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Escola Sabatina

Lição 3
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 Escola Sabatina - Lição 3 - 1º Trimestre de 2003

"Para
Perpétuas Gerações"

A Lição:

Sábado à tarde Ano Bíblico: Gên. 34-36

VERSO PARA MEMORIZAR: "Porém Noé achou graça diante do Senhor" (Gênesis 6:8).

BACTÉRIAS SÃO ORGANISMOS muito pequenos para serem vistas sem o auxílio de um microscópio. Uma única bactéria redonda comum não parece ser maior do que um ponto de lápis, mesmo depois de ser aumentada 1.000 vezes. Sob condições favoráveis de crescimento - calor suficiente, umidade e alimentação - as bactérias se multiplicam a uma taxa extremamente rápida. Por exemplo, algumas bactérias se reproduzem por cissiparidade simples: uma célula madura simplesmente se divide em duas células filhas. Quando acontece uma divisão a cada hora, uma bactéria pode produzir mais de 18 milhões de novas bactérias a cada 24 horas. No fim de 48 horas, centenas de bilhões de bactérias terão aparecido.

Esse fenômeno microscópico do mundo natural ilustra o rápido crescimento do mal depois da queda. Provida de intelecto poderoso, saúde robusta e longevidade, a humanidade abandonou a Deus e perverteu seus poderes para alcançar todas as formas de iniqüidades. Enquanto as bactérias podem ser exterminadas pela luz solar, substâncias químicas ou temperaturas elevadas, Deus escolheu conter essa rebelião por meio de um Dilúvio universal.

É nesse quadro que as Escrituras registram as primeiras referências explícitas à aliança de Deus. A aliança de Deus com Noé nessa ocasião proveu graciosamente à humanidade libertação física e espiritual e a preservação futura da raça.

Domingo Ano Bíblico: Gên. 37-39

O princípio do pecado

"Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na Terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração" (Gên. 6:5).

A opinião de Deus no fim da criação foi de que tudo "era muito bom" (Gên. 1:31). Então o pecado entrou, e o paradigma mudou. As coisas não eram mais "muito boas". A criação foi arruinada pelo pecado e pelos seus resultados repugnantes. A rebelião alcançou proporções terríveis nos dia de Noé; o mal consumiu a espécie humana. Embora a Bíblia não nos dê muitos detalhes (veja Patriarcas e Profetas, págs. 90-92), é claro que as transgressões e a rebelião eram algo que mesmo um Deus amoroso, paciente e perdoador não podia tolerar.

Como as coisas se deterioraram tão depressa? Talvez a resposta não seja difícil de se encontrar. Quantas pessoas, ainda hoje, considerando seus próprios pecados, fazem a mesma pergunta: Como as coisas se arruinam tão depressa?

1. Examine os textos abaixo. Escreva a ênfase de cada um deles. Note a constante progressão do pecado:

Gên. 3:6 Gên. 3:11-13 Gên. 4:19 Gên. 4:23 Gên. 6:5, 11

O relato de Gênesis 6:5 e 11 não se deu por acaso. Houve uma história anterior. Esse terrível resultado teve uma causa. O pecado ficou cada vez mais atrevido. Costuma ser assim. O pecado não é como um corte ou ferimento, em que há um processo automático embutido, que traz cura. Pelo contrário, o pecado deixado por sua conta se multiplica, não ficando nunca satisfeito até chegar à ruína e à morte. Não é necessário imaginar a vida antes do Dilúvio para ver esse princípio em ação. Ele está em ação também hoje, ao nosso redor.

Não é por acaso que Deus odeia o pecado; não admira que, mais cedo ou mais tarde, o pecado será erradicado. Sendo um Deus amoroso, Ele não poderia fazer diferente.

As boas-novas são que, embora queira livrar-Se do pecado, Ele quer salvar os pecadores. É esse o objetivo da aliança.

Segunda Ano Bíblico: Gên. 40-42

Noé

"Eis a história de Noé: Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus" (Gên. 6:9).

Entre os textos que fazem referência ao mal do mundo antediluviano (anterior ao Dilúvio), Noé se destaca em contraste com o ambiente que o cerca. Leia novamente o texto acima, nos três pontos particulares que a Bíblia menciona sobre ele. Escreva o que você acha que cada um desses pontos significa:

2. Ele era "um homem justo"

3. Ele era "íntegro"

4. Ele "andava com Deus"

Não há dúvida de que Noé era alguém que tinha um relacionamento de salvação com Deus. Ele era alguém com quem Deus podia trabalhar; alguém que O ouvia, obedecia e confiava nEle. Foi por isso que Deus o pôde usar para cumprir Seus propósitos, e por que Pedro, no Novo Testamento, o chamou de "pregador da justiça" (II Pedro 2:5).

5. Leia Gênesis 6:8. Como esse texto nos ajuda a compreender a relação entre Noé e o Senhor?

A palavra graça aparece aqui pela primeira vez na Bíblia e tem claramente o mesmo significado das referências do Novo Testamento, em que é descrita a misericórdia de Deus em favor de pecadores indignos. Assim, precisamos entender que por mais "justo" e "íntegro" que fosse Noé, ele ainda era um pecador que precisava do favor não merecido de Deus. Neste sentido, Noé não é diferente de alguns de nós, que buscamos fervorosamente seguir ao Senhor.

Terça Ano Bíblico: Gên. 43-45

A aliança com Noé

"Contigo, porém, estabelecerei a Minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos" (Gên. 6:18).

Neste verso temos o fundamento da aliança bíblica que Deus faz com a humanidade: Deus e a humanidade entram em acordo. Muito simples.

Mas existem outras coisas mais a serem observadas do que se pode ver à primeira vista. Para começar, existe o assunto da obediência por parte da humanidade. Deus diz a Noé que ele e sua família devem entrar na arca. Eles têm uma parte a fazer, e se não fizerem, a aliança será rompida. Se a aliança se romper, eles serão os maiores perdedores, pois no fim eles serão os beneficiários da aliança. Afinal, se Noé tivesse dito "não" a Deus e não quisesse confiar nEle, ou dissesse "sim" mas mudasse de idéia, quais teriam sido os resultados para ele e sua família?

6. Deus diz que é "Minha aliança". O que isso nos diz sobre a natureza básica da aliança? Qual seria a diferença se Deus tivesse chamado de "nossa aliança"?

Por mais incomparável que seja essa situação, vemos aqui a dinâmica básica entre Deus e o ser humano na aliança. Firmando a "Minha aliança" com Noé, Deus novamente dá mostras de graça. Ele mostra que está disposto a tomar a iniciativa a fim de salvar os seres humanos dos resultados de seus pecados. Em resumo, esta aliança não deve ser vista como um tipo de união entre iguais, na qual cada "sócio" da aliança depende do outro. Podemos dizer que Deus "Se beneficia" da aliança, mas só em um sentido radicalmente diferente do que fazem os seres humanos. Ele Se beneficia no sentido de que aqueles que Ele ama receberão a vida eterna - e isso não é coisa pequena para o Senhor (Isa. 53:11). Mas isso não significa que Ele Se beneficia como nós - os que recebemos o mesmo benefício da aliança.

Tente esta analogia: Um homem cai ao mar de um barco no meio de uma tempestade. Alguém no convés diz que vai jogar uma bóia salva-vidas para resgatá-lo. A pessoa que está na água, porém, tem que concordar com sua parte do "trato", que é agarrar-se e esperar pelo que foi providenciado. É mais ou menos assim que é a aliança entre Deus e a humanidade.

Quarta Ano Bíblico: Gên. 46 e 47

O arco-íris

"Disse Deus: Este é o sinal da Minha aliança que faço entre Mim e vós e entre todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gerações. Porei nas nuvens o Meu arco; será por sinal da aliança entre Mim e a Terra" (Gên. 9:12 e 13).

Poucos fenômenos naturais são mais bonitos que o arco-íris. Quem não se lembra do primeiro fascínio quando criança, e daquelas maravilhosas surpreendentes barras de luz em curva atravessando o céu como um tipo de portal místico acenando no céu? Mesmo quando adultos, nosso fôlego pode ser suspenso pela visão daquelas cores contrastantes nas nuvens. Não admira que até hoje o arco-íris seja usado como símbolo de tantas coisas: de organizações políticas a cultos de bandas de rock e agências de viagens (procure na internet a palavra "arco-íris" e veja). Naturalmente, essas bonitas faixas coloridas - que agora sabemos que são (ao menos no nível puramente físico) simplesmente a luz do Sol refratada - ainda emocionam nosso coração e mente. Este era o objetivo de Deus.

7. O que Deus disse que o arco-íris simbolizaria? Gên. 9:12-17

O Senhor usou o arco-íris como sinal da "Minha aliança" (v. 15). O interessante é que aqui Ele usou a palavra aliança, pois, neste caso, a aliança é diferente de como é usada em outros lugares. Em contraste com a aliança com Abraão ou a aliança do Sinai, não é expressa nenhuma obrigação específica por parte daqueles que se beneficiariam da aliança (mesmo com Noé). As palavras de Deus aqui são para todos, para "os seres viventes de toda carne" (v. 15) "para perpétuas gerações" (v. 12). As palavras de Deus são universais, envolvendo a todos, não importa se essa pessoa escolhe obedecer ao Senhor ou não. Neste sentido, a idéia de "aliança" não é usada como em outros lugares na Bíblia, quando falamos de um relacionamento entre Deus e os seres humanos.

8. Em que sentido esta aliança também revela a graça de Deus? Quem iniciou esta aliança? Quem é o Benfeitor?

Quinta Ano Bíblico: Gên. 48-50

"Ficou somente Noé"

"Assim, foram exterminados todos os seres que havia sobre a face da Terra; o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus foram extintos da Terra; ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca" (Gên. 7:23).

Neste texto se acha a primeira menção do conceito de "remanescente" nas Escrituras. A palavra traduzida por "os que com ele estavam" vem de outra palavra cuja raiz é usada muitas vezes no Antigo Testamento, onde está presente a idéia de remanescente.

"Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na Terra e para vos preservar a vida por um grande livramento" (Gên. 45:7; ênfase acrescentada).

"Será que os restantes de Sião e os que ficarem em Jerusalém serão chamados santos; todos os que estão inscritos em Jerusalém, para a vida" (Isa. 4:3; ênfase acrescentada).

"Naquele dia, o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o restante do Seu povo, que for deixado, da Assíria, do Egito, de Patros, da Etiópia, de Elão, de Sinear, de Hamate e das terras do mar" (Isa. 11:11).

Em todos estes casos, as palavras italizadas podem também ser perfeitamente traduzidas como remanescente.

9. Leia Gênesis 7:23 e os outros exemplos. O que significa ser "remanescente"? Quais eram outras condições que levavam a um remanescente? Como a aliança se enquadra na idéia de um remanescente?

Na hora do Dilúvio, o Criador do mundo também Se tornou Juiz do mundo. O juízo mundial que se aproximava ergueu a pergunta se toda a vida na Terra - mesmo a vida humana - seria destruída. Se não, quem seriam os sobreviventes? Quem seria o remanescente?

Neste caso, foi Noé e sua família. Mas a salvação de Noé estava ligada à aliança de Deus com ele (Gên. 6:18) - uma aliança que se originou e foi executada por um Deus de misericórdia e graça. Eles sobreviveram só por causa do que Deus fez por eles, por mais importante que fosse sua cooperação. Quaisquer que fossem as obrigações de aliança de Noé, e não importa quão fiel e diligentemente ele as cumprisse, sua única esperança estava na misericórdia de Deus.

Sexta Ano Bíblico: Êxo. 1-4

Estudo Adicional

O arco-íris, um fenômeno físico natural, era um símbolo apropriado da promessa de Deus de nunca mais destruir a Terra pelo Dilúvio. Considerando a maneira como as condições climáticas da Terra seriam completamente diferentes depois do Dilúvio, e na maior parte do mundo as chuvas iriam tomar o lugar do antigo orvalho para umedecer a terra, havia necessidade de alguma coisa para acalmar os temores dos homens, cada vez que a chuva começasse a cair. A mente espiritual pode ver nos fenômenos naturais uma revelação do próprio Deus (veja Rom. 1:20). Deste modo, o arco-íris é uma evidência ao crente de que a chuva trará bênção e não destruição universal." - Seventh-Day Adventist Bible Commentary, vol. 1, pág. 265.

Veja também, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, "O Dilúvio", págs. 90-104 e "Depois do Dilúvio", págs. 105-110.

PERGUNTAS PARA CONSIDERAÇÃO:

1. Noé fez mais do que advertir sua geração do iminente juízo de Deus. O propósito de sua advertência era ajudar o povo a sentir sua necessidade de salvação. Por que as verdades de salvação geramente são impopulares? Mencione e comente algumas coisas que dificultam para muitas pessoas aceitarem o plano de Deus para a salvação. Veja João 3:19; 4:47 e 48; 12:42 e 43; Tiago 4:4.

2. A partir do que conhecemos sobre o caráter de Deus e de Seu amor pela humanidade, escreva em algumas linhas o que Deus poderia ter dito ao mundo antediluviano (talvez por meio de Noé), expressando Seu amor pelo povo e Seu desejo de que eles mudassem.

AUXILIAR E COMENTÁRIOS ADCIONAIS:

Esboço

Texto-chave: Gênesis 6:13-21

Objetivos:

1. Descrever os elementos da aliança com Noé.

2. Explicar como a graça de Deus é revelada em Suas promessas a Noé.

3. Mostrar como a aliança com a humanidade nos ensina sobre Seu amor universal.

Esboço:

I. Os efeitos do pecado sobre a humanidade

A. A ordem se tornou caos.

B. A rebelião foi além da tolerância divina.

C. O pecado só pode levar à destruição.

II. Aliança de Deus com Noé

A. O trato entre Deus e Noé.

B. A responsabilidade do homem para manter a sua parte.

C. Os benefícios de uma sociedade com Deus.

III. O cumprimento das promessas de Deus

A. O arco-íris o sinal visível da promessa de Deus.

B. O alcance das promessas de Deus naquele tempo e agora.

C. A influência das promessas de Deus em nossa vida.

IV. Noé o homem de Deus.

A. O conceito de remanescente.

B. A questão do juízo.

C. Fé na misericórdia de Deus.

Resumo:

Noé respondeu à aliança de Deus entregando a vida a Deus e abrindo o coração ao amor divino. A arca era um símbolo do compromisso de Noé em sustentar a aliança com a qual havia concordado, e Deus o recompensou salvando a família de Noé do juízo final o Dilúvio.

I. O princípio do pecado

"O pecado é como círculos na água quando uma pedra é atirada: um produz o outro. Quando surgiu o ódio no coração de Caim, o assassinato não estava longe." Philip Henry. "O pecado é um estado de espírito, não um ato exterior." William Sewell, compilado por Frank S. Mead, págs. 407 e 409. "Um Criador misericordioso ainda lhe poupou a vida e concedeu-lhe oportunidade para o arrependimento. Mas Caim viveu apenas para endurecer o coração, para alentar a rebelião contra a autoridade divina e tornar-se o chefe de uma linhagem de pecadores ousados e perdidos. Esse único apóstata, dirigido por Satanás, tornou-se o tentador para outros; e seu exemplo e influência exerceram uma força desmoralizadora, até que a Terra se corrompeu e se encheu de violência a ponto de reclamar a sua destruição." Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, pág. 78.

II. Noé

Como o lírio amarílis brilhante, que espalha sua fragrância agradável entre os arbustos da Palestina, o caráter de Noé revelava o odor do Céu nos desafiantes tempos antediluvianos. No hebraico, Noé significa "Yahweh traz conforto". Embora Noé tenha nascido pecador, assim como nós, ele foi consolado pela fidelidade de Yahweh à aliança com Adão. Esta era a única fonte de esperança e salvação para Noé. Foi a graça de Deus que o incentivou desde a juventude a adotar um estilo de vida obediente em meio à decadência e ilegalidade. "Os antediluvianos viviam centenas de anos, e aos cem anos de idade eles eram considerados jovens. ... Chegavam à fase da produtividade entre os sessenta e cem anos, praticamente o tempo em que agora... os vivos desaparecem." Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 1, págs. 1.089 e 1.090.

III. A aliança com Noé

"A declaração de Gênesis 6:18, embora breve, contém conceitos profundos. Prediz provisões para o futuro da humanidade. Ao estabelecer esta aliança com os sobreviventes do Dilúvio e sua família, Deus dispensa abundante graça e misericórdia. A segurança do homem no presente e sua garantia de salvação no futuro são obras da graça de Deus e da ação divina no interesse do homem. ...

"A expressão típica para o estabelecimento de uma aliança não aparece neste texto, isto é... cortar uma aliança, ou firmar uma aliança. Aqui o termo usado é estabelecer (heqîm). Uma investigação cuidadosa desta palavra com relação ao estabelecimento de uma aliança revela o significado de manter ou confirmar. Compare Deut. 9:5; 27:26; I Sam. 15:11; II Sam. 7:25; II Reis 23:3 e 4; etc. Esta constatação dá a impressão de que ao firmar uma aliança, está incluído o sentido de que Deus preserva um compromisso com o qual já Se havia empenhado anteriormente." Hasel, págs. 30 e 31.

IV. O arco-íris

Conseqüentemente, na história da aliança da graça, existem dois quadros e dois alcances do arco-íris bíblico, multicor. De um lado, em Gênesis 9, Cristo revelou um arco-íris cósmico como sinal de Sua misericórdia e graça pelos remanescentes de Noé que sobreviveram ao Dilúvio. Por outro lado, Cristo vai revelar para o remanescente o arco-íris na sala do trono, no fim dos dias. (Veja Ezeq. 1:26-28; Dan. 12:1 e 2; I Tess. 1:6-10.)

"Então o arco-íris, resplandecendo com a glória do trono de Deus, atravessa os céus, e parece cercar cada um dos grupos em oração. As multidões iradas subitamente se detêm. Silenciam seus gritos de zombaria. É esquecido o objeto de sua ira sanguinária. Com terríveis pressentimentos contemplam o símbolo da aliança de Deus, anelando pôr-se ao amparo de seu fulgor insuperável." Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 636, ênfase acrescentada. (Veja Apoc. 6:13-17.)

V. "Ficou somente Noé."

"Poucos percebem que a primeira vez que a idéia do remanescente aparece explicitamente na Bíblia é Gênesis 7:23: "Ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca". A palavra traduzida por "ficou" é derivada de uma raiz no hebraico (shaw-ar'), da qual são empregadas diferentes formas da idéia de remanescente no Antigo Testamento.

"Não podemos ignorar o fato de que o remanescente que sobreviveu à primeira catástrofe mundial era composto por pessoas de fé e confiança. Veja Gênesis 6:9 e 7:1. Considerando como a Bíblia usou o Dilúvio como tipo da destruição do tempo do fim, esta observação tem muito significado." Hasel, págs. 33 e 34. "Alguns dos carpinteiros que ele empregou na construção da arca creram na mensagem, mas morreram antes do Dilúvio; outros conversos de Noé apostataram." Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, pág. 504.

"A palavra de um homem contra a sabedoria de milhares! Não queriam dar crédito ao aviso. ...

"Cristo declara que existirá idêntica incredulidade no tocante à Sua segunda vinda. ... Quando o luxo do mundo se tornar o luxo da igreja; quando os sinos para casamentos estiverem a tocar, e todos olharem para o futuro esperando muitos anos de prosperidade temporal, subitamente então, como dos céus fulgura o relâmpago,virá o fim de suas resplendentes visões e esperanças ilusórias." Ellen G. White, O Grande Conflito, págs. 338 e 339.


Estudo Indutivo da Bíblia

Textos: Gênesis 6:6-8; 9:12-17; Isaías 12:4-6; I Coríntios 1:9

1. Gênesis 6:6 afirma que Deus estava tão horrorizado com a maldade do mundo antediluviano que lamentava haver criado a humanidade. Deus é capaz de sentir arrependimento? Significa que Ele pode cometer algum engano?

2. Noé é chamado de justo e íntegro em Gênesis 6:9. Estas qualidades que Noé possuía eram dele mesmo? Que tipo de justiça Noé parecia ter?

3. O fato de que Deus procura estabelecer uma aliança com a humanidade sugere que Ele de alguma maneira "precisa" de nós? Em que sentido?

4. O conceito do remanescente é difícil para muitas pessoas, sugerindo a alguns que pode haver certa arrogância e triunfalismo. Essas atitudes são justificáveis à luz da idéia bíblica do remanescente?

6. O que o arco-íris de Gênesis 9:12-17 sugere sobre os meios que Deus tem de influenciar a raça humana para escolhê-Lo?


Testemunhando

Cláudia! Sandra gritou, Pare! Eu vou cair! Cláudia e Sandra estavam suspensas a 12 metros de altura, equilibrando-se em dois arames. As duas meninas estavam tentando executar a parte denominada "Charlie Chaplin" de um curso de cordas. (Esses cursos são usados para ajudar grupos de pessoas a desenvolver espírito de equipe, habilidades de liderança e aprender a resolver problemas em parceria.)

No começo de cada atividade, Cláudia e Sandra eram ensinadas a perguntar: Você vai me dar apoio? Elas respondiam: Sim, suba.

Antes de percorrer a travessia Charlie Chaplin, Cláudia e Sandra concordaram que não havia maneira de suavizar esta parte do curso. Elas só tinham duas escolhas: voltar sem executar a tarefa ou enfrentar a Charlie Chaplin, que não tinha cordas para se agarrarem.

O instrutor disse a Cláudia e Sandra que elas poderiam percorrer a Charlie Chaplin juntas, se uma delas segurasse as cordas de segurança, e a outra colocasse as mãos nos ombros da pessoa que ia adiante.

Cláudia agora estava na frente de Sandra, segurando-se nas cordas de segurança, enquanto Sandra agarrava-se nos ombros de Cláudia. As duas tentavam recuperar o equilíbrio.

Sandra Cláudia começou meus olhos estão fixos na árvore à nossa frente. Eles não estão em nenhum outro lugar. Estão completamente fixos naquela árvore.

OK Sandra sussurrou.

Quando eu adiantar o pé direito, quero que você adiante o seu pé direito. Quando eu mover o pé esquerdo, quero que você mova o seu pé esquerdo.

OK Sandra novamente sussurrou.

Pronta, Sandra?

Sim.

Pé ante pé, Cláudia e Sandra avançaram ao longo dos dois arames em direção à árvore e à plataforma. Cláudia conseguiu apoiar Sandra em um momento assustador, e Sandra conseguiu confiar no apoio de Cláudia naquele mesmo momento.

Deus assume plena responsabilidade para salvar o povo dos seus pecados. É Ele que nos transforma. Mas precisamos agarrar Sua mão e caminhar com Ele.

Como você se apega a Deus? Com um dedo ou com as duas mãos? Você O deixa fazer o trabalho, ou tenta fazê-lo sozinho? Como sua maneira de apegar-se a Deus, com muita ou pouca fé, afeta o seu testemunho?



Aplicações à vida diária

Ponto de Partida:

Um dos homens mais agradáveis que viveram na antiga Atenas foi Aristides. Aristides era justo e bondoso. Então, por que a maioria votou que ele deveria abandonar a cidade? O motivo foi que eles estavam cansados de ouvir Aristides ser chamado de "o justo". O crime de Aristides era que ele era tão bom que tornava clara a "maldade" dos outros.

Perguntas para consideração:

1. Assim como Aristides, se não fosse pela "bondade" de Noé, nunca poderíamos saber como o mundo daquele tempo era mau. Como Noé, refletir a Cristo tem seu preço. Pense no preço que você tem que pagar por ser hoje um verdadeiro cristão.

2. Como Aristides e Noé, temos as qualidades para ser tolerantes com o tratamento negativo que possivelmente receberemos?

3. Romanos 12:2 nos aconselha a não nos conformarmos com o mundo, mas sermos transformados. Noé é um exemplo clássico de como uma pessoa pode fazer isso. O que podemos aprender da vida de Noé sobre o pecado da conformidade? Você acha que Deus espera que nós, como Noé, estejamos preocupados com a vida espiritual dos outros? Explique sua resposta no contexto dos desafios modernos para testemunhar.

Perguntas de aplicação:

1. Enquanto Noé se preparava para o Dilúvio, continuava a não chover. Mas ele nunca desanimou de construir a arca porque cria na palavra de Deus. Compare a experiência de Noé com a sua. Talvez você tenha ouvido falar na segunda vinda desde a infância. Você está esperando surgir no céu uma nuvem do tamanho da "mão fechada" antes de começar a preparar-se? Por que e como podemos estar preparados a todo tempo?

2. Se existissem hospitais para doentes mentais no seu tempo, os amigos de Noé certamente o teriam internado. Tudo o que ele fazia e dizia indicava "loucura"! A sabedoria de Deus freqüentemente é considerada tolice neste mundo. Como seguidores da aliança, estamos sujeitos ao ridículo e a acusações. Como podemos estar preparados para um tratamento assim? Pense em pelo menos três promessas da Bíblia que você pode reclamar diante dessas situações.

Os Comentários:

COMENTÁRIO I

Após o pecado e a expulsão dos nossos primeiros pais do Éden, houve uma assinalada distinção entre os filhos de Deus, representados pelos descendentes de Sete, e os seguidores de Satanás, representados pelos descendentes de Caim. Os filhos de Sete escolheram habitar nos vales, e os filhos de Caim decidiram morar em um local distante, onde o cultivo do solo, a riqueza e os gozos e prazeres terrenos faziam parte do seu dia a dia.

Enquanto durou esta separação, os descendentes de Sete mantiveram o culto ao verdadeiro Deus e a observância do sábado. Mas, pouco a pouco, os descendentes de Caim saíram do local onde habitavam e foram em direção aos vales onde moravam os filhos de Sete. Temendo essa aproximação, os filhos de Sete subiram os montes, enquanto os vales foram ocupados pelos descendentes de Caim. Mas aos poucos, os filhos de Sete, encantados pela beleza das filhas de Caim, foram descendo para os vales e tomaram para si as filhas de Caim como esposas. A mistura dos filhos de Sete com os filhos de Caim produziu os piores resultados. O sábado passou a ser desrespeitado; somando-se ao pecado do crime iniciado por Caim, o adultério tornou-se um dos pecados principais daquela geração, pois Lameque, o quinto descendente, estimulou a poligamia. Comentando sobre a mistura dos filhos de Sete com os filhos de Caim, e a conseqüente propagação do pecado naqueles dias, Ellen G. White afirma que "misturando-se com os depravados, tornaram-se semelhantes a eles, no espírito e nas ações; as restrições do sétimo mandamento eram desatendidas, e "tomaram para si as mulheres de todas as que escolheram". Os filhos de Sete "entraram pelo caminho de Caim" (Judas 11); fixaram a mente na prosperidade e gozos mundanos e negligenciaram os mandamentos do Senhor. Os homens "se não importaram de ter conhecimento de Deus"; "em seus discursos se desvaneceram, e seu coração insensato se obscureceu". Por isso "Deus os entregou a um sentimento perverso". Romanos 1:21 e 28. O pecado propagou-se largamente na Terra como uma lepra mortal."

Ainda falando sobre as condições morais dos homens no período antediluviano, a mesma autora declara que "Deus outorgara a esses antediluvianos muitas e ricas dádivas; mas usaram a Sua generosidade para se glorificarem, e as tornaram em maldição, fixando suas afeições nos dons em vez de no Doador. ... Não desejando conservar a Deus em seu conhecimento, logo vieram a negar a Sua existência. Adoravam a natureza em lugar do Deus da natureza. Glorificavam o gênio humano, adoravam as obras das suas próprias mãos, e ensinavam seus filhos a curvar-se ante imagens de escultura".

As circunstâncias eram tão graves que "viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então, Se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso Lhe pesou no coração", pois "a Terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência" (Gên. 6:5, 6 e 11). Através da História podemos observar a constante progressão do pecado, e como ele é atrevido.

A primeira descrição da Terra ou do mundo na Bíblia é: "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom" (Gên. 1:31). Mas essa qualidade de "bom" não perdurou. Gênesis 3 relata a entrada do pecado e da corrupção no mundo e na raça humana. Gênesis 4 assimila essa descrição de corrupção e apresenta a situação do mundo através da história de Caim e Abel. No capítulo 6 encontramos Deus declarando que a Terra e seus habitantes haviam verdadeiramente se corrompido ao máximo.

Mas é exatamente neste contexto que as Escrituras registram as primeiras referências explícitas à aliança de Deus. A aliança de Deus com Noé nessa ocasião proveu graciosamente libertação física e espiritual à humanidade e a preservação futura da raça. Mais tarde, a Bíblia descreve o Dilúvio e Deus começando tudo de novo com Noé. O novo começo, porém, falhou. A corrupção continuou a se alastrar. A Bíblia é a história de um mundo enfermo e de um Deus que procura resgatá-lo, porque embora queira livrar-Se do pecado, Ele quer salvar os pecadores. É esse o objetivo da aliança. O rei Davi reconhecia que Deus faz distinção entre o pecado e o pecador, e a Sua ira é contra a culpa e não contra o culpado. Ao orar: "não Te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-Te de mim, segundo a Tua misericórdia, por causa da Tua bondade, ó Senhor" (Sal. 25:7). Ele orou para que Deus olhasse para ele e não para os seus pecados.

Infelizmente, nós, seres humanos, colocamos tudo dentro de um mesmo pacote, ou seja, se alguém nos faz alguma coisa que não apreciamos, passamos a não gostar não só daquilo que nos foi feito, mas também da pessoa que nos ofendeu. Temos dificuldade em separar as coisas, como Deus faz.

Em relação aos antediluvianos, embora parecesse tudo perdido, ainda havia entre eles alguns homens fiéis a Deus, que andavam com Ele. Aliás, a característica básica de quem faz aliança com Deus e cumpre fielmente sua parte nessa aliança é andar com Deus. As Escrituras afirmam que "andou Enoque com Deus" (Gên. 5:22). E referindo-se à Noé, a Bíblia também declara que ele "era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus" (Gên. 6:9).

Comentando sobre o que significa "andar com Deus", Ellen G. White afirma que este "andar" não representa um arrebatamento de sentidos ou visão, mas em todos os deveres da vida diária a pessoa deve demonstrar que anda com Deus. Ela não deve se tornar um eremita, excluindo-se inteiramente do mundo; pois que tem uma obra a fazer para Deus no mundo. Na família e em suas relações com os homens, como esposo e como pai, como amigo e cidadão, a pessoa deve ser uma serva do Senhor, constante e inabalável. O coração deve estar em harmonia com a vontade de Deus; pois "andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?" (Amós 3:3).

A pessoa que anda com Deus neste mundo é semelhante à palmeira do deserto que, embora batida pela terrível tempestade de areia e pelo sol causticante do Oriente, permanece sempre verde e atrativa ao viajante; também assemelha-se ao lírio aquático, que em meio à poça viscosa e imunda, mantém suas raízes profundamente no solo, florescendo e exalando seu perfume inigualável. Provavelmente, o melhor simbolismo da natureza que represente o povo de Deus neste mundo é o da águia dos Alpes, que estabelece o seu ninho no píncaro das montanhas, mas que é derrubada nos desfiladeiros quando submetida a forte tempestade. Porém, debatendo-se com as suas fortes asas, de repente, dá um guincho de vitória e arremessa-se para cima, atravessando a tempestade, e passando a ter sobre si o sol e debaixo a tempestade. A cerração e neblina do pecado cobrem a Terra, mas, com as asas da fé, o povo de Deus deve arremessar-se para cima a fim de que o Sol da Justiça, que é Cristo, incida sobre ele.

A respeito de Noé, as Escrituras afirmam que ele era "justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus" (Gên. 6:9). Em Gênesis 6:8 lemos que "Noé achou graça diante do Senhor". A palavra graça aparece aqui pela primeira vez na Bíblia e tem claramente o mesmo significado das referências do Novo Testamento, em que é descrita a misericórdia de Deus em favor de pecadores indignos. Assim, precisamos entender que, por mais íntegro que fosse Noé, ele ainda era um pecador que precisava da graça de Deus.

Dirigindo-se a Noé, Deus disse: "Contigo, porém, estabelecerei a Minha aliança" (Gên. 6:18). A palavra hebraica heqim (estabelecer) significa "manter" ou "confirmar", querendo dizer que Deus estava firmando, ou preservando um compromisso que já havia feito anteriormente. Esta palavra raramente tem o mero significado de "trazer à existência", mas sim o de "estar firme". A expressão "minha aliança", implica essencialmente em duas coisas: a) Deus é quem sempre toma a iniciativa; b) a Sua graça é a base da aliança. O sinal visível da aliança entre Deus e Noé foi o arco-íris. "Disse Deus: este é o sinal da Minha aliança que faço entre Mim e vós e entre todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gerações. Porei nas nuvens o Meu arco; será por sinal da aliança entre Mim e a Terra" (Gên. 9:12 e 13).

É interessante observarmos que a ordem bíblica é sempre esta, ou seja, depois das trevas vem a luz. No primeiro capítulo de Gênesis lemos que depois de uma tarde sempre vem uma manhã, quando Deus diz: "houve tarde e manhã, o primeiro dia" (Gên. 1:5), "houve tarde e manhã, o segundo dia" (Gên. 1:8), e assim por diante. Esta é a promessa de Deus, ou seja, depois do pecado e da morte virá a redenção; depois da tempestade virá a bonança; depois da escravidão virá a libertação para quem aceitar; depois do Dilúvio vem o arco-íris. Não é maravilhoso isto? O arco-íris simboliza a graça de Cristo, o Seu poder redentor e cumpridor de tudo o que promete e a possibilidade de salvação a todos os homens que se apropriarem dos Seus méritos.

Se o Sol estiver por trás de nós, logo após uma tempestade com chuva, poderemos ver muitas vezes um belo arco-íris. Podemos ver somente a metade dele por causa da superfície terrestre. Visto de cima de um avião o arco íris não tem fim; é um círculo completo. Ao refratar ou separar estas gotículas, diante da luz branca que Deus criou no primeiro dia, as lindas cores são vistas. Os arco-íris são produzidos pelas gotas de umidade que estão no ar, agindo cada gota como um prisma minúsculo quando um raio de luz o atinge.

Aprendemos na escola que as sete cores do arco-íris são: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil violeta. Se já vimos um duplo arco-íris, então também vimos a faixa de Alexandre. Essa é a área entre os dois arco-íris e parece mais escura do que a parte externa dos dois arcos. Como acontece com os próprios arco-íris, este fenômeno tem a ver com a inclinação dos raios luminosos ao passarem através das gotas de chuva produzindo a difusão de cores. O brilho de um arco-íris é controlado pelo tamanho das gotas de chuva através das quais o Sol brilha. Quanto maiores as gotas, mais brilhante o arco. À medida que as gotículas se tornam menores, o arco-íris se escurece. Dizem que o trovão tem um efeito sobre as cores do arco-íris, mas tal fenômeno ainda não foi estudado.

É interessante notar o que outros têm acreditado a respeito do arco-íris. Os antigos gregos pensavam que o arco-íris era a ponta de íris, a deusa mensageira que levava as notícias da guerra e da morte. Os africanos viam-no como uma grande serpente que acabava de engolir uma tempestade e que devorava todo aquele que estivesse em qualquer uma das extremidades do arco. Alguns europeus também pensavam que ele fosse uma cobra que sugava a água dos lagos e dos rios e então as redistribuía como chuva. Um mito germânico dizia que Deus usava o arco-íris como o cadinho de cores para pintar os pássaros.

É estranho o que diferentes pessoas pensam acerca de diferentes coisas, mas o arco-íris não é algo sobre o qual temos de especular. A verdade é que Deus prometeu ao Seu povo que jamais destruiria o mundo novamente com um Dilúvio, e o arco-íris era o memorial de Sua promessa. Para mim isto é confortador, porque enquanto vejo o formoso arco-íris, sei que Deus cumprirá Sua promessa. Devemos agradecer a Deus, porque Ele sempre cumpre as Suas promessas.

Após a Terra ter sido exterminada pelo Dilúvio, as Escrituras afirmam que "ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca" (Gên. 7:23). Neste texto se acha a primeira menção do conceito de "remanescente" nas Escrituras. Nós, Adventistas do Sétimo Dia, somos o seguimento profético-apocalíptico deste remanescente. O que isto diz para você e para mim?

Pr. Paulo Cilas da Silva

COMENTÁRIO II

Porém Noé achou graça diante do Senhor (Gen. 6:8)

No estudo de sábado à tarde a lição analisa algo sobre a natureza do pecado, comparando-o com a enorme capacidade de multiplicação das bactérias. Elas se multiplicam geometricamente, podendo uma só, do início do dia ao final, resultar em vários milhões. A capacidade nociva de muitas bactérias é algo fantástico. Muitas pessoas por ano vão a óbito pelo poder nocivo das bactérias. Elas ainda possuem outra característica comparável ao pecado, podem adaptar-se às condições adversas por mutação. Assim, o antibiótico que lhes fazia mal numa época, tempos depois não faz mais efeito. O sistema de defesa da bactéria é muito inteligente, e uma bactéria parece alertar outras sobre um novo perigo, e assim elas não podem ser exterminadas.

O pecado é parecido com as bactérias, mas é ainda pior. Ele se multiplica também de forma geométrica, e como diz a Bíblia, leva o mundo a ir de mal a pior. Ele também se adapta. Ao ser planejado um novo tipo de ação missionária, não se tenham ilusões, não perdurará por muito tempo, e o sistema do pecado terá criado formas de neutraliza-lo. Há, no entanto, um antídoto infalível, que é o poder do Espírito Santo, capaz de fazer funcionar bem qualquer método para salvar um ser humano da infestação do mal. Portanto, a receita óbvia parece ser sempre inovar nos métodos de trabalho e não desligar do poder do Espírito Santo.

Há métodos que jamais caem em desuso, se mantido o poder do Espírito Santo. Um deles é o sistema de pequenos grupos de estudo. Mas, cuidado, dentro do pequeno grupo, podemos criar novas formas de estudar, por exemplo, pesquisa bíblica, estudo em cima de temas pré preparados (e há pessoas experientes sempre preparando novos temas, o que é excelente, isso não pode parar), uso de fitas de vídeo, de programas pela TV, incluindo cânticos de irmãos de outros grupos, etc. É preciso usar da criatividade para inovar sempre, muito embora, não haja a necessidade de substituir o sistema de pequenos grupos. Satanás trabalha também pela estratégia da contra-facção. Isso quer dizer, tudo o que a igreja fizer, ele fará algo, ou para neutralizar, ou para combater, ou para confundir, ou para desistir, e muito mais.

Além de se multiplicar e se adaptar, o pecado leva uma grande vantagem sobre as bactérias por contar com o apoio de mentes muito mais inteligentes que o sistema de defesa de uma bactéria. Isso o torna muito mais poderoso. O sistema de pecado é capaz de promover a destruição do planeta inteiro, se não for contido, se os anjos não segurarem os ventos. No desespero (estamos nos tempos em que satanás está desesperado, bramando como leão...) o pecado aniquila seus inimigos e a si mesmo. Ele tem natureza do tipo combatente suicida. Nisso reside parte de seu grande poder. Satanás leva as pessoas à morte para matar, quer pelas armas, quer pelo cigarro, quer pelas bebidas, pela alimentação, pela violência, e assim vai.

Uma outra natureza do pecado que devemos prestar atenção é a seguinte. Uma vez experimentado, ele se torna fascinante. É uma espécie de veneno satânico que ele contém. Por exemplo, a música rock é horrível, mas atrai e fascina, e milhões se tornam escravos desse tipo de barulho. Os vícios matam, mas as pessoas sentem-se atraídas. A violência é nojenta, mas tornou-se um dos melhores negócios para ganhar dinheiro.

Ocorre que ao experimentar o pecado, no ser humano acontece uma mudança de natureza em seu interior, em seu caráter. Inicia-se uma inclinação por querer experimentar mais maldade, e novas experiências levam a sempre querer mais. Torna-se um processo incontido, como uma síndrome, que só termina ou com a morte, ou com a transformação pelo Espírito Santo. Essa síndrome é comandada por um princípio, o princípio do pecado, o ódio. Ódio alimenta ódio, e ele se multiplica, a ponto de tornar o indivíduo não racional.

O mesmo ocorre com o amor. Amor gera amor, e desenvolve no indivíduo uma inclinação pelo bem, pelo servir. Mas isso ocorre numa outra natureza, em que não haja pecado. Nesse caso, há a satisfação de fazer o bem, e cada vez que mais um bem é praticado, mais ainda deseja praticar, e isso causa grande satisfação.

A aliança que DEUS fez com Noé foi para interromper um ciclo de pecado que bem logo colocaria um fim na raça humana. Veja bem, na luta contra DEUS, aqui na Terra satanás tem duas opções:

1ª) escravizar toda raça humana, para que não reste nenhum ser humano fiel ao Criador;

2ª) ou eliminar toda a raça humana pela violência, de modo que não reste nenhum adorador fiel ao Criador. Não conseguindo a primeira opção, envereda pela segunda.

Por uma ou por outra estratégia, satanás teria conseguido o que ele precisa conseguir para vencer: fazer com que DEUS cometa um erro relacionado aos Seus princípios que diz serem perfeitos. Para satanás vencer a DEUS, só mesmo se o Criador falhar em algum ponto. Isso nunca aconteceu até hoje. Será que ainda pode acontecer? Do ponto de vista de satanás, sim, do ponto de vista de DEUS, não. A batalha decisiva, em que poderia haver erro ou falha, foi na vida de JESUS, em que um membro da trindade se tornou um ser humano sujeito a falhas, e lutou até o fim, e não falhou, isto é, não desobedeceu à Lei, que veio para cumprir, não para eliminar, ou seja, veio para obedecer. Hoje, aquele membro da trindade, que é JESUS, não é mais um ser sujeito a falhas, é DEUS, e infinitamente poderoso, incapaz de cometer algum erro. Portanto, satanás está perdido para sempre.

Nos tempos anteriores ao dilúvio, satanás tentou eliminar a raça humana diante de DEUS pela violência, assim como tenta hoje. Ele não precisa dos homens, tem os anjos. Ele precisa possuir para sempre um espaço geográfico, de onde possa lançar ataques contra o resto do Universo. Na aliança com Noé, DEUS frustrou o plano de satanás. DEUS, além de salvar naquela época a raça humana por meio de oito pessoas apenas, ainda estabeleceu um marco de Seu poder de garantir a vida na Terra, o arco-íris. Esse arco, diretamente é uma garantia de que a terra não será outra vez destruída pela água, e indiretamente, de que vai haver vida na Terra até o tempo do fim. Esse arco-íris será visto pelos santos quando forem libertos do decreto de morte, bem no fim da luta contra satanás e seus agentes.

O princípio do pecado

Já nos referimos ao princípio do pecado. É o ódio. É a antítese do amor, seu oposto radical. Assim como o amor leva a ter desejos para fazer mais bem, o ódio leva na direção contrária, a ter desejos de experimentar mais violência, por exemplo. E o processo nunca satisfaz, sempre quer mais. O amor também nunca satisfaz, sempre quer dar mais amor. São na verdade dois princípios de origem de pensamentos e ações, ou o amor, ou o ódio. Nunca os dois ao mesmo tempo.

Enquanto o amor age com suprema inteligência e sabedoria (é o caso de DEUS), o ódio age com extrema inteligência e astúcia. Inteligência temos para saber lidar com o conhecimento; sabedoria temos para saber orientar nossas ações para bons propósitos, e assim, a inteligência torna-se útil. Mas a astúcia, que é aliada da mentira e da falsidade, leva a inteligência na direção de pensamentos e ações maldosas, de destruição, traição, morte.

Enquanto o amor sempre constrói, e nunca se satisfaz, sempre quer realizar mais, o ódio também é assim, mas, evidentemente no sentido contrário. Porém, o amor constrói ao longo da eternidade, e nunca termina de construir, enquanto que o ódio, tem seus próprios limites. Ele torna-se cada vez pior, ele vai de mal a pior, e chega ao ponto em que ele mesmo se destrói, se DEUS não o fizer antes. O ódio é tão inconveniente que ele precisa por vezes ser encarcerado. Assim como o amor pode habitar na mente e no coração do ser humano (essa é a aliança de DEUS), assim também o ódio pode estar no coração e na mente. Manifesta-se em maquinações para o mal e em raiva no campo emocional, enquanto que o amor produz emoções de felicidade, de compaixão, de misericórdia, etc.

Portanto, pelo princípio do amor, tudo o que por ele é realizado, perdura para sempre, e há condições de impetrar novas realizações indefinidamente. Isto é a eternidade, unicamente viável pela fórmula do amor. Por outro lado, pelo princípio do ódio, a eternidade é inviável, pois o próprio ódio encarrega-se de se destruir a si mesmo. Por isso, em nosso planeta, onde existe por enquanto uma mistura de pessoas em que umas estão determinadas a permanecer no caminho do ódio e outras estão determinadas a seguir o caminho do amor, DEUS precisa conter o ódio para que não provoque o extermínio dos dois grupos. Isso hoje é possível, pela bomba atômica, mas os anjos seguram os ventos para que não soprem sobre a terra antes do tempo. DEUS está no controle.

Assim é a natureza do pecado, ou seja, ele é inimigo até de si mesmo, enquanto que no campo do amor, até mesmo os inimigos são merecedores de amor, de perdão e de orações. São extremos opostos que jamais poderão estar juntos, pela natureza incompatível entre eles. Apesar de serem incompatíveis entre si, a natureza do amor é tão maravilhosa que é capaz de atrair elementos do campo oposto, tendo morrido por esses elementos, capaz de perdoa-los e de lhes devolver a vida eterna. Portanto, além de serem de natureza oposta, não são diretamente comparáveis como opostos. Enquanto, no seu oposto, um quer destruir, ou outro que salvar e devolver a vida.


Noé

Eis a história de Noé: Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com DEUS (Gen. 6:9).

Esse pequeno trecho, embora sucinto, diz muito. O contexto moral era falimentar; as famílias estavam sendo destruídas; o relacionamento entre os seres humanos ocorria pela força bruta movida pelo ódio, gerando violência; o relacionamento político entre os grupos era de corrupção, um querendo passar o outro grupo para traz; o ambiente em geral era de festa carnal, diversões, imoralidade, comendo e bebendo despreocupados quanto a existência ou não de um Criador.

É num ambiente assim que devemos visualizar Noé. O homem e sua família criavam um contraste flagrante e notório entre o seu modo de vida e o que se passava naquela sociedade. Na realidade o mesmo acontece nos dias de hoje, precisamos criar o contraste, não uma conformação com o estilo liberal e imoral de vida e todas as características inerentes aos dias atuais.

Em meio a tudo isso, Noé destacava três características:

ð Era justo, ou seja, reunia as qualidades da obediência aos princípios de justiça de DEUS, honestidade no que fazia, verdadeiro no que falava.

ð Era íntegro, isto é, completo no seu modo de viver, não parcial, de vez em quando correto, outras vezes não, era inatacável em todo o seu proceder.

ð Andava com DEUS, ou seja, foi como Enoque, seu bisavô, que não chegou a conhecer, mas teve séculos para falar com o filho dele, Metusalém. O exemplo de Enoque, que foi levado por DEUS para o Céu, por certo impressionou muito a Noé, e ele também andou com DEUS, ou seja, foi obediente e fiel a DEUS em tudo o que fazia.

Mas Noé permanecia semelhante a uma rocha em meio da tempestade. Rodeado pelo desdém e ridículo popular, distinguia-se por sua santa integridade e fidelidade inabalável. Um poder assistia a suas palavras; pois era a voz de Deus ao homem por meio de Seu servo. A ligação com Deus tornava-o forte, na força do poder infinito, enquanto durante cento e vinte anos sua voz solene soou aos ouvidos daquela geração, com referência a acontecimentos que, tanto quanto poderia julgar a sabedoria humana, eram impossíveis. (Patriarcas e Profetas, 96).

A situação social nos tempos de Noé chegou a um ponto em que, ou se procedia uma intervenção radical, ou os homens, num primeiro tempo, eliminariam qualquer remanescente da verdadeira adoração, e num segundo tempo, se eliminariam a si próprios, pelo caminho da violência, como hoje. Por vezes DEUS precisa agir para que o mal não se elimine antes do tempo, e que na raça humana sejam frustradas as provas que incriminam a satanás como elemento nocivo ao Universo. Perceba que, se nos tempos de Noé a raça humana se auto-eliminasse, ficaria uma dúvida sobre a perfeição da Lei de DEUS. Nessa auto-eliminação satanás se sairia como o grande questionador da integridade de DEUS, e eliminadas as provas das conseqüências da ação de satanás, facilmente este poderia jogar argumentos contra DEUS, o que tenta fazer ainda hoje. As provas contra satanás devem se completar até o pondo de 100%, o que está quase acontecendo. No entanto, uma família, a de Noé, foi íntegra e provou que o amor de DEUS é vencedor, e que todos aqueles que morreram no dilúvio tiveram ampla oportunidade para serem salvos. Em tempo algum pode-se levantar acusação contra DEUS de que aqueles homens e mulheres não tiveram as condições suficientes para reverem suas vidas e serem salvas. Nem satanás, nem eles mesmos, nem anjos, ninguém, no grande julgamento, terá argumento contra DEUS de que não houve justiça com misericórdia. Nos atos de ações estranhas de DEUS, até nesses atos, se comprova a natureza inatacável do Criador e Sua Lei.

A parte mais bonita. Noé achou graça diante de DEUS, isto é, havia um ser humano que amava a DEUS, que correspondia ao amor de DEUS. Por este ser humano, DEUS lançou a oportunidade de outros seres humanos mudarem de vida e também de serem salvos de uma intervenção catastrófica. No limite da disponibilidade de homens íntegros, creio que Noé seria o último se a história seguisse o curso normal, DEUS chamou seu servo fiel, e salvou a todos (os poucos) que quiseram ser salvos. É verdade que outros foram salvos durante os 120 anos em que Noé pregou, mas que morreram nesse meio tempo, como o caso de Matusalém. Mas, nos dias de entrar na arca, haviam apenas oito pessoas, com as quais a humanidade se reiniciou.

A aliança com Noé

Contigo, porém, estabelecerei a Minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos (Gên 6:18).

A aliança com Noé foi a salvação do planeta. DEUS entrou em acordo com um homem que ainda estava apto a ouvir a divindade. Houve, pelo comportamento da raça humana, a necessidade de conter a desenfreada corrida de corrupção, imoralidade e violência em andamento. Mas DEUS preservaria uma semente, escolhida dentre os justos na Terra. O dilúvio, conforme alguns diagramas, ocorreu no ano 1.656 a partir da criação. Portanto, nesses dias provavelmente deveriam haver alguns milhões de pessoas. Os seres humanos não se procriavam tão rapidamente como em nossos dias, mesmo assim, é tempo suficiente para ter-se formado uma grande multidão. Desses todos, afora os que morreram um pouco antes do dilúvio mas que foram fiéis servos de DEUS, apenas oito pessoas atentaram para a mensagem de Noé. Isso demonstra o quanto aquelas pessoas estavam afastadas de DEUS. Nos últimos dias da pregação, formou-se fácil e nítida a separação entre os seres humanos: os zombadores e indiferentes à advertência, e os que criam no que Noé falava. De um lado, a maciça maioria, de outro, um punhado de pessoas, apenas uma família com os filhos casados. Nem os pais das noras atentaram para a mensagem do sogro das filhas. Nem os parentes delas. Nem os demais parentes de Noé. Só a família dele.

A aliança de salvação das raça humana, mesmo que apenas um punhado, foi proposição de DEUS, em forma de aliança. Por ser uma aliança significa que o ser humano tinha uma parte a desempenhar. O que DEUS pediu aos que desejassem salvar-se era apenas entrar na arca. Era só isso mesmo. Ele não requereu nenhum sacrifício, nada difícil. Assim foi no Éden, era só não comer de determinada árvore. Assim é hoje, é só crer e ser batizado, para uma vida de transformação.

Por ser uma aliança, a salvação pelo dilúvio tornou-se um empreendimento conjunto entre DEUS e os homens, como é hoje. DEUS poderia fazer tudo se o quisesse sozinho, mas Ele faz essas coisas em forma de parceria, ou seja, aliança, como prefere chamar, e esse é o nome mais adequado. Aliança significa um acordo que envolve uma dose importante de intimidade fundamentada no amor mútuo. Por isso, aqueles que não mais amavam a DEUS, estes não entraram na arca. Eles mesmos se excluíram. O demonstrativo de amor por parte de DEUS nessa aliança era oferecer a todos que quisessem um meio de salvação de suas vidas; já o demonstrativo de amor por parte do ser humano era apenas entrar na arca, mas tinha que faze-lo. Isso significava crer em DEUS e ir em Sua direção, colocando-se sob condições em que DEUS prometera proteção.

Assim será no final dos tempos, quando, por exemplo, vier o decreto dominical. DEUS pode proteger seus filhos em qualquer lugar, mas a ordem é, nesse tempo, sair das grandes cidades. Assim DEUS os protegerá, pois estarão fazendo a sua parte simples no que pede. Ao longo do tempo alianças assim foram feitas por DEUS. A parte do ser humano é sempre muito fácil de ser cumprida, mas se não for realizada, significa ruptura da aliança. Felizmente, ao longo da história sempre houveram homens e mulheres que obedeceram aos pedidos simples que DEUS fez, e essas pessoas assim contribuíram para que hoje nós alcançássemos a mesma esperança que eles.

O arco-íris

O arco-íris é um fenômeno resultante da refração da luz passando por milhões de gotículas de água suspensas no ar. Forma-se geralmente após a chuva, quando restam no ar essas gotículas de água. Após o arco-íris, faz tempo bom, e o sol se intensifica, desaparecendo o belo arco.

Antes do dilúvio nunca houve a manifestação de algum arco-íris, pois ainda não havia chovido. O dilúvio foi a primeira chuva na face da Terra, e também foi a maior de todas as chuvas. Quantos milímetros de água caíram não sabemos, mas vinha água de cima e de baixo da terra, e as conseqüências da maior de todas as catástrofes pode ser notada em todos os continentes do planeta, inclusive nas mais altas montanhas.

Após o dilúvio, o mundo foi posto em outro regime de provimento de umidade e água, não mais por forte serenos noturno, mas pelo regime das chuvas. Chuvas possibilitaram a formação natural do arco-íris, um fenômeno que podemos reproduzir com uma mangueira de jardim, se aspergirmos água em forma de esguicho especialmente fino.

Não sei dizer se DEUS providenciou as condições para a formação desse arco, ou se ele é, de qualquer maneira, resultado do novo regime, mas uma coisa é certa: esse arco foi tomado por DEUS para uma aliança importante DEUS jamais destruiria a Terra por meio da água. O arco-íris tornou-se símbolo de diversas coisas, como por exemplo:

ð Houve um dilúvio, sendo essa a primeira vez que choveu sobre a Terra;

ð Do dilúvio em diante, sempre haveria chuva alternada com sol;

ð Os homens teriam, a cada chuva, medo de outro dilúvio, e entrariam em pânico se não fosse o sinal do arco-íris;

ð A formação do arco-íris foi dado como uma garantia de que jamais a chuva seria tão intensa para destruir a Terra outra vez;

ð O arco-íris lembrava o poder de DEUS, que se manifesta por meio da luz, não pelas trevas;

ð Esse arco ainda é para nós hoje garantia de que a terra não será destruída por excesso de chuva, mesmo nas catástrofes dos últimos dias;

ð Mas é também um sinal de que DEUS já fez isso, e que por esse intermédio, manifestou seu desagrado pelo comportamento do homem, e exerceu severo juízo.

Portanto, quanto a chuva, a nós cabe não fazer nada para tentar escapar de uma catástrofe global, porque essa não vai acontecer. Nesse caso, o que nos cabe fazer é confiar em DEUS. Ele é o autor da aliança, e nós os beneficiados. Já se passaram mais de 4.300 anos, e a promessa se mantém firme, como é de se esperar quanto a qualquer coisa que DEUS venha a prometer.

Ficou somente Noé

Assim, foram exterminados todos os seres que havia sobre a face da Terra; o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus foram extintos das terra; ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca (Gen. 7:23).

Essa foi a primeira vez que restou um remanescente, mas não a última. Da população que havia naqueles dias, restaram oito pessoas apenas. A conotação de remanescente nesses casos não é apenas a de um número de pessoas que restaram de alguma tragédia, mas pessoas com determinadas características especiais, relacionadas com adoração. Noé e sua família de oito pessoas foram as únicas que se apresentavam fiéis ao Criador naqueles dias. As demais pessoas zombavam de Noé e de seu DEUS, e fizeram pouco caso de sua mensagem. Dessa maneira, não foi DEUS quem as excluiu da vida, elas mesmas o escolheram. Assim é o processo de exclusão do Céu e da vida eterna. Não é DEUS que impede as pessoas de entrarem, pelo contrário, por meio de JESUS, estende o convite da salvação a todos. São, no entanto, as pessoas que, rejeitando o convite, como nos tempos de Noé, optam pela morte.

Um pouco mais sobre a palavra remanescente. Na história de Noé, quase se confunde com sobrevivente, mas não é. Em outros tempos, por diversas vezes a Bíblia refere-se a remanescente. Da Idade Média, restou um remanescente em meio a uma enorme multidão de adoradores desviados do que DEUS deseja. No final dos tempos, vai haver um remanescente, perseguidos pelo poder do dragão. Eles tem a característica dupla de guardar os mandamentos e possuem o testemunho de JESUS. É um pequeno povo peculiar, fiel e obediente ao Criador (ver Apoc. 12:17). Portanto, remanescente tem, em geral, as seguintes características:

ð Adoram ao Criador conforme o Seu desejo;

ð São obedientes aos mandamentos de DEUS, conforme apresentados na Bíblia;

ð Possuem o testemunho de JESUS, isto é, JESUS referiu-se positivamente a respeito deles, e eles crêem no que está escrito a respeito de JESUS, ou ainda, há confiabilidade recíproca;

ð Sofrem perseguição pela sua postura de adoração genuína;

ð Sempre vai haver remanescente, jamais se extinguirá a corrente de adoradores de verdade ao DEUS verdadeiro;

ð No final dos tempos, esse remanescente envolver-se-á numa gigantesca obra de anúncio da volta de JESUS, isto é o alto clamor.

Nunca esqueçamos, a guerra de satanás contra DEUS é por adoração. O remanescente é o grupo de adoradores que não dobra os seus joelhos a outro deus senão O Criador, e do modo como Este legislou.

Aplicação do estudo

São três as destruições globais na Terra. A primeira já aconteceu, foi o dilúvio, em que se salvaram oito remanescentes para repovoar a Terra. A segunda destruição está pela frente, e não está muito distante. Será o que a Bíblia chama de repentina destruição. Ela vai ocorrer numa manifestação conjunta da ira das nações guerra total) e da ira de DEUS (juízos em foram de sete pragas). A ira das nações contra o remanescente e umas contra as outras, a ira de DEUS contra os autores do pecado e do sofrimento. Essa destruição ocorrerá após o fechamento da porta da graça, e culminará com a segunda vinda de CRISTO, passando pela fortíssima manifestação do poder de DEUS, numa certa noite, quando o Senhor DEUS se manifestar de Seu trono. Entre essas duas destruições, o arco-íris nos anuncia que não vai haver outra destruição.

A terceira destruição será a última, pelo fogo do chamado inferno, após o milênio. Essa vai ocorrer para erradicar o mal da Terra, sem que dele reste raiz (satanás) nem ramo (seus seguidores), para sempre. Após essa destruição, que ao mesmo tempo será um processo radical de purificação de toda a Terra, O Senhor recriará aqui tudo outra vez, e restabelecerá a perfeição e a felicidade completas.

O estudo desta semana privilegiou a aliança com Noé. O significado dessa aliança, para nós, é de particular importância. Ela nos ensina as seguintes coisas, que não deveríamos esquecer:

ð DEUS teve que salvar o planeta da imoralidade, corrupção e da violência, preservando um grupo de adoradores remanescentes, como semente pare repovoar a Terra;

ð Ele o fez por um processo radical, pela água, mas não tão radical quanto será a segunda destruição, que por sua vez é superada em efeito do que será a terceira destruição pelo fogo;

ð A água limpou a terra, a segunda destruição preparará tanto a morte dos ímpios quanto a prisão de satanás, e a terceira destruição vai fazer algo mais que apenas uma limpeza, será uma purificação, por isso o processo utilizado será o fogo;

ð Com o dilúvio foram tomadas medidas saneadoras para que o pecado não mais se tornasse capaz de ameaçar a existência do ser humano na Terra: a vida das pessoas deveria ser no máximo de 120 anos e a sua inteligência foi reduzida a 5% do disponível aos antediluvianos;

ð A produtividade da Terra foi grandemente reduzida, pois a fertilidade da terra foi lavada, o relevo foi alterado e a sua cobertura natural fértil foi destruída, o que levou ao homem a necessidade de trabalhar muito mais para produzir o que necessitava para sobreviver;

ð Só nesses últimos anos, nos dias de hoje, no chamado tempo do fim, com a multiplicação da ciência, repetem-se outra vez, em grande escala, as condições de como foi nos tempos de Noé, com grande imoralidade, violência e corrupção. A Ciência mal utilizada permite que o mal seja tal como ou pior que naqueles tempos. Agora nos aproximamos outra vez da necessidade de uma radical intervenção da parte do Criador. Por isso a Bíblia alerta, que os fins dos tempo serão parecidos como os dias de Noé (ver Lucas 17:26 a 27).

Assim como naqueles tempos de Noé, poucos creram am algo sobre-natural, também hoje dá-se o mesmo. A pregação de um ser perfeito vindo sobre as nuvens, com milhares de anjos tocando trombetas é algo para loucos, considerados doidos. Tal coisa nunca aconteceu, e do ponto de vista humano, sua probabilidade está no campo da impossibilidade. Não sabemos a proporção do remanescente, mas será, outra vez, um pequeno grupo. No entanto, aqueles que crerem, entrarão, não na arca, mas na nuvem, e serão salvos, não para descer, não numa terra devastada, mas na Nova Terra, com vida eterna. Isso não está muito longe de se tornar realidade.

Prof. Sikberto R. Marks

Bosquejo de la lección de Escuela Sabatica
por Bruce N. Cameron

Lección 3

"Todas las Generaciones Futuras"
(Génesis 4, 6 Y 9) - Enero 18 del 2003

Introducción: Después que Adán y Eva pecaron, el curso de la humanidad se fue hacia abajo. Esta semana estudiaremos dos lados de la reacción de Dios al pecado. Un lado es el juicio, el otro lado es una búsqueda de una relación especial y protectora con los que rechazan el pecado. Entremos en nuestra lección para aprender sobre la relación especial de Noe con Dios.

I. La Extensión del pecado

A. Lea Génesis 4:8-9. ¿Enumere los pecados que usted encuentra en estos dos versículos?

1. ¿Cómo nos movimos, en una generación, del pecado original de la desconfianza en Dios al pecado del asesinato?
B. Lea Génesis 4:10-16. Dios no ejecutó a Caín en castigo por el asesinato. Y más que eso, Dios protegio a Caín poniéndole una marca. ¿Por qué Dios mostró tal misericordia a Caín?

1. ¿Por qué Caín pensó que Dios era áspero?

2. ¿Qué castigo sería impuesto a cualquier persona que matara a Caín?

C. Si usted continúa en Génesis 4 usted leerá sobre los descendientes de Caín. Lea Génesis 4:19-22. ¿Qué le impresiona sobre estos versículos? ¿Qué resalta? (Tenemos el primer ejemplo de poligamia. Podemos ver que una forma de vida pecaminosa esta comenzando. Pero también vemos grandes avances en el aprendizaje y en la cultura. Tenemos la introducción de instrumentos musicales y la invención de las herramientas del bronce y de hierro. También vemos que el hombre está domesticando los animales. Esto nos da un cuadro de un grupo de gente inteligente que podría estar caminando lejos de Dios.)

D. Lea Génesis 4:23-24. ¿Qué piensa de la actitud del Lamec sobre la matanza?

1. ¿Qué está diciendo el en estos versículos? (El ha matado obviamente a alguien. Parece que él está reclamando que estaba en autodefensa en la matanza. Aparte del grado de su justificación por la matanza, él esta obviamente preocupado sobre una venganza contra él. Por esa razón él recita la protección que Dios le dio a Caín (Génesis 4:15), y dice que Dios debe estar más interesado en protegerlo (Lamec) porque su matanza fue en autodefensa, y no un asesinato como en el caso de Caín.)

E. ¿Qué impresión general usted percibe de los descendientes de Caín? (inteligentes, cierto mal, pero un conocimiento de Dios.)

II. Noé

A. Lea Génesis 6:5-6. ¿Cuál era el estado de la civilización durante la época de Noé?

1. ¿Cuál era la actitud de Dios acerca de Su creación?

B. Lea Génesis 6:7-8 . ¿Era Noé como ésos alrededor de él?

1. ¿Qué hizo que Noé fuera diferente? (Lea Génesis 6:9)
a. Note que este versículo dice que Noé "camino con Dios." ¿Es Dios el compañero de ejercicio de Noé? ¿Si no, qué significa esto? (1 Juan 1:6-7 nos da luz acerca de esto. "caminar," significa los hábitos de la vida. ¿Qué usted hace normalmente? ¿Hacia donde te diriges? ¿Usted "camina" en oscuridad o en luz? El hábito de Noé era estar en acuerdo con la voluntad de Dios. Ésa era la dirección de su vida.)
(1) ¿Usted piensa que el "caminar" de una persona se refiere primordialmente a acciones o a pensamientos?

b. Compare el "caminar" de los malvados en Génesis 6:5. ¿En qué aspecto de vida se enfocó Dios en cuanto a los malvados? (sus pensamientos.)

c. ¿Cómo tus pensamientos caben en estos dos ejemplos opuestos? ¿Sin importar si usted se comporta bien en su vida cotidiana, son sus pensamientos sobre todo malvados o sobre todo en consonancia con Dios?

C. En Génesis 6:13-17 Dios revela a Noé que él va a destruir la tierra con una inundación. Dios da a Noé instrucciones exactas de cómo construir un barco gigante de modo que Noé, su familia y una señal representativa de animales puedan sobrevivir. Lea Génesis 6:18. ¿Cuales piensa que son los términos de este pacto con Noé?

1. Sabemos de Génesis 6:9 que Noé era ya "justo y libre de culpa entre la gente." ¿Si Noé ya era justo, sería ése un término del pacto?

2. Sabemos de Génesis 6:8 que Noé tenía favor ya "en los ojos del Señor." ¿Si Noé ya era favorecido, sería ése un término del pacto?

3. ¿Son los términos del pacto, construye y entra en la arca y Yo (Dios) lo salvare de la destrucción? (básicamente, pienso que es por lo menos el principio del pacto.)

4. Sabemos de la primera lección de esta serie que Dios creó el mundo con solo hablar. Dios es "avanzado en tecnología". ¿Por qué todo ese trabajo fue requerido de Noé? ¿Por qué no simplemente llevar a toda la gente y los animales que serian salvos a un lugar predesignado y poner una cubierta de la fuerza alrededor de ellos para mantener fuera el agua? ¿Y que tal una cueva secreta alta en las montañas y solo sellar la abertura?

a. ¿Si usted tuviera que construir un barco, por qué tiene que ser esas especificaciones exactas? ¿Por qué no hacerlo del tamaño de la madera de construcción en el área?

b. Hay una lección para nosotros en todos estos "porqués?" (El seguir el pacto de Dios no es necesariamente la manera fácil o conveniente. Él tiene instrucciones y él quiere que las sigamos.)

D. Póngase en el lugar de Noé. ¿Usted aceptaría esta oferta de pacto?

1. Recuerde que todos sus lugares preferidos serán destruido, todas las estaciones de TV y de radio desaparecerán, toda la gente que usted conoce (excepto la familia) no existirá más. Sus restaurantes y centros de compras preferidos - exterminados. No habrá electricidad, gas, caminos, aviones, coches, computadoras, motocicletas, y no habrá Sprite.

a. Génesis 9:20-21 registra que después de la inundación, Noé se emborrachó. ¿Usted piensa que el celebraba su salvación o que se sentía apesadumbrado por todas las "cosas" que desaparecieron? (esto no es una pregunta totalmente seria. El texto nos dice que esto fue un tiempo después del fin del diluvio, porque Noé bebía el jugo de las uvas que él había plantado después del diluvio. La parte seria de la idea es que, como Lot (Génesis 19:18-20), muchos de nosotros encontrarían difícil dejar la "civilización.")

2. ¿Es el dejar el ambiente familiar a menudo un aspecto de una relación especial con Dios?

III. La Señal

A. Lea Génesis 9:12-16. ¿Es esto el mismo pacto que antes? (Parece ser una extensión. Dios primero dijo a Noé, construye el arca y te salvare. Dios ahora le dice a Noé que él esta seguro (del agua) por fin.)

B. ¿Cuál es la señal de este pacto? (el arco iris.)

1. ¿De estos versículos, por qué es un arco iris la señal que Dios eligió? (los arco iris se asocian con las nubes y la lluvia. La señal de la promesa del pacto de Dios aparece cuando aparece la señal de la lluvia.

2. Los lectores alertas saben que el arco iris (o este espectro del color) ahora se ha convertido en el símbolo de la homosexualidad. ¿Cuáles son sus pensamientos sobre esto? (ésta es la última ironía. Los homosexuales no se reproducen. El recordatorio que Dios hizo era que la vida continuaría, y que El nunca permitirá otra vez una inundación que eliminaría la vida, es el símbolo adoptado por el grupo del "callejón sin salida".)

C. Había mucha gente viviendo en la tierra, pero Dios salvó solo a algunos. Aunque todos podrían haber entrado en el arca, muy pocos eligieron hacerlo. ¿Usted piensa que será igual cuando Jesús venga otra vez? ¿Solamente algunos elegirán entrar en el cielo?

D. Amigo, mientras consideras el crecimiento del pecado, la reacción de Dios a el pecado, y a la decisión de Dios de salvar solo a algunas personas selectas, ¿Qué lección aprende para su vida? ¿Le anima a ser fiel?

IV. La Próxima Semana: Un Pacto Eterno.
Traducido por Estrella González

O Auxiliar do Professor - UCB

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INFORMATIVO DAS MISSÕES

Sábado, 18 de janeiro de 2003

Salvo pela oração

Mário Jos, Arismendi Retamal e Elba Cardenas
Vivem em La Unión, Chile

[Peça a um casal que conte esta história na primeira pessoa.]

Mário: Eu tinha um bom emprego, uma família, um lar agradável e dinheiro para gastar. Mas a maneira como escolhi gastar o dinheiro quase me custou tudo, até a própria vida. Eu trabalhava muito e concluí que tinha o direito de gastar o dinheiro como queria. Então resolvi gastar com álcool, mulheres e nos prazeres da vida. Mas quando perdi quase tudo, percebi que as únicas coisas que importavam ainda estavam me esperando, que eram minha esposa e Jesus.

Eu não sabia como minha esposa Elba suportava com paciência tudo o que eu fazia. Depois que nos estabilizamos em uma vida confortável, comecei a beber mais freqüentemente. Já bebia havia algum tempo, mas quando comecei a aumentar as doses, me tornei um alcoólatra crônico. Meu consumo continuava a crescer, e algumas vezes, alcoolizado, eu entrava em brigas ou caía das escadas. Bati a cabeça muitas vezes enquanto estava bêbado, mas geralmente não me lembrava como tinha me machucado, ou não me importava. No entanto, as pancadas na cabeça fizeram aparecer tremores.

O médico me advertiu de que se não parasse de beber, acabaria morrendo. As palavras dele me marcaram muito. Eu sabia que ele estava certo, e tomei a decisão de parar de beber por minha conta. Mas comecei a tremer tão violentamente que tive que ir para o hospital. Os médicos me disseram que havia muito álcool em mim, eu ainda poderia morrer. Ali, deitado na cama do hospital, vi um crucifixo pendurado na parede. Eu me virei para ele e clamei a Jesus para me ajudar a deixar de beber. Nunca mais bebi. Alguns dias depois, deixei o hospital. Mas descobri um problema ao deixar de beber. Não tinha nada para fazer. Não tinha emprego, dinheiro, nem mesmo um hobby para passar o tempo.

Minha esposa me convidou a freqüentar a igreja com ela. Depois do nosso casamento ela havia se tornado adventista, e assim, fui com ela, Mas sentei no último banco. Fui à igreja algumas vezes depois desse dia, mas não ia cada semana.

A igreja organizou um batismo em um lago, e eu fui com minha esposa. Fiquei profundamente impressionado com a cerimônia e perguntei se poderia ser batizado. O pastor concordou em começar a estudar a Bíblia comigo e pediu para eu freqüentar a igreja regularmente antes de tomar essa importante decisão. Por causa dos danos que o álcool causou em minha mente, eu levei três anos para compreender algumas das verdades da Bíblia. Finalmente, entreguei a vida a Deus.

Elba: Quando me casei com Mário, eu sabia que ele não era santo. Mas era um trabalhador esforçado, e eu o amava. Suportava a sua vontade de beber, esperando que ele logo mudasse. Mas o seu problema com o álcool começou a ficar pior. Cinco anos depois do nosso casamento, fui a algumas conferências adventistas na cidade. Mário não gostou do meu interesse por religião e ameaçou ir me pegar no meio da reunião para me obrigar a voltar para casa, mas continuei a ir. Uma noite, ele ficou na porta da tenda esperando o fim da reunião. Tinha bebido, é claro, e quando saí, ele gritou comigo:

Pare de vir a este lugar, ou eu vou tirar você daqui pelos cabelos!

Fiquei com vergonha, mas sabia que Mário não faria o que estava ameaçando. Eu gostava muito do que estava ouvindo nas reuniões e continuei a ir. Mário foi algumas vezes e gritou comigo, mas nunca perturbou as reuniões. Só estava com ciúmes e bêbado.

Como eu queria que ele parasse de beber! Era ruim para a saúde dele e tinha uma influência prejudicial sobre as crianças. Por muitos anos orei e chorei para que Deus o ajudasse a parar. Uma vez, até tentei dar algum dinheiro para ele ir à igreja comigo. Eu disse:

Vamos comigo, um novo pastor vai pregar.

Mas ele recusou, e ofereci dinheiro. Então ele aceitou ir. Mas logo que a reunião terminou, pediu o dinheiro. Eu lhe dei alguns pesos, mas ao invés de colocar o dinheiro no bolso e ir para casa comigo, ele correu para um bar para comprar bebida.

Quando voltou para casa, tentei falar para ele sobre Deus. Perguntei:

Você gostou do novo pregador?

Mas ele não disse muito. Eu podia ver que ele estava com ciúmes, porque tinha me dito que achava que as mulheres iam para a igreja só para o pastor ficar olhando para elas. Claro que não era verdade, mas isso fazia ele se sentir melhor, justificando seus atos.

Continuei a orar por ele. Ainda o amava, e sabia que mesmo que nenhum ser humano pudesse salvá-lo, Deus podia. Tive que esperar 10 anos antes de poder ver a atuação de Deus em sua vida. Mas a espera valeu a pena. Hoje tenho meu esposo de volta, e estou feliz. Ele é realmente um homem transformado. Tudo o que pedem para fazer na igreja, ele faz. Quando o nosso pastor não está na igreja, os irmãos da igreja dirigem as reuniões. Algumas vezes Mário prega aos domingos à noite ou nos cultos de quarta-feira.

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