Senhor nos salvar.

 

 

                “Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a Mim” (Êxodo 19:4).

 

                O estudo desta semana não pode ser facilmente classificado quanto a importância. Ele é de suprema importância, e mais que isso. Talvez a palavra “vital” seja uma boa aproximação. Nesses dias finais, é realmente vital entender a questão da aliança no Sinai. É necessário desmistificar que essa foi uma aliança exclusiva com os judeus, e também que ali o sábado foi estabelecido pela primeira vez, e que é apenas para os judeus. Também é necessário entender que os Dez Mandamentos não são a lei de Moisés. É preciso entender que no Sinai houve uma ratificação da Lei de DEUS e o retorno do povo a essa Lei.

                Para facilitar o estudo da semana, tenhamos na mente a sucessão de fatos da história relacionada ao pecado, até o Sinai.

ð        ð        DEUS sempre existiu, Ele não teve início, e não tem fim.

ð        ð        DEUS sempre foi o mesmo, nunca mudou e nunca vai mudar, sendo Ele perfeito, nem deve mudar. A perfeição não pode ser ainda mais perfeita.

ð        ð        Tudo o que DEUS faz é perfeito, e é feito segundo o Seu caráter, onde se encontram os princípios do amor (I João 4:8).

ð        ð        O funcionamento de tudo o que DEUS faz retrata os princípios do que Ele é, ou seja, todas as coisas funcionam segundo a perfeição do amor (exceto onde o amor foi rejeitado, como aqui na Terra).

ð        ð        DEUS é amor, e essa é a Sua Lei, ou seja, no resumo dos Dez Mandamentos, consta amar a DEUS e amar ao próximo (ver S. Mat. 22:37 a 40).

ð        ð        Antes do Sinai não havia os Dez Mandamentos escritos, isso é óbvio. No entanto, em absoluta coerência com o amor, jamais, em tempo algum, foi permitido o seguinte:

·         ·         1. Que se adotasse outro deus;

·         ·         2. Que se construíssem imagens de escultura;

·         ·         3. Que se usasse mal o nome de DEUS;

·         ·         4. Que o sábado não fosse santificado;

·         ·         5. Que se desonrasse o pai e a mãe;

·         ·         6. Que se matasse;

·         ·         7. Que se adulterasse;

·         ·         8. Que se roubasse;

·         ·         9. Que se mentisse;

·         ·         10. Que se cobiçasse.

Portanto, os dez princípios sempre existiram, sempre estiveram nas mentes e nos corações das criaturas inteligentes, a tal ponto que, antes do pecado, essas criaturas nem conheciam o mal. Não havia a prática de qualquer das proibições da Lei de DEUS, antes que o sistema de pecado se manifestasse. E pecado é desobediência à lei, sem lei não há pecado.

Observa-se que o pecado de satanás, pelo que ele foi expulso do Céu, foi a desobediência aos seguintes mandamentos, pela ordem: (1) cobiça – ele queria ser como DEUS; (2) ter outro deus diante de DEUS, que era ele mesmo, Lúcifer; (3) Lúcifer passou a mentir no Céu, insinuando blasfêmias contra DEUS e contra JESUS; (4) Nisso ele usou mal o nome de DEUS: (5) Arrojou-se contra o amor de DEUS, cujo centro é o sábado, que ele combate até hoje, e o combaterá até o final da guerra entre ele e DEUS; (6) desonrou seu Criador, que é seu Pai; (7) Instituiu o sistema de prostituição espiritual, misturando mentiras com verdades, com o intuito de enganar; (8) Intentou matar, o que conseguiu a partir de Adão e Eva, que já morreram, mas inculcou a morte nele mesmo e em seus anjos; (9) quis roubar o trono de JESUS, e roubou o domínio de Adão e Eva; (10) Formou dele mesmo um ídolo para si, a egolatria. Lúcifer desobedeceu a todos os mandamentos, antes mesmo que estes fossem escritos em tábuas de pedra. Pelo óbvio, amor é sinônimo de Dez Mandamentos, ou seja, amor é sinônimo de (a) amar a DEUS; (b) amar ao próximo, e esses dois princípios, que nos dizem a quem amar não podem subsistir em nossa vida se desobedecermos a algum dos Dez Mandamentos. Isso é absolutamente óbvio, e está escrito na Bíblia (ver Mateus 22:40; Romanos 13:8 a 10; I João 2:3 a 6; 5:3; II João 5 e 6).

ð        ð        Adão e Eva foram criados nas condições do amor, ou seja, sob os critérios dos Dez Mandamentos, que sempre estiveram embutidos, por óbvio, no princípio do amor. Isto é verificável por si mesmo, como acima demonstrado; e por ser a Lei de DEUS eterna, porque o próprio DEUS é eterno.

ð        ð        Com a desobediência no caso do fruto proibido, Adão e Eva desobedeceram dois mandamentos, a saber: o primeiro mandamento, pois tornaram satanás o seu deus, tendo-o obedecido em suas sugestões, e o quinto, pois desonraram a DEUS que foi seu Pai e também Criador. Adão e Eva não tiveram pais biológicos, só o Pai Criador.

ð        ð        Desde então, as alianças que DEUS vem propondo, sempre tiveram como critério principal a Lei do Amor, ou seja, os dois grandes mandamentos, ou ainda, os Dez Mandamentos. Ele explicitou a Lei do Amor em forma de Dez Mandamentos para que o ser humano, agora tendo desenvolvido a maldade, tivesse orientações detalhadas de como evitar desobedecer o amor. Cada um dos Dez Mandamentos refere-se a como proceder para amar, tanto a DEUS quanto o próximo. Por isso essa lei, ao contrário da Lei Cerimonial, é eterna, tal como o amor também é eterno.

ð        ð        Desde o princípio, Lúcifer, depois satanás, vem combatendo a Lei de DEUS. Isso é evidente, pois no desejo de possuir o trono de JESUS, teria que questionar os critérios de governo do Céu, que estão fundamentados no amor. Na batalha da Cruz, foram justamente esses os critérios que JESUS reafirmou, obedecendo, isto é, amando até a morte. Ele obedeceu aos Dez Mandamentos na íntegra, por isso foi aprovado para ser Salvador do mundo. Até no seu sepultamento houve respeito quanto ao dia de sábado (ver Mateus 28:1; Marcos 16:1 a 8; Lucas 24:1 a 12 e João 20:1 a 10) No conflito contra a Lei, satanás criou a história da ressurreição como motivo para mudar a santificação do sábado para o domingo. Como disso nada consta na Bíblia, nem autorizando a mudança, nem que houvesse tal mudança, ele a fundamentou no poder da tradição, e por esse caminho, qualquer coisa não bíblica pode ser adotada, porém, será falso se contrariar a Bíblia, por ela ser a palavra de DEUS. Assim ele continuou tentando eliminar a Lei de DEUS dos corações da humanidade. Por enquanto não está conseguindo, pois há um remanescente que não dobra seus joelhos senão ao Criador e honra toda a Lei de DEUS conforme seus eternos princípios.

ð        ð        Entre a queda de Adão e Eva e o Sinai, houve muitos ataques de satanás. Como também hoje é, naqueles tempos, seu intento era anular a Lei de DEUS. Ele atacou os antediluvianos com forte imoralidade e violência entre eles. A imoralidade consiste na desobediência do sétimo mandamento e também do décimo, levando ainda facilmente a mentir. No entanto, a imoralidade afronta o quinto mandamento, que desonra os pais, e quebra totalmente o primeiro e o segundo mandamento, que se refere a DEUS como o único e ao Seu puro nome. E, quem é imoral deseja a intimidade com DEUS pelo quarto mandamento? Por sua vez, pela violência, o amor desaparece, e o amor é justamente a íntegra da Lei de DEUS, em todos os seus mandamentos. Assim satanás foi atacando a Lei de DEUS, antes do dilúvio e após ele. A violência e a crueldade reinante nos dias de hoje são a intensificação doa taque a essa Lei, cuja estratégia utiliza principalmente a televisão.

ð        ð        No Sinai, DEUS, ao escrever com Seu próprio dedo os Dez Mandamentos que compõe os requisitos do amor, e que, se um deles faltar, desaparecem todas as condições para a manifestação do amor, Ele, com máxima expressão, confirmou, como num ato de guerra, a validade dos Dez Mandamentos, que naqueles tempos, bem poucos ainda obedeciam. Ele escreveu em tábuas de pedra, numa solenidade impressionante, dizendo assim a satanás e seus anjos, à humanidade, ao povo de Israel, e a todo o Universo, que essa Lei estava valendo, e que não seria jamais alterada. Escreve-la por duas vezes, em tábuas de pedra, de próprio punho, numa solenidade de manifestações de impressionante poder, é algo significativo (ver Êxodo cap 19). Portanto, no Sinai a Lei não foi dada, ela foi explicitada em dez itens, mas o amor, para existir, sempre necessitou da obediência a esses itens. Isso vem sendo assim desde a eternidade anterior.

ð        ð        No Sinai não foi a maior manifestação a favor da Lei de DEUS. Embora algo impressionante, houve outra manifestação bem mais significativa. Aconteceu quando o próprio Filho de DEUS Se manifestou entre os homens e em toda a Sua vida obedeceu a todos os mandamentos da Lei, e exortou que também o fizéssemos (ver Mateus 28:18 a 20). Na cruz está o auge dessa ratificação. Nem mesmo a pior de todas as mortes – JESUS não somente sofreu a dor física, essa todos sofriam, mas sofreu a dor espiritual da culpa de todos os seres humanos que foram colocados sobre Ele, coisa assim ninguém jamais suportou – e mesmo assim, até a última gota de sangue, até o seu último pensamento, manteve-se fiel aos Dez Mandamentos.

Nos itens acima se resume a importância do estudo dessa semana. Tenha assim bom proveito.

 

 

                Sobre asas de águia

 

 

Israel teve uma experiência difícil. Vejamos em forma de itens:

ð        ð        Abrão foi peregrino em terra estranha toda a sua vida.

ð        ð        Isaque teve a mesma sorte, assim como Jacó e sua família.

ð        ð        Os descendentes da família de Jacó foram escravizados no Egito.

ð        ð        Ali eles foram submetidos a idolatria que se manifesta ainda hoje, a adoração ao sol, um simples astro, e a muitos outros deuses. Havia ali o obelisco, símbolo pagão de adoração ao sol e aos órgãos sexuais, o paganismo mais aviltado.

ð        ð        Eles passaram pelo fogo da aflição, por um lado, sendo escravos, por outro, vivendo num ambiente de uma cultura de adoração totalmente diferente da deles.

ð        ð        Isso os fez sofrer muito. Parte do povo adotou a idolatria, outros se tornaram indiferentes, e uns poucos lutavam por se manterem fiéis ao Criador.

ð        ð        Quando estavam na pior condição de idolatria, DEUS os retira dali com um poder que jamais foi visto na Terra.

ð        ð        No Sinai, Ele os reconduz à verdadeira adoração, dando-lhes a Lei de DEUS, que haviam praticamente esquecido, em forma mais detalhada para que entendessem bem como se ama a DEUS e como se ama o próximo.

ð        ð        Nós, hoje, estamos nas mesmas condições daquele povo no Egito. Precisamos mais do que nunca de um Salvador. A idolatria está em toda parte, a imoralidade tornou-se algo normal, e, no entanto, no meio disso tudo, um pequeno povo tenta adorar a DEUS em espírito e verdade. A história da redenção de Israel do Egito nos serve de precedente para a salvação dos fiéis adoradores desse mundo.

DESU aqui precisa mais uma vez ser visto como um Pai. Ele ama seus filhos e seu povo. DEUS, naquele tempo, libertou seu povo amado, os protegeu no deserto. De dia, uma nuvem que fazia sombra, e a temperatura debaixo da nuvem era agradável. De noite, a nuvem iluminava e aquecia, mantendo as condições agradáveis, apesar do deserto. Uma proteção impressionante, coisa de Pai para filho. DEUS amou Israel, seu pequeno filho, com o qual queria estender seu amor ao mundo todo. Por isso lhes deu a Lei do Amor, os Dez Mandamentos bem detalhados, para que soubessem também amar. Não seria justo eles apenas serem amados, e não saberem como amar. DEUS estava ensinando, pela Lei, como se ama ao próprio DEUS, e como se ama ao próximo. Ela estava preparando uma nação de pessoas felizes. Ele queria uma grande família de pessoas cuja ética era o amor, cuja estratégia era serem felizes, cujo objetivo era tornar o mundo inteiro voltado para o amor de DEUS. Como DEUS é bom. Foi para isso que resgatou Israel do Egito e lhes detalhou o amor em dez itens. Assim como o amor é eterno, esses dez itens também o devem ser.

 

 

O padrão de salvação

 

“Portanto, dize aos filhos de Israel: ‘Eu sou o Senhor, e vos tirarei de debaixo das cargas do Egito, e vos livrarei da sua servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes manifestações de julgamento. Tomar-vos-ei por Meu povo e serei vosso DEUS; e sabereis que Eu sou o Senhor, vosso DEUS, que vos tiro de debaixo das cargas do Egito’” (Êxo. 6:6 e 7).

 

                O planejamento é algo que me fascina. Como sou da área da administração, naturalmente o planejamento é o conhecimento que nos faz ir adiante com disciplina, mais certeza e ordem, tendo objetivos, sabendo as estratégias a adotar. Quanto melhor o planejamento, melhor o plano, melhor tende a ser a administração dos fatos, isto é, das trajetória do trabalho. Planejar é a atividade humana que requer grande conhecimento e inteligência, pois tem a ver com o que faremos no futuro, à medida em que ele se tornar presente, e sempre tendo o foco no futuro. Evidentemente não se planeja para o passado.

                O planejamento humano contém muitas falhas. Nós não temos a capacidade de conhecer o futuro. DEUS, por sua vez, sendo onisciente, conhece o futuro. Portanto, ele tem a capacidade de planejar sem cometer erros. Seus planos são absolutamente seguros, embora, a participação do ser humano possa fazer com que os elementos condicionais desses planos sejam alterados, nesse caso, sempre para pior. Como não somos máquinas, e DEUS nos concede participação no desenrolar de seus planos, essa participação pode prejudica-los quanto ao que deveria acontecer conosco, mas jamais chegará ao ponto de impedir que os planos de DEUS não se cumpram.

                No caso de Israel, DEUS tinha um plano de longo prazo em mente. Ele o anunciou a Abrão e Sarai, desde o tempo em que pediu que eles saíssem da terra de seus parentes. Ele iria dar uma terra nova para eles. Essa terra os descendentes de Abraão receberam apenas 400 anos depois. E isso estava previsto.

                Havia a necessidade da maldade dos cananeus chegar ao ponto de uma intervenção, e DEUS conhecia esse tempo. Por outro lado, havia a necessidade de fazer crescer um grande povo para habitar nessa terra, e DEUS sabia quanto tempo era necessário para isso. Por tais razões, o Eterno chamou Abrão , e não outro servo, séculos depois.

                DEUS planejou desenvolver sua nação dentro do Egito. Lá eles seriam oprimidos por longo tempo, mas de lá sairiam com impressionantes manifestações do poder do DEUS superior aos demais deuses. Naqueles tempos, os deuses mais respeitados do mundo eram os dos egípcios, e eles foram envergonhados diante do DEUS dos Israelitas. Eles fracassaram em reter os israelitas no Egito, porque não passam de ídilos. Por esse plano, a nação começava bem, como um poderoso Pai que encaminha seu filho amado.

                Logo após a saída do Egito, DEUS lhes restabeleceu a Lei, e separou toda uma tribo das doze, para o serviço do estudo e ensino da Lei. Assim, fazendo contrastar a escravidão com a liberdade da obediência à Lei, Ele, tendo-os tirado com poder do Egito, os conduziu pelo deserto com uma proteção sobre-humana. Assim os resgatou da escravidão, e todos os povos souberam de que surgia um povo diferente com um DEUS diferente, superior aos deuses mais respeitados até então conhecidos.

                Mas com que direito DEUS  fazia essas coisas? Com que direito usava de seus poderes para salvar pelo dilúvio por Noé, para resgatar do Egito por Móisés? Os homens e mulheres desse planeta pertenciam a satanás, desde a queda de Adão e Eva. Como então DEUS agia aqui, no reino de um inimigo?

                O Senhor declarou guerra a satanás, na mesma tarde em que o casal caiu. E ali empenhou o seu sangue como preço a ser pago a satanás para ter de volta aqueles que Ele criara, ao menos os que quisessem. A raça humana pertencia a satanás, estava sob seu domínio, tornara-se escrava dele. Nessa condição, só poderia esperar sofrimento até o dia da morte. Com o sangue de JESUS, havia ao menos uma esperança. A guerra não havia acabado, mas o Senhor estava por aqui lutando por nós. O resgate do povo de Israel do Egito foi um ato de guerra da parte do Senhor, e o direito para isso Ele depositou na cruz do calvário, onde demonstrou que é o que diz ser.

                Pelo sangue que iria derramar no futuro pela humanidade o Senhor agia pelo homem mesmo antes da cruz. Isso que é planejamento. Ele viria a nós, mas antes disso, fez tudo por aqueles que lhe obedecessem. Por amor aos seus filhos, em nome do sangue que iria derramar por eles, resgatou a família de Noé. O mesmo fez pelos descendentes da Abraão. E esse resgate se estendia a toda humanidade, embora bem poucos o aproveitassem, como foi o caso de Raabe e sua família, que não era descendente de Abraão. Todos os atos em favor de seres humanos, antes ou depois da cruz, foram legitimados pelo sangue da vida de JESUS, morto por todos. Ninguém no universo pode questionar a legitimidade das ações de DEUS nessa terra, pois houve um preço estabelecido para assegurar esse direito, e ele foi totalmente pago, no devido prazo estipulado.

 

 

                A aliança no Sinai

 

                A aliança no Sinai é a quarta que a Bíblia menciona. Elas são, ao todo:

ð        ð        Aliança com Adão: O Senhor viria para lutar contra satanás, o seqüestrador do mundo, e devolver a vida eterna a todos que n’Ele crerem (ver Gen. 3:15).

ð        ð        Aliança com Noé: O Senhor livrou o mundo do auto-extermínio pela violência e imoralidade (ver. Gen. 6:5, 11 a 13 e 17 a 22).

ð        ð        Aliança com Abrão, em três etapas: Sai do meio de teus parentes (idólatras), vai para a terra que te mostrarei e te darei, de ti farei uma grande nação para ser uma bênção ao mundo (ver Gên. 12:1 a 3; 13:14 a 16; 15: 1 a 7; 17:1 a 8).

Agora vem a aliança do Sinai. O povo foi retirado do Egito, com poderosos sinais da capacidade de DEUS. O Senhor estava libertando o seu povo da escravidão civil, e agora no Sinai, o libertaria da escravidão do pecado, ensinando-lhes a obediência aos princípios do amor. As alianças anteriores foram todas feitas com base no amor de DEUS, agora, esse amor, seria conhecido em maiores detalhes. Aquilo que sempre existira, e que fora a base da criação, contra o que satanás estava lutando, seria conhecido e ensinado em forma de Dez Mandamentos. No Sinai os termos básicos das alianças seriam escritos em tábuas de pedra pelo próprio dedo de DEUS, e Ele assinaria como autor do texto no quarto mandamento, onde se apresenta com seu título, o Criador, e com seu território de domínio, tudo o que criou. O quarto mandamento diz “lembra-te” pois nele DEUS diz porque Ele deve ser adorado: porque é o Criador, e nós existimos graças a Sua vontade, e o sábado, além do memorial da lembrança de que fomos criados, é também o espaço onde quem nos criou se declara quem é, diz seu nome assinando como O que fez vir tudo isso à existência. (Porque, nos Dez Mandamentos adulterados o verdadeiro autor não se apresenta? Por que essa lei não tem assinatura? Onde está a validade dessa lei se não tem legislador responsável por ela? Quem a faz cumprir? É DEUS, ou o poder da Idade Média? Por que para essa lei alterada se necessita do poder civil para que seja cumprida, e não do poder de DEUS? Se DEUS é o Legislador, pois então Ele deve ser o primeiro interessado em torna-la eficaz, cuidando como nos Dez Mandamentos originais, que o salário do pecado seja a morte. Se fosse assim, não haveria necessidade de algum poder civil ajudar a DEUS a que Sua lei seja cumprida. Você não acha que essas questões merecem maior consideração. Elas são terrivelmente lógicas!)

No Sinai, após a concessão dos Dez Mandamentos, DEUS continuou Se revelando, ao dar-lhes o ritual das ordenanças do santuário. Por meio dessas ordenanças, se caracterizava o horror do pecado, suas conseqüências, em contraste com o supremo amor de DEUS, sua pureza e santidade, justiça e misericórdia. Pelos símbolos do ritual do santuário pode-se conhecer melhor a natureza e o caráter de DEUS: Ele rejeita terminantemente o pecado, mas faz tudo para salvar o pecador, por pior que este tenha sido.

A seqüência dos fatos aqui é interessante, e nos ensina muitas coisas. Vejamos em forma de intens:

ð        ð        Um homem e uma mulher, Abrão e Sarai, foram escolhidos para formar um povo peculiar com um desígnio santo (isso lembra a criação de Adão e Eva).

ð        ð        O casal foi levado para um lugar separado dos idólatras (isso lembra que estavam sendo separados da influência do pecado, DEUS procurava proteger aqueles que ainda se mostravam fiéis a Ele).

ð        ð        Foram peregrinos e seus descendentes foram escravizados (isso lembra a perseguição dos servos de DEUS ao longo das eras, principalmente durante os 1.260 anos de perseguição religiosa e ainda a perseguição no fim do tempo do fim).

ð        ð        Foram libertados da escravidão física do Egito (isso lembra o grande libertamento físico do decreto de morte, ainda no futuro).

ð        ð        Depois, receberam o detalhamento da Lei do Amor e foram ensinados para obedecer essa Lei (isso lembra o dia da transformação, quando JESUS regressar).

ð        ð        Então foram instruídos quanto ao ritual do santuário e a necessidade de purificação (isso lembra que iremos estar presentes no santuário de DEUS, não mais para sermos purificados, mas sempre sendo puros, com a Lei no coração, obedecendo-a por livre e espontânea vontade).

ð        ð        Mais tarde, entraram na terra prometida (isso lembra que após o milênio, receberemos, enfim, para sempre, esta Terra – o planeta Terra – para aqui, em todo o lugar, na mente de cada cérebro racional, ser obedecida a Lei do amor, os Dez Mandamentos, por toda a eternidade, e todos adorarão somente ao Criador, conforme esses mandamentos).

Assim vemos a sucessão de alianças que o Senhor fez muitas vezes no passado, pelas quais, também somos filhos e filhas de Abraão, e também, todos os que quisermos, podemos participar do dom da vida eterna. A aliança sempre teve por objetivo abranger todos os povos da Terra. Por isso, hoje, este evangelho do reino (e sua aliança) serão pregados a todos os povos, então virá o fim (ver Mateus 24:14).

        Entenda o que é o evangelho:

ð        ð        O princípio único pelo qual tudo foi criado e pelo qual tudo na perfeição funciona sem problemas é o amor.

ð        ð        O amor se desdobra em dois focos: amor a DEUS, porque nos criou, e amor ao próximo, porque somos todos irmãos pela criação.

ð        ð        Esses dois focos da integra do amor são bem explicados em forma de Dez Mandamentos, os quatro primeiros no que diz respeito ao amor a DEUS, culminando no quarto mandamento, onde DEUS se apresenta pessoalmente; e os demais seis mandamentos, onde explica como amar o próximo, em forma de o que não fazer contra ele se o amamos.

ð        ð        Por sua vez, esses Dez Mandamentos estão bem explicados, ilustrados, com histórias positivas e negativas, e muitos detalhes, nos Evangelhos, que como diz a lição, é a Lei desdobrada. E, enfim, a Bíblia toda apresenta esse propósito, ensinar como retornar ao abrigo da Lei, saindo da maldição dessa mesma lei. Para isso, devemos valer-nos da graça, mediante a fé em JESUS, de que Ele pode nos salvar com o sacrifício que fez na cruz.

Cabe aqui um comentário sobre a graça com fé, e a tentativa de salvação por obras, assunto já por demais repassado, mas que poucos tem clareza. A Lei do Amor, ou seja, os Dez Mandamentos, eles nos dizem como proceder para amar a DEUS e como amar o próximo, o que é óbvio, e a Bíblia expande a explicação. Sendo ela desobedecida, ocorre uma sanção, que é o sofrimento e por fim, a morte, pois o salário do pecado é a morte, referimo-nos tanto a morte do sono como a morte eterna, principalmente essa última. Nenhuma das duas ocorreria se não houvesse pecado.

Os Dez Mandamentos tem por função orientar como obedecer, e tem por função, como qualquer lei, condenar em caso de obediência. Essa lei não tem por função salvar em caso de desobediência. Nenhuma lei pode fazer as duas coisas, condenar e ao mesmo tempo, perdoar. Isso se chamaria impunidade, e a lei seria iníqua, como se não existisse. Aliás, lei nenhuma existe para perdoar, senão para condenar em caso de desobediência. A função de qualquer lei verdadeira é determinar orientação de como proceder, e determinar o que acontece em caso de desobediência. Mais que isso não. Alguma absolvição, isso é função do Juiz, sempre em concordância com a Lei. Por isso, JESUS para nos perdoar, teve que Ele mesmo ser condenado.

Então, JESUS, veio viver entre os humanos, mas em estrita obediência à Lei, até o último minuto de sua vida. Foi morto sem pecar, e na sua agonia final, sofreu a angústia da culpa por nossos pecados, de todos os seres humanos. Isso deve ter sido terrível. Por esse meio, Ele, o autor da Lei, pagou o preço da morte que cabia a nós.

Mesmo assim, só por JESUS ter morrido por nós não significa que seremos salvos, pelo contrário, ainda assim, muitos perecerão para sempre. O que está faltando? Pela morte de JESUS, passou a existir a graça, ou seja, está disponibilizada a oportunidade de sermos salvos. Graça é o pagamento por outro do que nos cabia pagar. Nossa dívida está paga, e isso se estende a todos os habitantes da Terra. Porém, como em toda a aliança, existe também a parte do beneficiado, ou seja, devemos crer no ato de JESUS para termos apropriação do benefício da graça, e isso é a fé. Crendo que o que JESUS fez por nós, isto é a graça, nos pode livrar da morte eterna, seremos salvos.

Então, a salvação chega até nós não porque obedecemos aos Dez Mandamentos, mas porque cremos e aceitamos a graça de JESUS. Uma vez tendo aceito essa graça, isto é, crendo, então o amor que entra em nosso coração, isto é, os Dez Mandamentos, nos levarão ao desejo de somente obedecer. Essa obediência será nosso desejo porque já estamos salvos, não porque desejamos alcançar a salvação. Mas cuidado, como o livre-arbítrio continua, e sempre continuará, após termos aceito a graça, podemos cair de novo em pecado, e perder a condição de salvos. Essa situação persistirá até quando outra vez nos arrependermos. Então o mesmo processo de salvação se repete.

Essa é a aliança firmada com Israel no Sinai. Ela, pelo ritual do santuário, em forma de muitos símbolos, nos ensina que somos salvos pela morte do Cordeiro de DEUS, não pelo que fazemos. Mais uma vez atenção, não há o que possamos fazer, em forma de obediência à Lei dos Dez Mandamentos para alcançarmos a salvação, mas essa mesma obediência é absolutamente necessária para permanecermos na condição de seres salvos.

 

 

Promessas, promessas

 

“Então, o povo respondeu à uma: Tudo o que o senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo” (Êxo. 19:8).

O que aconteceu com o povo de Israel? Eles tiveram excepcionais demonstrações do poder de DEUS quando os livrou da escravidão no Egito. As nações vizinhas também tiveram essas demonstrações, pois elas viram tudo o que aconteceu. Mas, satanás também estava ativo. A nova nação iniciava com fantástico poder por parte de DEUS, e satanás estava disposto a destruir a continuidade do que se iniciava exitosamente. Aliás, todos os começos poderosos com o espírito do senhor serão ferozmente combatidos, tenhamos isso sempre em mente. Israel estava no início de um poderoso empreendimento espiritual, e uma guerra cruel também corria na paralela. Assim foi naqueles tempos, assim também é hoje, por certo, ainda mais cruel, tenhamos certeza disso.

As palavras do povo de Israel “tudo o que o Senhor falou faremos” por certo fizeram tremer a satanás, mas não o intimidaram. Ele não perdeu tempo, e urdiu planos contra o povo que se transformava numa nação. Para satanás o problema é que essa nação seria um atrativo a todos os povos que ainda não haviam ultrapassado as fronteiras da impossibilidade de retorno à verdadeira adoração. E as palavras de Israel foram duramente combatidas, a partir daquele dia mesmo.

Em Romanos 9:31 e 32 diz que Israel não chegou a alcançar a Lei da Justiça, e, conforme Rom. 10:3, desconhecendo a justiça de DEUS, estabeleceram a sua própria justiça; as palavras que ouviram não aproveitaram (Heb. 4:1 e 2). Isso foi o que aconteceu, mas tal não se sucedeu por mero acaso. Havia poderes agindo, e conseguiram influenciar de tal modo o povo, principalmente muitos de seus líderes, que as palavras de Moises, retransmissões do que DEUS estava ensinando, não foram aproveitadas.

Há aqui uma lição importante. O povo nunca é melhor que seis líderes. Essa regra sempre foi válida. Hoje também é. Mas há outra regra, em termos de liderança. Entre o povo de DEUS sempre houve maus líderes, mas sempre houve também bons líderes. Os maus líderes sempre agiram, consciente ou inconscientemente, a favor de satanás. Tem sido e são como traidores do povo e da igreja. Naturalmente eles serão sacudidos fora para a finalização da obra da pregação, então DEUS terá um ministério puro. Enquanto esses ‘Acãns’ estiverem entre o povo de DEUS, não vai haver grande poder, nem a obra será finalizada. “Toda alma verdadeiramente convertida sentirá intenso desejo de conduzir outros, das trevas do erro para a maravilhosa luz da justiça de Jesus Cristo. O grande derramamento do Espírito de Deus, que ilumina o mundo inteiro com a Sua glória, não se dará sem que tenhamos um povo esclarecido, que saiba por experiência própria o que significa ser colaborador de Deus. Quando nossa consagração ao serviço de Cristo for completa e de todo o coração, Deus reconhecerá esse fato mediante um derramamento, sem medida, de Seu Espírito; mas isso não ocorrerá enquanto a maior parte dos membros da igreja não forem cooperadores de Deus. Ele não pode conceder o Seu Espírito quando o egoísmo e a condescendência pessoal são manifestados; quando prevalece o espírito que, se transformado em palavras, corresponda às palavras de Caim: "Sou eu guardador do meu irmão?" Gên. 4:9.” (E Recebereis Poder, 310) “A grande questão que está tão próxima [o cumprimento da lei dominical] eliminará aqueles a quem Deus não designou, e Ele terá um ministério puro, leal, santificado e preparado para a chuva serôdia.” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 385).

Saibamos que, assim como satanás atacou o povo de DEUS que se iniciava, do mesmo modo, com muita sutileza, ataca a igreja de DEUS hoje. Naquele tempo satanás foi sutil, hoje também é. Essa estratégia tem o objetivo impedir o despertar da igreja quanto a sua verdadeira situação, fazendo com que se conforme e até se orgulhe de seus resultados obtidos, que se continuar assim, ainda seremos peregrinos por muitos séculos.

Os israelitas sofreram, por um lado, forte oposição de alguns povos, na tentativa de os destruir, por outro lado, ocorreram infiltrações sutis de influências pagãs. A oposição política-militar os fortaleceu, mas a infiltração pagã os destruiu. A estratégia da influência passiva, mas contínua, mostrou-se muito mais poderosa que a perseguição aberta e direta. Compare-se isto com os dias de hoje.

Israel, pela influência discreta, contínua, passiva, tolerada e até acariciada, e que cresce lentamente, que muda gradativamente, imperceptivelmente, foi desde o início afastado dos desígnios de DEUS. Satanás usou de uma estratégia muito inteligente.

Sabemos que a salvação vem pela graça, não pela Lei, nem pela obediência à Lei. A questão é alcançar a salvação, isto é, SAIR DO ESTADO DE PECADOR e ATINGIR O ESTADO DE SANTIDADE, isto é, sem pecado. É isso o que não se consegue pela obediência à Lei. É simples, se você tem uma dívida, pode daí em diante ser honesto com todos, mas aquela dívida continua pendente, precisa pagá-la. Se a dívida é impagável, alguém deverá te ajudar, mas a tua honestidade após contraída a dívida não paga essa dívida. O mesmo é com o pecado, sem a graça a dívida continua pendente e por mais que sejamos então obedientes, ela continuará pendente. E diz Rom. 3:23 – “todos pecaram e carecem da glória de DEUS”. Portanto, todos carecem da graça, isto é, da morte de JESUS que nos propicia o perdão de nossa dívidas.

JESUS já morreu por todos, o perdão está ao alcance de todos, portanto a graça é oferecida a todos. Cabe às pessoas agora aceitar e crer que por intermédio de JESUS estão livres do pecado. Isto é a fé: crer em JESUS e no que fez por nós. Assim o perdão, que já existe, vem até nós. Após o perdão, estamos limpos de pecado, então sim, devemos continuar obedecendo, e isso são obras, para que não continuemos em pecado. Do que adianta ser perdoado e continuar em pecado? Nesse caso a situação não mudou nada, continua perdido como antes. Por isso, a fé deve resultar em obediência à Lei, para que uma vez salvo, continue no estado de pureza, sem algum pecado novo, adquirido após aquele perdão. No entanto, se de novo pecar, ainda hoje há graça, para que, se houver arrependimento, seja outra vez perdoado. É bom não abusar disso, não que DEUS pare de perdoar, mas porque podemos acostumar, e não mais nos importarmos em permanecer pecando!

Foi nesse campo que Israel caiu, e que muitos hoje caem. Israel começou a olhar para a sua justiça própria, que Isaías 64:6 chama de “trapos de imundícia”. Eles passaram a obedecer sem se importarem com o arrependimento, portanto, sem desenvolverem fé. A rigor, isso nem é obediência, pois o objetivo dela é outro, é alcançar a justiça, não ser fiel. Hoje é a ênfase por parte de muitos. É o apego aos trapos de imundícia. Isso não resulta em salvação, mas em afastamento dela, pois o que era para ser humildade resulta em seu lugar em orgulho pelo que faz. Uma coisa é obedecer porque deseja permanecer salvo, outra é obedecer porque quer alcançar a salvação, e são coisas bem diferentes. Essa estratégia é de fato sutil, poderosa para enganar. Ela trabalha com os instrumentos de salvação, apenas, como se usa uma expressão em nossa região, “colocar a carroça na frente dos bois”. Vale dizer. Inverte a ordem dos fatores, e nesse caso, o resultado é o oposto. O que satanás fez? Em vez de crer em JESUS e aceitar o seu perdão e então continuar obedecendo a Lei, a pessoa não se entrega, nem crê, mas passa a exercer uma certa obediência do ímpeto de assim ela prover o perdão porque já se acha, com a tal obediência, suficiente correta e justa. Inverte a graça pela justiça própria. E não é assim, primeiro vem a graça, depois as obras da Lei, nunca as obras da Lei para ser justo. Aquelas pendências anteriores continuam como uma dívida ativa não paga, e ocorrem novas dívidas que se somam às velha, e a pessoa, mesmo exercendo alguma obediência, afunda-se cada vez mais em direção a morte eterna. Isso pode estar ocorrendo dentro da igreja, ou seja, não há nenhuma necessidade de sair da igreja para perder-se por esse caminho. Para satanás até é bom que pessoas assim permaneçam na igreja, elas influenciam outras para prática semelhante.

 

 

Conselhos finais

 

Uma impressionante citação de Ellen G. White. “O espírito de escravidão é gerado quando procuramos viver a religião legal, quando nos esforçamos para cumprir as reivindicações da Lei por nossas próprias forças.” (Comentários de EGW, SDABC, vol. 6, p. 1.077)

Isso é impressionante, e foi o que aconteceu com o povo de Israel. Tornou-se escravo de si mesmo, de seu modo errado de agir, por causa do modo errado de crer. Convencendo-se de simplesmente obedecer a Lei sem no entanto ter-se arrependido, e, obedecendo para tornar-se justo e puro, na verdade com isso criou uma vida de sacrifícios onde nunca alcançava o que desejava. Esse é ainda hoje o cristianismo pelas obras, e eis que já inventaram muitas obras que nem fazem parte da obediência à Lei de DEUS. Naqueles tempos de Israel, as obras se referiam ‘a obediência aos Dez Mandamentos, aos quais, eles foram acrescentando inúmeros regulamentos no que diz respeito a guarda do sábado. Eram puramente obras porque careciam do anterior arrependimento. Eram obras porque por elas queriam obter a salvação e manter-se salvos. (Hoje igrejas há que criaram muitas obras que nada tem a ver com a Lei de DEUS, são muitos sacrifícios, peregrinações, pagamento de promessas, caminhadas, etc., tudo para alcançar graças ou para agradecer por graças alcançadas. No entanto, essas obras nem mesmo tem alguma relação com os mandamentos de DEUS. Assim, hoje a situação dessas pessoas é ainda pior que a dos israelitas.)

Um detalhe a esclarecer, tentar alcançar a pureza pelas obras é como ter ofendido gravemente um amigo, ter difamar seriamente o seu nome, com, por exemplo, mentiras imorais, que prejudicaram profundamente a sua imagem junto às pessoas, e depois fazer de conta que não houve nada. O amigo, digamos, perdeu o emprego por causa disso, perdeu a esposa e sua família. E ele de nada era culpado. Após ter causado todo esse prejuízo, digamos então que nos demos conta do mal causado, e tomamos o seguinte propósito: daqui para frente nunca mais faremos tal coisa. Nos cuidaremos para não fazer nem algo assim, nem nada que se enquadre como pecado, nem da Lei de DEUS, nem da lei dos homens. Seremos puros, corretos e perfeitos. Então buscamos nos tornar outra vez amigos com aquela pessoa, e fazemos de conta que nada houve. E, de fato, passamos a fazer tudo certinho, vivemos como verdadeiros exemplos de pessoas justas, éticas, nobres, corretas, sem que possa haver algum motivo de sermos acusados de alguma infração legal.

Pois bem, isso resolve o problema que causamos? Isso nos isenta daquela culpa de outros tempos? Não, e pelo contrário, isso serve apenas de um esforço para acobertar o passado sem resolve-lo. As pessoas que conhecem a história nos chamarão de hipócritas, mentirosos, por estarmos usando de algo bom para encobrir o que está podre, e mantendo o prejuízo causado àquela família. Num caso assim só há um modo de resolver a situação: Ir humildemente e falar com todas as pessoas prejudicadas explicando-lhes tudo cabalmente, pagar o preço do prejuízo causado (se é que há como consertar alguns dos traumas e das situações decorrentes do mal feito) e pedir perdão pelo que fez e pelo que disso resultou. Caso contrário, vai se escravo das circunstâncias que criou, e vai criar e aprofundar um modo de se enganar a si mesmo. Com o tempo, a pessoa acredita mesmo que está certo, e passa até a condenar outros que fizeram o mesmo. Não vê mais nem mesmo o seu mau modo de agir. Ficou cega como os fariseus, que JESUS chamou de cegos, que embora possam ver, não percebem a sua condição.

A aliança no Sinai foi um acordo de estabelecimento das condições para a libertação política e econômica de um povo e para a libertação espiritual desse povo. É isso que o Senhor vem propondo a toda humanidade desde que Adão e Eva pecaram. O povo de Israel não foi outra coisa senão uma poderosa demonstração dessa dupla libertação. O ritual do santuário, um conjunto de símbolos, servia para ensinar que a libertação se centraliza na cruz, local em que JESUS pagaria tudo o que devemos. O mesmo ritual ainda nos ensina que, se aceitarmos a JESUS como nossos Salvador, o que Ele pagou, pode ser creditado em nossa conta, zerando nosso débito para com a Lei está a nos exigir, ou seja, está a nos condenar. Esse é o efeito da graça, mas tal efeito só se torna realidade se aceitarmos e crermos, e depois, praticando a justiça da Lei, demonstrarmos não querer mais voltar ao estado anterior de pecado. Esse é o grande sentido da aliança no Sinai, ou feita com Abraão, ou com Noé, ou com Adão. Nessas vezes anteriores, a aliança não fora tão completa, mas a parte que era revelada estava em plena harmonia com a aliança no Sinai. E JESUS, na cruz, tornou-se naquele que ratificou essa aliança, obedecendo, Ele sim, até a morte, e pagando com sua vida o que nós merecíamos.

 

Prof. Sikberto R. Marks

 

Sábado, 15 de fevereiro de 2003

"Eu não, Senhor!"

Ruth Schneider Tesche
Vive no sul do Brasil

[Peça a uma mulher que conte esta história na primeira pessoa.]

Eu era uma adventista passiva. Ia à igreja regularmente, mas não queria ter cargos de responsabilidade na igreja. "O trabalho na igreja é para os outros", pensava. Não me sentia qualificada.

O Chamado. Então, um dia, enquanto estava sentada na igreja esperando pelo programa do Ministério da Mulher, duas de minhas amigas sentaram ao meu lado.

– A comissão da igreja quer que você seja a nova Diretora do Ministério da Mulher – disse uma das minhas amigas, a diretora atual. Fiquei "morta de medo". Como era possível substituir uma pessoa tão qualificada?

– Não, obrigada – gaguejei.

– Mas a igreja realmente precisa de você. Você vai fazer um bom trabalho – disse a outra amiga.

Preparei minha lista de desculpas. "Não tenho tempo, trabalho o dia todo e tenho uma família para cuidar. Não estou preparada. Não sei falar em público. Ninguém vai querer fazer o que eu disser. Simplesmente não posso."

– A comissão da igreja orou muito para escolher a próxima Diretora do Ministério da Mulher – minha amiga disse. – Eles escolheram você. Por que você não ora sobre isso? Você pode decidir depois de conversar com Deus sobre o assunto.

Enquanto dirigia para casa após a reunião, comecei a orar. Até mesmo parei o carro para orar, "Deus, por favor, mostra à Comissão uma outra pessoa para ocupar o cargo." Então, comecei a listar todas as razões pelas quais eu não deveria aceitar a função. Depois de orar, comecei a me sentir em paz.

Relutantemente. Cheguei em casa mais calma. Contei ao meu marido, Alberto, sobre o convite. Estava certa de que ele me apoiaria na decisão de recusar o cargo. Mas, para minha surpresa, ele me disse:

– Aceite. Vai ser bom para você.

Fiquei acabada. Como meu próprio marido podia se virar contra mim?

Voltei a orar por um longo tempo, e comecei a perceber que Deus queria realmente que eu aceitasse! Por um longo tempo eu me sentei em silêncio. Então, finalmente, voltei para casa e liguei para minha amiga contando que aceitaria ser a nova Diretora.

Enquanto assumia a minha nova posição como Diretora do Ministério da Mulher, freqüentemente pedia a Deus que ficasse comigo e que cuidasse de tudo. Não queria fazer nada que não fosse Sua vontade.

Uma Carta da Prisão. Certo sábado à tarde, uma das pessoas da igreja me ligou e contou que tinha uma carta de um homem chamado Divaldo, que estava preso na cadeia local. Ela leu a carta para mim pelo telefone. Divaldo reclamava que esta era a terceira vez que escrevia para a igreja e que ainda não recebera uma resposta. "Minha esposa, Maria, e eu estamos cumprindo sentenças por roubo", disse. "Por favor, será que alguém poderia ir visitar meus pais, que estão cuidando de sete crianças?"

Eu disse imediatamente:

– Vou cuidar disso.

Desliguei o telefone e me levantei como se tivesse acordado de um sonho ruim. "O que devo fazer?", pensei.

Na semana seguinte, depois do culto, reuni algumas pessoas. Oramos e fomos visitar a família de Divaldo. Fiquei inspirada pela visita, e na semana seguinte recebi permissão para visitar Divaldo na prisão. Desta vez, levei alguns jovens da igreja para ver Divaldo e sua esposa Maria na prisão. Eles gostaram tanto da visita que pediram que voltássemos na semana seguinte. Não sabíamos ainda, mas um novo ministério estava sendo aberto para nós.

Começamos a dar estudos bíblicos a Divaldo e Maria, e logo outros prisioneiros começaram a se juntar a nós. Visitamos suas famílias e oferecemos comida, roupas e amizade. O pastor de nossa igreja começou a visitar a prisão e estudar a Bíblia com as famílias dos presos que estavam interessadas. Não muito tempo depois, Divaldo, Maria e outras 11 pessoas pediram para se batizar. Maria e Divaldo obtiveram permissão para deixar a prisão para serem batizados na igreja.

Crescendo. Expandimos nosso ministério para outras prisões, e agora meu marido e os filhos, bem como outros membros, viajamos pelo sul do Brasil.

Vejo a mudança nesses prisioneiros e nas suas famílias com meus próprios olhos, enquanto aceitam a Jesus na sua vida. Eles se tornaram como meus filhos, e ficamos muito felizes em ver os batismos e sua nova vida de fé quando chegam à liberdade. Eles freqüentam a igreja, e muitos trazem suas famílias. Outros voltam para suas cidades pelo Brasil onde se tornam também pregadores nas prisões locais.

Agradeço a Deus por me mostrar que mesmo eu, uma pessoa "desqualificada" e calada, podia fazer um trabalho para Ele. Agradeço a Deus por me dar a coragem de prosseguir e fazer o que Ele queria. Deus me usou para dirigir o Ministério da Mulher, assim como no trabalho nas prisões. Fico triste em pensar que quase não dei essa chance para Deus. Agora, quando vou ajudar outras pessoas, percebo que recebo uma bênção até maior como recompensa.

Deus não chama os qualificados; Ele qualifica os que foram chamados.


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